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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Germânicos atropelam um frágil Portugal

A estreia de Portugal no Mundial de 2014 no Brasil foi um autêntico pesadelo! A selecção das quinas foi arrasada pela Alemanha (4-0), no jogo inaugural do grupo G. No Arena Fonte Nova, em Salvador, Muller (3) e Hummels foram os marcadores dos golos. A partida ficou também marcada pela expulsão do defesa Pepe, aos  37 minutos, por uma cabeçada ao avançado Muller.

Uma exibição desastrada de Portugal que provocou este resultado. Inúmeras descontracções no panorama defensivo foram fatais contra uma das selecções mais fortes do mundo. Logo aos oito minutos, o guardião Rui Patrício fez um disparate e passou a bola para Khedira num mau alivio. O médio alemão rematou ao lado. O primeiro golo dos germânicos surgiu aos 11’ por Muller, na conversão de uma grande penalidade, a castigar uma pertença falta de João Pereira.

A selecção nacional não conseguiu imprimir o seu ritmo e teve dificuldades na criação de jogo. A excepção foi um remate bem colocado de Nani, aos 24 minutos. Pouco depois, aos 28’, novo contratempo com a substituição forçada de Hugo Almeida (lesão) por Éder. Gotze tem um remate muito perigoso que viria a dar o canto para o segundo golo da partida. Aos 32’, Hummels adianta-se a Pepe e dá uma forte cabeçada para aumentar a vantagem dos germânicos.

A perder por 2-0, Portugal tem uma tímida reacção com duas situações de perigo de Fábio Coentrão e Éder, mas que não conseguiram bater a baliza de Neuer. Já no período de descontos da primeira parte, novo balde de água fria. Muller bisa na partida com um forte remate, a aproveitar um erro de Bruno Alves.

O segundo período foi de contenção por parte da equipa liderada por Joachim Löw que foi segurando a vantagem. No entanto, sempre que a ‘Mannschaft’ chegava perto da baliza portuguesa criava perigo como é o caso dos remates de Özil (51’) e de Gotze (69’).  Só a espaços, é que Portugal conseguiu acercar-se da baliza de Neuer mas nunca conseguiu incomodar realmente a defesa alemã. Se o resultado já era mau, as más notícias continuaram. Fábio Coentrão lesionou-se sozinho, aos 63 minutos, e provavelmente será baixa para o resto da competição. Portugal fica sem o único defesa esquerdo de raiz na convocatória…

A machadada final foi dada pelo inevitável Muller que completou o seu hat-trick aos 78 minutos. O avançado de 24 anos aproveitou um erro infantil de Rui Patrício. Na jogada anterior, o guardião português tinha voltado a ter um mau alívio. Um jogo bastante desastrado do guarda-redes que nunca conseguiu exibir-se ao seu nível. Na globalidade, não houve um jogador da selecção nacional que se destaca-se positivamente. Perto do fim, Ronaldo apareceu com um remate perigoso, mas o resultado já não se viria a alterar.

A partida foi apitada pelo sérvio Milorad Mazic que tal como Portugal não teve um dia bem conseguido. Na primeira parte, o arbitro de 41 anos assinalou uma grande penalidade discutível que deu vantagem aos alemães. Já no segundo período não apitou uma penalidade óbvio sobre Éder aos 75’. No restante encontro, o juiz teve mais algumas decisões desastradas.

O que falhou na equipa portuguesa? O resultado é justo? Como se pode explicar a atitude de Pepe?

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Alemanha, Gana e EUA são os adversários no Mundial

Portugal vai enfrentar a Alemanha, o Gana e os EUA na fase de grupos do Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano no Brasil. A competição será disputada entre 12 de Junho e 13 de Julho e ocorrerá em doze cidades brasileiras.
Englobado no grupo G, Portugal deve conseguir uma qualificação acessível para a próxima fase da prova. Teoricamente a selecção nacional e a Alemanha são as grandes favoritas para seguirem para os oitavos-de-final . Os germânicos são uma equipa muito forte, aliás é uma dos favoritas a levantar o troféu . Apetrechada de muitos talentos é um conjunto extremamente perigoso, de longe o nosso principal obstáculo.
Se contra a Alemanha o jogo é de alto risco, as restantes equipas são adversários com menos valias. Contra os EUA e o Gana, Portugal parte como favorito para assegurar a passagem à fase de grupos. Aliás, o seleccionador Paulo Bento colocou os oitavos-de-final como o objectivo mínimo para a selecção das quinas. Um registo conservador do comandante do conjunto nacional que opta por colocar a fasquia mais baixa, tentando resfriar as expectativas altas de uma equipa que tem um dos melhores jogadores do mundo.
Destaque ainda para a bonita homenagem feita a Nelson Mandela, o antigo presidente da África do Sul, que faleceu ontem. Nesse prisma, a cerimonia ficou ainda marcada pelo mais rápido minuto de silêncio da história, interrompido pelo inevitável e polémico Joseph Blatter…

Grupo acessível para Portugal? Está correcta a estratégia pouco ambiciosa dos responsáveis técnicos? Até onde Portugal poderá chegar neste Mundial?

Penalidades arrasam com o sonho português

Naquele que foi o melhor encontro do Euro 2012 até agora, Espanha qualificou-se para a final de Kiev, após eliminar Portugal nas grandes penalidades. Um belíssimo duelo ibérico, num encontro de grandes emoções e de enorme talento e onda a Espanha teve a estrela de campeã. Faltou sorte à equipa lusa no momento da verdade!

Pela primeira vez na competição, Paulo Bento foi obrigado a alterar o onze inicial, devido à lesão de Hélder Postiga . O avançado Hugo Almeida foi o escolhido para o substituir. Já a Espanha apareceu com uma surpresa no seu onze, a presença do avançado Negredo . Os dois jogadores protagonizaram exibições apagadas e mostraram que não deveriam ter merecido a confiança dos dois técnicos para esta partida.

Num encontro bem disputado na Donbass Arena em Donetsk (Ucrânia), Portugal esteve por cima na primeira parte. Teve mais oportunidades, trocou melhor a bola e não teve medo de assumir o jogo. Portugal soube lidar muito bem com o estilo de jogo espanhol, anulando-o. Honra seja feita, poucas selecções podem dizer que conseguem anular o tiki-taka espanhol e a equipa das quinas tem esse (enorme) mérito. Mas para conseguir isso teve de correr e muito, algo que se viria a revelar perigoso com a passagem dos minutos.

O início da segunda parte começou quase com a substituição espanhola, saída do apagado Negredo para Fábregas entrar. Bela decisão de Vicente del Bosque que fez com que o jogo muda-se por completo. O médio do Barcelona foi o grande responsável pelo maior domínio espanhol no segundo tempo. A sua entrada teve o dom de dar mais organização no miolo espanhol que assumiu as despesas do jogo. Apesar disso, verdade seja dita que a ‘roja’ não criou uma oportunidade de perigo iminente. No entanto, a grande oportunidade de golo durante os noventa minutos foi de Cristiano Ronaldo. Nos últimos momentos do tempo regulamentar, grande contra-ataque português, com Meireles a deixar para o extremo luso, que entra pela esquerda e remata ao lado da baliza de Iker Casillas .

Apesar das poucas oportunidades, o encontro foi uma enorme batalha entre duas grandes selecções. Bem disputada e com muitas movimentações. Sem golos, o grande protagonista foi o gigante João Moutinho com uma partida de luxo. Todos os elogios são poucos, para este pequeno grande génio. É preciso dar grande mérito à selecção das quinas que fez com que a campeã europeia e mundial tivesse que mudar por duas vezes a sua táctica . Demonstração inegável de que Portugal foi uma equipa dificílima de bater.

Já no prolongamento, a equipa lusa tem muito a agradecer ao Rui Patrício que fez duas enormes defesas, aos 103 e aos 111 minutos. Totalmente decisivo o guardião luso. A armada espanhola realizou trinta minutos de grande nível e demonstraram ter uma maior frescura física Paulo Bento demorou muito tempo a fazer as substituições , a selecção nacional quebrou fisicamente muito devido a isso. Um erro fatal do seleccionador nacional! A equipa portuguesa teve de defender mais e revelou-se uma equipa com grande entre-ajuda . Fizeram jus ao lema “11 por todos e todos por 11”.

Apesar de Rui Patrício ter defendido a primeira grande penalidade, Portugal falhou no momento decisivo. Faltou-lhe alguma sorte, diga-se. A marcação irrepreensível de Sérgio Ramos foi decisiva e colocou a Espanha em claro ascendente psicológico Muito sangue frio e classe do defesa do Real Madrid. Bruno Alves, que pareceu extremamente nervoso, rematou à barra da baliza espanhola e permitiu a que Fábregas marcasse… depois da bola ter batido no poste. Estrelinha da sorte para a ‘roja’ na lotaria das grandes penalidades… Desta forma, na final a Espanha irá enfrentar o vencedor do duelo de hoje entre a Alemanha e a Itália.

No capitulo disciplinar, o arbitro turco Cuneyt Çakir foi claramente tendencioso. Muitas decisões deixaram muito a desejar com demasiadas escolhas a penderem para as aspirações espanholas. Nada estranho nisso, aliás já se esperava esse tipo de habilidades… Mas é justo dizer que não foi por ele que Portugal não ganhou este encontro!

Portugal saí do Euro 2012 de cabeça levantada, uma vez que protagonizou uma prova muito acima das expectativas. Pouca gente acreditava que fosse possível chegar tão longe e a equipa nacional provou que tinha capacidade, talento e ambição para chegar às quatro melhores equipas da Europa. Enorme trabalho de todos elementos da comitiva portuguesa.

 

Portugal secou sumo holandês

A selecção portuguesa derrotou a sua congénere holandesa por 2-1, em encontro referente à última jornada do grupo B do Euro 2012. Van der Vaart , aos 11 minutos, colocou a equipa holandesa na liderança do marcador, mas Cristiano Ronaldo marcou dois golos, aos 28' e 74’, e qualificou Portugal para os quartos-de-final do Europeu que se disputa na Polónia e na Ucrânia.

Durante quase todo a partida, Portugal foi superior à Holanda, secou por completo o sumo atacante do país das tulipas. A ‘laranja mecânica ’ só nos dez primeiros minutos conseguiu estar melhor que a armada portuguesa. Após o golo, a formação holandesa caiu de produção, perdeu-se, e esteve francamente mal. Durante grande parte do encontro, a equipa limitou-se a tentar chegar à baliza portuguesa através de lançamentos longos, que nunca incomodaram. Tudo somado, muito pouco para uma equipa que era dada como uma das favoritas à vitória final.

Esta é, assim, uma vitória justíssima da Selecção Nacional que até peca por escassa, devido a tantas oportunidades que foram criadas. No Estádio Metalist , em Kharkiv (Ucrânia), Portugal não falhou no momento decisivo e o sonho continua! A selecção nacional, comandada por Cristiano Ronaldo, protagonizou um encontro de luxo. Marcou, jogou e fez jogar! Uma exibição de raiva do capitão português que parece querer calar os críticos e demonstrou mais uma vez porque é considerado um dos melhores jogadores do mundo. Excelente reacção ao encontro com a Dinamarca.

Nos minutos finais, a Holanda ainda cresceu um pouco e teve algumas oportunidades para marcar. Van der Vaart chegou mesmo a disparar ao poste da baliza defendida por Rui Patrício, aos 82 minutos . No entanto, Portugal ainda teve tempo para retribuir uma bola ao poste através do remate de Ronaldo, aos 90 minutos. Por sua vez, no capitulo disciplinar, o árbitro italiano Nicola Rizzoli devia ter expulso Willems por uma entrada bárbara a João Moutinho e dado um cartão amarelo a João Pereira por pisar um adversário.

Dessa forma, no grupo mais difícil do Europeu, a tarefa não se previa nada fácil para Portugal. Uma Alemanha muito forte destacava-se como o adversário mais complicado e com as sempre perigosas Holanda e Dinamarca também presentes. Naturalmente, as expectativas não eram altas para os portugueses, mas a equipa das quinas conseguiu mostrar que era capaz de ultrapassar os obstáculos e qualificar-se para a ronda seguinte. Foi necessária muita garra, mas a esperança valeu a pena.

Agora, nos ‘quartos’, Portugal vai enfrentar a surpreendente Republica Checa, que venceu o grupo A. A equipa das quinas é a clara favorita à vitória, mas os checos já mostraram que gostam de espantar o mundo. É preciso manter a humildade e lutar os 90 minutos pela vitória.

 

Questões inevitáveis (12)

Com a proximidade do Europeu de 2012, a edição deste mês das Questões Inevitáveis propõe-se a aborda as expectativas de Portugal para esta grande competição. A equipa nacional encontra-se no Grupo B com Alemanha, Holanda e Dinamarca, naquele que é considerado o grupo mais difícil da competição que decorre na Ucrânia e na Polónia. Apenas duas equipas seguem para próxima ronda, o que vaticina duras batalhas para a nossa selecção.
A confiança na equipa parece ter diminuído, após maus ensaios com a Macedónia e com a Turquia, mas uma boa competição está ao nosso alcance.  Aliás, a equipa das quinas já mostrou por diversas vezes que se supera quando os desafios são mais complicados. Será que Cristiano Ronaldo e companhia tem capacidade de ultrapassar a fase de grupos (objectivo traçado por Paulo Bento)? Se sim, até onde Portugal pode ir? E tu, qual é a tua opinião?

 

Quais são as expectativas para a campanha de Portugal para o Europeu? Porquê?