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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (28) – Fortaleza de Sagres

Nas férias da Páscoa, fui passar uns dias pelo Algarve com a minha namorada. Confesso que não resisti a visitar alguns dos lugares mais emblemáticos desta bonita zona de Portugal. Um desses locais foi Sagres, uma vila do concelho de Vila do Bispo, conhecida pelos seus fortes e fortalezas. Para mim, é daquelas visitas obrigatórias a fazer!

Naturalmente que um dos sítios que visitamos foi a Fortaleza de Sagres, um espaço magnífico e cheio de história. A política da Expansão portuguesa nos séculos XV e XVI levou à fundação da Vila do Infante. A partir de então as designações Vila do Infante - Sagres - Fortaleza de Sagres confundem-se na passagem dos séculos… Ao longo dos anos revelou-se um lugar estratégico no panorama nacional. Enquanto visitamos esta edificação é impossível não ficar envolvido com o espaço.

Para quem gosta de uma visita cultural e natural, este é um local a visitar decididamente. Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, apresenta ainda uma interessante biodiversidade faunística e florística e endemismos únicos que todos os visitantes podem observar. A imponente fortificação oferece a possibilidade de um olhar próximo ao património natural da costa. A vista é completamente deslumbrante, a panorâmica é extraordinária! 

 

 

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto." (Fernando Pessoa)

 

Algum de vocês já visitou a Fortaleza de Sagres? O que mais vos impressionou nesta fortificação? Gostam de ir a estes sítios emblemáticos do país?

Não há nada melhor do que atingir objectivos, onte foi o dia de ultrapassar uma nova barreira. A página do Facebook do blogue atingiu os 1000 likes! O meu sincero obrigado a cada um de vocês que tem apoiado este projecto com tanto afinco. Agora é continuar a crescer! Entretanto, se gostas do Um Mar de Recordações, continua a ajudar a fazê-lo crescer em:

     

Imagem espontânea (27) – Palácio Nacional de Mafra

Acho que as pessoas que vão acompanhando esta rubrica já repararam que eu adoro passear. Confesso que é uma das minhas perdições! Se nos últimos tempos não tenho tido oportunidade para ir ao estrangeiro, vou aproveitando para conhecer ou para voltar a lugares fantásticos que existem em Portugal. Não há melhor do que nos apaixonarmos pelo nosso país. Numa dessas aventuras, fui até Mafra visitar aquele que é um dos mais imponentes edifícios no estilo barroco construídos no nosso país, falo claro do Palácio Nacional de Mafra.

O trabalho iniciado em 1717 começou por ser um projecto modesto para abrigar 109 frades franciscanos. Contudo o ouro do Brasil, levou a que o rei D. João V e o arquitecto Johann Friedrich Ludwig (Ludovice) iniciassem planos mais ambiciosos, não se poupando em despesas. A obra empregou mais de 50 mil trabalhadores e o projecto acabaria por abrigar 330 frades, um palácio real e uma biblioteca extraordinária. Tudo isto decorado com mármores preciosas, madeiras exóticas e incontáveis obras de arte. A inauguração do espaço foi feita no 41.º aniversário do rei (em 1730) com festividades de oitos dias (!). Mais tarde, em 1910, acabou classificado como Monumento Nacional dando-lhe uma visibilidade ainda maior. Recentemente, foi um dos finalistas para uma das Sete Maravilhas de Portugal (2007).

A cerca de 25 quilómetros de Lisboa, este é um dos locais obrigatórios a visitar! É um espaço imponente que impressiona com peças de um recorte requintado. Já não ia ao Convento de Mafra há alguns anos portanto já não me recordava de muita coisa, confesso que fiquei impressionadíssimo com a Basílica. As esculturas dão um ambiente magistral e que fazem deste um local único. Na verdade, percorre-se a história a cada passo, naquela que é uma sensação incrível! Este local também foi a inspiração para um dos livros mais marcantes da literatura portuguesa – Memorial do Convento de José Saramago. Certo é que vale a pena espreitar cada pormenor desta grandioso monumento numa viagem intemporal. 

“Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido.” (José Saramago)

 

Já visitaram o Palácio Nacional de Mafra? Qual é o local que mais gostam neste monumento? Este é  a maior pérola do estilo barroco em território nacional?

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Imagem espontânea (26)

Todos vocês sabem o prazer que tenho em fotografar, não há melhor do que passear com uma máquina fotográfica na mão. Há sempre uma oportunidade de registar um momento especial. Por mais que tenhamos visitado um lugar, parece que encontramos sempre algo novo. Foi isso que aconteceu na minha mais recente visita ao Parque da Paz. Situado em Almada, este é um parque urbano com 60 hectares, da autoria do arquitecto paisagista Sidónio Pardal. Inserido no meio da cidade, possui para além de zonas relvadas, matas, zonas de descanso, caminhos e lagos. Este parque urbano compõe 114 espécies de árvores, arbustos e herbáceas. Constitui-se como o pulmão de Almada e um óptimo lugar para relaxar um pouco. Quem é adepto de um passeio ao ar livre, este é o local certo para visitar! Enquanto estava a passear vi esta flor e não resisti a tirar uma foto, achei-a extraordinariamente bela. Confesso, gosto imenso de tirar fotografias de flores, é um dos temas que mais dou atenção. É impossível não ficar cativado com a beleza natural!  

“Quando as palavras fogem, as flores falam.” (Bruce W. Currie)

Imagem espontânea (25) – Zoo de Lisboa

Depois de ter falado do Oceanário, parece-me justo falar de outro local na capital onde os animais têm um papel fundamental. Falo, naturalmente, do Zoo de Lisboa. Inaugurado em 1884, o Jardim Zoológico de Lisboa foi o primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica. As suas primeiras instalações foram no Parque de São Sebastião da Pedreira, vindo a serem transferidas em 1894 para os terrenos onde hoje se situa a Fundação Calouste Gulbenkian. Só mais tarde, em 1905, o Jardim Zoológico foi transferido para a sua actual localização -  Quinta das Laranjeiras, em Sete Rios.

A missão deste local passa por desenvolver e promover um parque, tanto zoológico como botânico, como um centro de conservação, reprodução e reintrodução no habitat natural de espécies em vias de extinção, através da investigação científica e de programas de enriquecimento ambiental. Desde Março de 1913, o Jardim Zoológico foi declarado Instituição de Utilidade Pública. Anos mais tarde, em 1952, a Câmara Municipal de Lisboa galardoou este espaço com a Medalha de Ouro da Cidade. As inúmeras remessas de animais contribuíram para que, ao longo dos anos, o Zoo tivesse uma das colecções de animais mais vastas e diversificadas do mundo. Actualmente, é possível encontrar cerca de 2000 animais de 330 espécies: mamíferos, aves, répteis e anfíbios.

Já há algum tempo que não ia ao Zoo e aproveitei estes dias mais frios para ir passear por lá com a Primrose Eleanora Dare. É um espaço que nunca desilude e que permite sempre momentos divertidos, é impossível não ficar envolvido com aquele lugar. A foto que vos trago é de um tigre que estava a aproveitar a tarde para descansar. Confesso que é um dos animais que mais me impressiona, não só pela sua elegância, mas também pela velocidade com que age. De facto, é um animal impressionante de ter por perto. Em suma, esta fotografia é uma pequena memória de mais um dia memorável.

O que mais gostam de ver no Zoo? Qual é o vosso animal preferido?

Imagem espontânea (24)

Durante o Verão voltei a visitar o Oceanário de Lisboa, o que significa regressar a casa com a máquina repleta de fotografias. É impossível não ficar maravilhado com este local! Reconheço que é um dos meus espaços de eleição na capital, ainda que o preço seja bastante elevado… Localizado no Parque das Nações, o Oceanário constitui um aquário público e uma instituição de pesquisa sobre biologia marinha e oceanografia. Com uma média de um milhão de visitantes por ano, esta infra-estrutura tornou-se o segundo equipamento mais visitado de Portugal depois do Estádio da Luz. Aliás, em 2012 atingiu os 16 milhões visitantes, constituindo-se como uma das principais referência de cultura, lazer, entretenimento e educação no país.

Edificado pelo arquitecto norte-americano Peter Chermayeff, o Oceanário tem uma área total de 20.000 metros quadrados, com cerca de 7.500.000 litros de água divididos por mais de 30 aquários e 8000 organismos (entre animais e plantas) de 500 espécies diferentes. No seu interior, a principal atracção é o aquário central, com 5.000.000 de litros, representando o Oceano Global, onde coexistem várias espécies de peixes como tubarões, raias, atuns ou pequenos peixes tropicais. É uma imagem espectacular e que transmite uma enorme serenidade ! Adoro estar perto do e é uma sensação incrível ver todos aqueles animais marinhos. Quanto à fotografia que hoje vos trago é referente ao aquário que retrata a fauna e a flora do Oceano Árctico , espaço onde os grandes protagonistas são os pinguins.
Considerado como um dos melhores aquários públicos do mundo já recebeu diversas distinções, como é o caso do Prémio Valmor de Arquitectura (menção honrosa) e do Prémio Chiaja Per Le Scienze . Em 1998, foi nomeado pela revista TIME como um dos 10 melhores Eventos Científicos desse ano. O Oceanário de Lisboa arrecadou ainda uma medalha de prata no Prémio de Mérito Turístico (2006). Uma clara demonstração de que é daqueles lugares obrigatórios a visitar quando se passa por Lisboa!


“Os animais são amigos tão agradáveis: não fazem perguntas, não criticam.” (George Eliot)


Qual é o animal que mais gostam de ver no Oceanário? O que mais vos impressiona neste espaço?