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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Sala de Cinema (44) - Logan

O aguardado Logan chegou finalmente às salas de cinema! Esta longa-metragem marca a última aparição de  Hugh Jackman no papel do emblemático Wolverine. O filme dirigido por James Mangold é fortemente inspirado no enredo de Old Man Logan, uma história de Mark Millar publicada em 2008. Parece que esta é mesmo a despedida perfeita do carismático X-Men!

Já o enredo da história deste filme decorre em 2024 com uma população mutante que diminuiu significativamente e sem os X-Men. Logan, cujo o poder de cura está a diminuir, entregou-se ao álcool e agora ganha a vida como motorista de uma limusina. Ele também cuida de um doente e idoso Professor X, que mantém escondido. Mas as tentativas de Logan de afastar-se do mundo são interrompidas com a chegada de uma jovem mutante, perseguida por forças sombrias…

Desde do início que percebemos que este é um filme com um tom mais negro, longe do mundo esperançoso habitual dos X-Men. Na verdade, Logan passa-se numa realidade distópica, no qual Wolverine vive amargurado, numa prisão constante. É extremamente interessante vermos o lado mais vulnerável deste super-herói que foi durante anos apelidado de imortal.

 

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Sala de Cinema (43) – Batman vs Superman

O filme Batman vs Superman chegou aos cinemas na última quinta-feira, portanto está mais do que na hora de fazer uma análise à primeira longa-metragem do universo cinematográfico da DC. Com um orçamento de 250 milhões de dólares, Zack Snyder tinha a grande responsabilidade de iniciar este longo projecto. Contudo, o filme acabou por pecar em alguns aspectos…

Num tom negro e à procura de um público mais adulto, Batman vs Superman falha ao querer incluir demasiadas coisas e não conseguir cumprir as promessas que executa. Com a duração de 2h30, o filme desenrola-se num ritmo lento e não há desenvolvimento nas personagens. Até porque apesar do título, acabamos por ter uma luta curta entre o Batman e o Superman, o confronto até foi bom, mas pecou por ser demasiado pequeno. A batalha podia ser explorada durante mais minutos, foi mesmo uma pena não se terem dedicado tanto como deviam ter feito. Para mim, a edição desta longa-metragem ficou muito aquém, o que me preocupa bastante com os próximos filmes deste universo da DC. 

Confesso que não sou o maior fã de Ben Affleck, mas o actor protagonizou um belo desempenho, alcançando uma das melhores performances do homem morcego no cinema. Gostei de ver um Batman extremamente cerebral, estratega e mesmo agressivo. Um dos melhores momentos do filme são as suas cenas de luta que estiveram simplesmente incríveis. Já o Superman ficou muito aquém, na minha perspectiva a personagem de Henry Cavill contínua desinteressante...

De facto, a DC não se estreou da melhor maneira, pareceu-me que foi demasiado ambiciosa. Era preferível ter começado pequeno e ter construído a tensão entre os dois heróis e só depois fazer um filme desse combate. Infelizmente, puseram a carroça à frente dos bois e precipitaram-se. O filme não está mau, apenas erra em alguns pontos fulcrais. Apesar disso, a minha experiência acabou por ser positiva. Não é o melhor dos filmes de super-heróis, mas está longe de ser o pior!

 

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Sala de Cinema (42) – Deadpool

Deadpool chegou na passada quinta-feira  às salas nacionais, um filme que tem recebido uma aclamação crítica mundial. Dirigido pelo director Tim Miller, podemos assistir à transformação de Wade Wilson em Deadpool e ao seu desejo de vingança em relação ao homem que o transformou. O actor Ryan Reynolds regressa ao papel do mercenário tagarela depois de uma breve participação no filme 'X-Men Origens: Wolverine' de 2009. O filme é baseado na provadora personagem da Marvel criada em 1991 pela dupla Rob Liefield e Fabian Niciesa.

A premissa do filme gira à volta da origem dos poderes de regeneração e das deformações de Wilson, na tentativa de curar o seu cancro terminal. Wade Wilson acaba por conseguir vencer a doença através das experiências do vilão Ajax, mas o custo é demasiado grande. É assim que nasce Deadpool e a sua jornada de vingança começa! Este anti-herói é uma personagem contagiante que cativa o público com uma facilidade enorme, o mercenário tagarela teve a capacidade de agarrar a audiência logo na primeira cena. De facto, o director Tim Miller teve a capacidade de encontrar o tom certo, onde é impossível não soltar uma gargalhada durante o filme! 

Atrevo-me a dizer que Deadpool mudou por completo o espectro do género de filmes de super-heróis. A partir de agora vai haver um antes e depois de Deadpool, pois esta longa-metragem é muito especial. Com 135 milhões de dólares em apenas três dias de exibição (um recorde num filme para maiores de 18 anos), estão abertas as portas para que os estúdios sejam cada vez mais audazes nas suas apostas... 

 

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Sala de Cinema (41) – V de Vingança

V de Vingança, um dos filmes mais polémicos e emblemáticos, é o destaque na vigésima terceira edição da Sala de Cinema. O thriller realizado por James McTeigue é uma adaptação da série de banda desenhada com o mesmo nome criada por Alan Moore e David Lloyd. As críticas foram bastante positivas, sendo nomeado para o Prémio Hugo de Melhor Apresentação Dramática. A revista Empire classificou esta longa-metragem como o 418º melhor filme de todos os tempos.

Este thriller político contém um enredo entusiasmante e repleto de momentos alucinantes. Na paisagem futurista de uma Inglaterra totalitária (que faz lembrar a Alemanha nazi), V de Vingança conta a história de uma jovem chamada Evey (Natalie Portman), que é resgatada de uma situação de vida e morte por um homem mascarado, conhecido apenas como “V” (Hugo Weaving). Incomparavelmente carismático, V inicia uma revolução quando pede que todos se ergam contra a tirania e opressão. Será que consegue trazer a liberdade e justiça de volta a uma sociedade repleta de crueldade e corrupção?

Este argumento sombrio e provocador é visualmente eficaz, não é surpresa que se torne num dos filmes mais apreciados da última década! A mensagem implícita impressiona pela frontalidade e exuberância. A sensação com que fico é que V de Vingança criou uma reputação forte com o legado que criou. No que diz respeito às interpretações, destaco o fantástico trabalho de Hugo Weaving que consegue criar uma personagem inteligente e memorável. Sem nunca vermos o seu rosto, esbanja carisma a cada cena. É da sua autoria os melhores momentos desta longa-metragem!

O filme acabou por ser interpretado por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. A popularidade da mensagem deste filme ganhou notoriedade através das máscaras que foram adoptadas nas mais recentes manifestações em todo o mundo. Aliás, o Anonymous, um grupo baseado na Internet, escolheu a máscara de Guy Fawkes como seu símbolo. Esta máscara acabou por tornar-se um ícone da revolução popular dando ao filme um maior protagonismo e a oportunidade de ficar ligado na história para a prosperidade. 

 O que é mais vos empressiona na persongem "V"? Qual pensam ter sido o maior legado que este filme deixou? As manifestações recentes são uma justa interpetação à mensagem do V de Vingança?

 
 

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Sala de cinema (37) – Especial Óscares 2015

Na madrugada de ontem realizou-se a cerimónia dos Óscares com Birdman a sair como grande vencedor. Realizado no Dolby Theatre, em Los Angeles, premiou-se mais uma vez a excelência da indústria cinematográfica. Neil Patrick Harris, o inesquecível Barney da série How I meet your Mother, foi o apresentador da noite. O actor realizou um trabalho sólido mostrando toda a sua versatilidade e talento.

Numa passadeira vermelha de 90 metros longe de deslumbrar, parece ter havido o cuidado de não errar. A forte chuva que se fazia sentir talvez tenha sido iniibidora de looks mais arrojados. Poucos foram os que arriscaram, ainda assim o glamour e a beleza esteve mais uma vez presente em grande escala em Los Angeles. Com 9 indicações cada Birdman e The Grand Budapest Hotel foram os filmes com mais nomeações pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Este é um dos grandes fenómenos televisivos mundiais onde se estima a visualização de vários milhões de espectadores pelos quatro cantos do mundo. A octogésima sétima edição da cerimónia foi transmitida ao vivo pela emissora de televisão ABC e com o sinal que chegará a outras emissoras de mais de 225 países e territórios. Como já é tradição (ver aqui e aqui), o blogue acompanhou todo o evento em directo desde da passadeira vermelha até à entrega da última estatueta dourada.

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1 - O anfitrião da noite, Neil Patrick Harris, marcou presença no Dolby Theatre na companhia do seu marido David Burtka. Num fato cinzento, o actor de 41 anos aposta num visual mais sóbrio e elegante.

2 - Patricia Arquette foi uma das presenças mais notadas nesta noite inesquecível em Los Angeles. Elegante e num registo simples, a vencedora ao Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo trabalho em Boyhood espalhou charme com a sua simplicidade.

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3 - Julianne Moore não arriscou na escolha da indumentária, optando por algo que combina com o seu tom de pele clara. A vencedora ao Óscar de Melhor Actriz pelo seu papel em Still Alice esteve sempre sorridente, provavelmente a prever a noite mágica que ia ter.  

4 - Emma Stone apareceu divinal como é natural, numa escolha perfeita. Apesar da cor ser algo incomum ficou bastante bem na actriz nomeada para Melhor Actriz Secundária pela performance em Birdman.   

Birdman, do mexicano Alejandro González Iñarritu, foi o grande vencedor da 87ª edição dos Óscares 2015. O filme levou para casa quatro Óscares, inclusive o de Melhor Filme, considerado o galardão mais importante do evento. Além disso, arrecadou ainda o de Melhor Realizador, de Melhor Argumento Original e de Melhor Fotografia.

Numa noite muito repartida a nível de prémios quem também acabou com quatro estatuetas douradas foi Grand Budapest Hotel de Wes Anderson. O filme anglo-alemão arrecadou prémios mais técnicos ao vencer as categorias de Melhor Banda-Sonora, Melhor Caracterização e Melhor Guarda-Roupa. Com três estatuetas douradas Whiplash foi uma das grandes surpresas da noite. Melhor Actor Secundário (J.K. Simmons), Melhor Mistura de Som e Melhor Montagem foram as categorias premiadas.

De facto, na representação não houve qualquer surpresa com os favoritos a conquistarem os Óscares. Julianne Moore (Still Allice) para Melhor Actriz e  Eddie Redmayne (The theory of everything) para Melhor Actor receberam os louros das suas fantásticas representações. O grande derrotado da noite – Boyhood – ganhou o único prémio da noite pelo trabalho de Patricia Arquette (Melhor Actriz Secundária), apesar de estar nomeado para seis categorias. Outros derrotados de uma longa cerimónia de quase quatro horas foram The Imitation Game (Melhor Argumento Adaptado) que em oito nomeações apenas venceu uma e American Sniper (Melhor Edição de Som) com seis nomeações e apenas uma vitória.

Big Hero 6, uma produção Disney/Marvel, ganha a estatueta dourada para melhor animação, naquela que para mim é uma agradável surpresa. Uma parceria que tem um início bastante auspicioso. Para melhor filme estrangeiro, a longa-metragem polaca Ida arrecadou o prémio. Por sua vez, John Legend e Lonnie Lynn ganham o Óscar para melhor canção, com Glory, e foram aplaudidos de pé num dos grandes momentos da noite no Dolby Theatre.

Veja a lista de todos os vencedores:

- Melhor Filme: «Birdman» 

- Melhor Ator Principal: Eddie Redmayne, em «The theory of everything» 

- Melhor Atriz Principal: Julianne Moore, em «Still Alice» 

- Melhor Ator Secundário: J. K. Simmons, em «Whiplash» 

- Melhor Atriz Secundária: Patricia Arquette, em «Boyhood» 

- Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu, com «Birdman» 

- Melhor Argumento Original: «Birdman» 

- Melhor Argumento Adaptado: «The Imitation Game» 

- Melhor Guarda-Roupa: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Caracterização: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Filme Estrangeiro: «Ida», da Polónia 

- Melhor Curta-Metragem: «The Phone Call», de Mat Kirkby e James Lucas 

- Melhor Curta Documental: «Crisis Hotline: Veterans Press 1», de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry 

- Melhor Mistura de Som: «Whiplash» 

- Melhor Montagem de Som: «American Sniper» 

- Melhores Efeitos Especiais: «Interstellar» 

- Melhor Curta de Animação: «Feast» 

- Melhor Filme de Animação: «Big Hero 6» 

- Melhor Direcção Artística: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Fotografia: «Birdman» 

- Melhor Montagem: «Whiplash» 

- Melhor Documentário: «Citizenfour» 

- Melhor Música: «Glory», do filme «Selma» 

- Melhor Banda Sonora: Alexandre Desplat, de «Grand Budapest Hotel»

 

O que acharam desta noite de excelência cinematográfica? Birdman é o justo vencedor? Qual foi para vocês a maior surpresa? 

 

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