Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Ciência e Letras: dois pólos de conhecimentos afastados?

Ao longo dos anos existe a eterna divisão entre os dois maiores pólos de conhecimento – as letras e a ciência. O afastamento destes dois sectores de conhecimento já se alarga num grande período temporal o que leva assim a pensar-se na incapacidade social de uma junção entre ambas. Carlos Fiolhais, no livro Curiosidades Apaixonantes, explica mesmo que esta é a “barreira mais alta” nas divisões das disciplinas. No entanto, nos dias de hoje esse afastamento (ainda) faz sentido? Julgo que não…
Na verdade, existe ao longo da história, personalidades de ambos os ramos que contrariam esta lógica. Se tomarmos como exemplo o grande génio do ocidente, Leonardo da Vinci podemos analisar a sua qualidade tanto a nível literário como científico. Calvino, na literatura, e Galileu, na ciência, são também bons exemplos que provam que pode ser possível uma junção entre ambas as áreas. Já a nível nacional, temos também alguns exemplos desta possibilidade, como é o caso de Carlos Fiolhais um cientista com aptidões a nível literário, sendo que no outro lado da barricada, António Gedeão destaca nos seus poemas alguns conceitos científicos.
Na minha prespectiva, julgo que isto acontece devido a haver uma necessidade de projectar estes dois grandes pólos de conhecimento para uma junção que iria intelectualmente ser bastante proveitosa e que acredito piamente trará aspectos bastante positivos para ambas as áreas evoluírem. O certo é que tanto a ciência como as letras precisam uma da outra! A ciência necessita das letras para divulgação das descobertas e das publicações dos estudos e no que diz respeito às letras existe a necessidade de abranger esta área tanto a nível literário como noticioso. São opostos que, inevitavelmente, se atraem.
Assim sendo, não dar valor a uma destas áreas é um erro elementar. Existe cada vez uma ligação e junção de vários meios a nível mundial e está é cada vez mais pertinente. Há assim uma necessidade de criar uma sociedade que se preocupe com ambas as questões, não desprezando uma em detrimento de outra. De facto, é indepensável um rompimento à ideia retrógrada de divisão de prateleiras das diversas competências. Algo que não faz qualquer sentido! É certo que há muito a evoluir nesse prisma, mas a mudança é possível, até porque “nada se perde, tudo se transforma”.

 

A Clonagem: aspectos positivos e negativos

Em Biologia, a clonagem é um processo através do qual se obtém um clone ou um conjunto de indivíduos geneticamente idênticos, ou seja, tendo um código genético igual. A ciência tem vindo a desenvolver inúmeras pesquisas neste campo, criando métodos e técnicas que possibilitam o uso de células somáticas responsáveis pela formação de órgãos, pele e ossos. A clonagem é possível através de uma técnica que consiste em obter um ser completo a partir de um óvulo, não fecundado, no qual foi retirado o seu núcleo, para ser transplantado num núcleo de uma célula adulta. Ela pode divergir em duas formas: a clonagem reprodutiva e a clonagem terapêutica. No que diz respeito à clonagem reprodutiva, ela tem como objectivo a produção de organismos completos.  Por outro lado, a clonagem terapêutica serve para a produção de órgãos ou tecidos que serão posteriormente usados para tratar doenças ou deficiências.

Apesar disso, a clonagem tornou-se um dos temas mais controversos dos últimos tempos, vindo a público vários elementos defender e atacar esta técnica. Os grandes apoiantes da clonagem são na sua maioria os cientistas e a classe média, ao contrário, dos médicos e dos teólogos que são os mais críticos. Richard Seed, físico nuclear de Chicago, que ficou conhecido como sendo um grande defensor desta ideia refere que “(…) não se pode parar a ciência. (…) Clonar e reprogramar DNA é o primeiro passo sério para sermos um com Deus”. Do outro lado da barricada a figura mais emblemática é o principal rosto da igreja católica, o Papa Bento XVI, que é bastante crítico na sua posição sobre esta matéria salientando que “um homem produzido por outros homens no laboratório deixa de ser um presente de Deus. Assim como ele pode ser fabricado, ele pode ser destruído”, acrescentando mesmo que a “clonagem humana é mais perigosa que as armas de destruição em massa”.

Passando primeiro para os pontos positivos da clonagem, os defensores alegam que esta não passa de mais um processo de fertilização assistida, destacando a possibilidade de utilização da técnica para obtenção de células tronco, com o intuito de restaurar a função de um órgão ou tecido. Aliado a isso, existe também a vantagem de não oferecer riscos de rejeição se o doador fosse a própria pessoa. Confrontados com o argumento de que a clonagem é um processo que vai contra as leis da natureza, os seus crentes argumentam, salientando que este é um processo já existente na própria natureza, dando o exemplo dos processos de reprodução assexuada e dos processos de reprodução sexuada (no caso de serem gémeos). Este método poderá também ser uma forma de ajudar os casais inférteis a poderem ter filhos e de baixar ou acabar com a taxa de tráfico clandestino de órgãos. Já no mundo animal, a possibilidade salvar as espécies em vias de extinção é, sem dúvida, um dos melhores trunfos.

Por outro lado, os críticos consideram que a clonagem é contra-natura, argumentando que torna a reprodução num processo desnecessário, reduzindo o seu significado. A baixa taxa de eficiência e eficácia, é um argumento bastante utilizado, uma vez que dos poucos clones que sobrevivem ao processo não costumam ter uma vida longa e saudável. As primeiras experiências demonstram ainda que existe um grande número de anomalias como o envelhecimento precoce, lesões hepáticas, tumores e baixa imunidade. É também defendida a possibilidade de comprometer a individualidade e também a perda de variabilidade genética, podendo mesmo levar à diminuição da biodiversidade. Isso não quer dizer que iria haver um decréscimo de população, muito pelo contrário, poderia mesmo contribuir para o seu aumento, provocando um maior consumo de recursos naturais, diminuindo a sua quantidade. Empresas e pessoas poderiam ver a clonagem como veiculo para outros fins que não o avanço da ciência e benefício da humanidade, mas sim para benefícios pessoais. A vida dos possíveis clones também é tida em conta, visto que poderiam vir a ser alvo de discriminação por parte da sociedade ou a estar sujeitos a problemas psicológicos desconhecidos, com impacto na família e na sociedade.

Como tudo a clonagem tem os seus aspectos positivos e negativos, as suas potencialidades e limitações, no entanto terá de ser analisado de uma forma responsável e consciente se os aspectos positivos e as suas potencialidades são suficientes para esta técnica continuar a desenvolver-se e ter êxito. De facto, a proposta da clonagem é bastante tentadora, devido às possibilidades que a mesma incute, mas terá que ser analisada a forma a ser utilizada, sob pena de ser uma nova descoberta que nada trará de positivo à sociedade.

 

 

Questões inevitáveis (3)

Cá está a terceira edição das 'Questões inevitáveis', rubrica que foi produzida com intuito de produzir um diálogo com os leitores, espero que cooperem com esta iniciativa! Esta é assim uma rubrica que passa por uma questão actual que vou colocando, servindo de discussão para vocês manifestarem a vossa opinião! Espero assim ir de encontro com vocês, leitores.

A clonagem é a produção de indivíduos geneticamente iguais. Este é um processo de reprodução assexuada que resulta na obtenção de cópias geneticamente idênticas de um mesmo ser vivo – micro-organismo, vegetal ou animal. Em Fevereiro de 1997, um grupo de cientistas escoceses, liderado pelo inglês Ian Wilmut, anunciou a realização da primeira cópia genética mamífero adulto de seis anos, a partir duma célula somática: a ovelha da raça Finn Dorset, baptizada como Dolly. Apesar dos problemas que se seguiram com o animal, foi aberta uma possibilidade de desenvolvimento na clonagem. A hipótese de clonagem humana é cada vez mais uma possibilidade… E tu, qual é a tua opinião?  

 

Concordas com o uso da clonagem? Porquê?

 

Questões inevitáveis (1)

Nova rubrica aqui no 'Um Mar de Recordações', esta pede muito de vocês leitores, por isso espero que cooperem! O espaço 'Questões inevitáveis', passa por uma questão actual que vou pondo e que serve de discussão. Os temas serão, acima de tudo, actuais e claro... controversos. Nesta edição de estreia falamos da eutanásia, ou seja, a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.

Desde 1998, esta temática intensificou-se ainda mais com a fundação da Dignitas , uma clínica suíça especializada em suicídio assistido. “Viva com dignidade, morra com dignidade”, é este o mote da organização não-governamental sem fins lucrativos. De acordo com dados do jornal britânico Daily Telegraph , a Dignitas possibilitou a eutanásia a quase 900 pessoas até 2008.

É aproveitada a legislação helvética que segundo a qual o suicídio assistido não é crime desde que a pessoa ou a instituição em causa aja altruisticamente e sem retirar daí quaisquer benefícios. É necessário a assinatura de uma declaração que ateste e pagar uma caução de 3866 euros.

Em Portugal, este é um tema que tem sido discutido há vários anos, mas sem solução à vista. Aliás, nos últimos tempos tem surgido muitos debates referentes à legalização desta prática. Será legítimo por fim à vida das pessoas? E tu, qual é a tua opinião?

 

Estás de acordo com a eutanásia?

 

 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||