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Um Mar de Recordações

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Questões inevitáveis (27) – Direitos das mulheres

Nos últimos dias, fiquei completamente chocado ao ler uma notícia que envolvia os direitos das mulheres. No Brasil, um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Económica Aplicada) revelou que 26% dos brasileiros consideram que as “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Inicialmente, o número anunciado até era de 65% mas foi rectificado mais tarde pois o IPEA trocou as percentagens das respostas de duas perguntas.

Os resultados do inquérito Tolerância social à violência contra as mulheres realça ainda que 58,5% dos entrevistados concorda “com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros [violações]”. Realizado entre Maio e Junho de 2013 em municípios das cinco grandes regiões brasileiras, a pesquisa teve uma amostra de 3810 pessoas de ambos os sexos, em que 66,5% eram mulheres, 28,5% jovens dos 16 aos 29 anos, 52,4% adultos dos 30 aos 59 anos e 19,1% de 60 ou mais anos.

Dilma Rousseff , presidente da República do Brasil, publicou um tweet em que referia os resultados do estudo: “Tolerância zero à violência contra a mulher”, dizia. De facto, os resultados deste inquérito provocaram (naturalmente) uma onda de indignação nas redes sociais a nível mundial. No Twitter surgiu uma campanha realizada pela jornalista Nana Queiroz, onde ela aparecia sem roupa com a frase: “Não mereço ser estrupada [violada]” escrita no corpo. O objectivo passava pelas mulheres fazerem o mesmo, o que aconteceu tornando a incitativa viral . Entretanto, a jornalista denunciou que já foi ameaçada de violação depois de entrar naquela campanha.

Isto surge dias depois de mundo acordar com a notícia de que o Governo iraquiano está a desenvolver um projecto lei que se aplicaria apenas à maioria xiita no país em que autorizava a poligamia, permite aos homens casarem com raparigas a partir de 9 anos e permite ainda a violação dentro do matrimónio. O tema deverá ser discutido no Parlamento depois das eleições de Abril. No Afeganistão, por exemplo, estas leis encontra-se legalizadas desde Março de 2009. Para mim é inconcebível como ainda se permite países fazerem este tipo de leis, na minha perspectiva devia haver sanções graves e uma educação para uma mudança de perspectiva nestes locais… Independente do sexo, todos merecem os mesmos direitos!

Como é que possível em pleno século XXI ainda haver este tipo de resultados em inquéritos ? As instancias mundiais não deviam intervir quando os direitos das mulheres não estão a ser respeitados? 

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