Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Sala de Cinema (45) - Guardians of Galaxy Vol. 2

A equipa dos super-heróis mais alternativa do Universo Cinematográfico da Marvel voltou aos cinemas! Os Guardians of the Galaxy regressam em grande com o seu líder Star Lord (Chris Pratt), a poderosa Gamora (Zoe Saldana), o guerreiro Drax (Dave Bautista), o carismático Rocket Racoon (na voz de Bradley Cooper) e o inigualável Groot (na voz de Vin Diesel). O director James Gunn regressa para a sequência da história original iniciada em 2014. A título de curiosidade, este é o primeiro filme do mundo a usar a câmara especial RED 8K Weapon Vista Vision, que permite capturas até 8K e 150 frames por segundo.

O enredo começa seis meses após o primeiro filme e a equipa continua as suas viagens pelo universo da Marvel, lutando para manter a sua recém criada família unida e desvendar os mistérios envolvendo o pai do Star Lord. A temática da família está muito presente, num enredo que dá um enorme enfoque na redenção pessoal. Na verdade, acabamos por ser levados a uma história cósmica com mais de duas horas de duração com uma magia muito particular. Pessoalmente, Guardians of Galaxy Vol. 2 é um filme divertido, emocionante, com uma belíssima fotografia e uma excelente banda sonora. Mais um grande filme da Marvel!

Extraordinário trabalho do director James Gunn que pegou em tudo o que deu certo no primeiro filme e soube melhorar. Aliás, Guardians of Galaxy Vol. 2 consegue em vários momentos superar o seu antecessor, o que é incrível! Ele explora melhor os personagens,dando um maior desenvolvimento a cada um deles. Esta longa-metragem acaba por ter mais humor, mais acção, mais brigas, mais cores, mais planetas, mais alienígenas e, claro, mais loucura.

 

Ficaste curioso/a? Vê a minha opinião completa neste vídeo:

 
 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Sala de Cinema (42) – Deadpool

Deadpool chegou na passada quinta-feira  às salas nacionais, um filme que tem recebido uma aclamação crítica mundial. Dirigido pelo director Tim Miller, podemos assistir à transformação de Wade Wilson em Deadpool e ao seu desejo de vingança em relação ao homem que o transformou. O actor Ryan Reynolds regressa ao papel do mercenário tagarela depois de uma breve participação no filme 'X-Men Origens: Wolverine' de 2009. O filme é baseado na provadora personagem da Marvel criada em 1991 pela dupla Rob Liefield e Fabian Niciesa.

A premissa do filme gira à volta da origem dos poderes de regeneração e das deformações de Wilson, na tentativa de curar o seu cancro terminal. Wade Wilson acaba por conseguir vencer a doença através das experiências do vilão Ajax, mas o custo é demasiado grande. É assim que nasce Deadpool e a sua jornada de vingança começa! Este anti-herói é uma personagem contagiante que cativa o público com uma facilidade enorme, o mercenário tagarela teve a capacidade de agarrar a audiência logo na primeira cena. De facto, o director Tim Miller teve a capacidade de encontrar o tom certo, onde é impossível não soltar uma gargalhada durante o filme! 

Atrevo-me a dizer que Deadpool mudou por completo o espectro do género de filmes de super-heróis. A partir de agora vai haver um antes e depois de Deadpool, pois esta longa-metragem é muito especial. Com 135 milhões de dólares em apenas três dias de exibição (um recorde num filme para maiores de 18 anos), estão abertas as portas para que os estúdios sejam cada vez mais audazes nas suas apostas... 

 

Ficaste curioso/a? Vê a minha opinião completa neste vídeo:

 

 
 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Sala de cinema (38) – As séries em que estou viciado

Confesso que sou um verdadeiro viciado em séries, um plano fantástico para uma boa noite passa por ver um episódio da minha série preferida. Em últimas edições desta rubrica já levantei um pouquinho do véu daqueles que são os meus gostos pessoais. No entanto, esta é uma pequena lista daquelas a que neste momento não consigo perder pitada! Assim sendo vou deixar aqui uma pequena compilação bastante ecléctica daquilo que mais gosto de ver!

Arrow: Quem me segue no Instagram (@miguel_alexandre7) sabe que eu ando completamente viciado nesta série que comecei a ver recentemente mas que já estou nos mais recentes episódios. Arrow aborda a história de Oliver Queen, um playboy que fica preso a uma ilha deserta durante cinco anos. Quando consegue regressar a casa decide combater o crime e corrupção da sua cidade. Num enredo bastante rico, esta série é repleta de adrenalina e momentos de acção incríveis. Especial destaque para às cenas de luta que estão fabulosas. Original da emissora The CW, a série passa em Portugal no AXN.

Downton Abbey: Viajando agora para o princípio do século XX, temos uma das séries britânicas que está na mó de cima. Produzido pelo canal ITV, a série acompanha Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados  durante o reinado de Jorge V. Gosto principalmente da componente histórica com que é abordado este drama, o que faz dela uma fantástica forma de aprender o relembrar alguns dos momentos históricos mais importantes. Comecei a ver recentemente e não consigo parar. A FOX Life é o canal que transmite os episódios em terras lusas.

Big Bang Theory: O tónico para dar umas boas gargalhadas é assistir a um episódio deste série da CBS, a inteligência e perspicácia das piadas são extraordinárias. A vida de um físico experimental (Leonard Hofstadter) e um físico teórico (Sheldon Cooper) mudam por completo quando no outro lado do corredor começa a morar Penny, uma empregada de café com inspirações a ser actriz. O elenco é cativante e facilmente ganhas carinho pelas personagens, principalmente pela performance de Jim Parsons (o irreverente Shledon) que é simplesmente inigualável! Em Portugal, os episódios desta comédia podem ser vistos no AXN White.

 

Gostam destas séries? Quais são os programas que vos deixam pregado à televisão/monitor?

 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Sala de cinema (32) – Guardians of Galaxy

Não resisti a trazer-vos um filme que vi recentemente no cinema e que fiquei incrédulo pela sua qualidade. Guardians of Galaxy, realizado por James Gunn, dá uma nova dimensão aos filmes de super-heróis. Baseado nas histórias de BD , é uma junção perfeita entre comédia e acção que eleva em muito a fasquia das longas-metragens do género. Com um orçamento de 170 milhões de dólares, o produto final arrisca-se a ser recordado como um dos melhores filmes da actualidade.

Peter Quill (Chris Pratt), autodenominado de ‘Senhor das Estrelas’, rouba uma esfera cobiçada por Ronan (Lee Pace), um poderoso e ambicioso vilão. Compreendendo o perigo em que se encontra, Quill forma um extravagante grupo para enfrentar este inimigo: Rocket Raccoon (na voz de Bradley Cooper), um guaxinim de pensamento rápido e ligeiro no gatilho; o leal Groot (na voz de Vin Diesel), um humanóide com a aparência e força de uma árvore; a implacável e destemida alienígena Gamora (Zoe Saldana); e Drax (Dave Bautista), um homem marcado pelo desejo de vingança. É este o grupo que terá de encontrar um modo de impedir  que Ronan recupere a esfera e, assim, conseguir impedir a aniquilação do Universo.

Apesar do conceito não espantar pela criatividade, desengane-se quem pensa que é mais do mesmo. Com um forte componente na imagem, James Gunn consegue criar um ambiente extraordinário. Guardians of Galaxy executa com uma mestria pouco habitual uma trama que inova no estilo e na execução. Produzido pela Marvel Studios , o filme com a duração de duas horas tem a capacidade de entreter quer nas batalhas como nos diversos momentos cómicos. Aliado a isso conta com uma banda sonora genial. Um trabalho magnifico de Tyler Bates, que nos faz mergulhar na atmosfera criada com efeitos especiais espectaculares.

Especial destaque para profunidade das personagens com histórias fortes e bem estruturadas. Não somos confrontados com os típicos heróis, na verdade acabam todos pro ser criminosos que se vêm (quase) obrigados a formarem uma equipa para salvar a galáxia. Além do mais, o enredo é forte com desempenhos sólidos e bem conseguidos, o protagonista Chris Pratt esteve  bastante bem. Contudo, quem me impressionou mais foi  Bradley Cooper que com o seu irónico guaxinim destaca-se em grande escala. Para mim, ele rouba o espetáculo com as suas frases memóraveis.  Por certo, este Guardians of Galaxy vai permanecer durante muito tempo na memória dos amantes de cinema!

Já viram o filme? O que é que mais vos impressionou? Qual foi a vossa personagem preferida?

Depois do Twitter, agora é a vez do Instagram. Na tentativa de tornar o blogue cada vez mais interactivo, o Um Mar de Recordações ganhou o seu novo espaço. Passem por lá para saber alguns dos momentos  da pessoa por trás do computador. Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

           

How I met your mother: o fim de uma era

Hoje, nos Estados Unidos da América, termina uma das minhas séries preferidas. Após nove anos a ser transmitindo pela CBS, os criadores de How I Met Your Mother (HIMYM) vão finalmente dar a descobrir como Ted conhece a ‘Mãe’. No total de 206 episódios, a história da autoria de Craig Thomas e Carter Bays protagonizou inúmeras gargalhadas e conquistou uma enorme falange de fãs por todo o mundo (só nos EUA a audiência média é cerca de 9 milhões de espectadores por episódio). Com 28 nomeações para os Prémios Emmy, a série conquistou nove nas componentes técnicas (direcção artística, edição e fotografia).  Em Portugal, o HIMYM é transmitido pela FOX que em breve vai transmitir a última temporada.

Conhecido pela sua estrutura única e humor excêntrico, o enredo gira em torno da vida de Ted Mosby (Josh Radnor) que conta aos filhos as histórias e peripécias que o levaram a conhecer a mãe deles. Para encontrar o seu grande amor, ele conta com a ajuda dos seus grandes amigos Marshall Eriksen (Jason Segel), Robin Scherbatsky (Cobie Smulders), Lily Aldrin (Alyson Hannigan) e o inesquecível Barney Stinson (Neil Patrick Harris). Durante nove temporadas, assistimos a uma viagem na vida de um excêntrico romântico na procura do verdadeiro amor enfrentado todas as peripécias que a vida lhe vai criando. As vitórias e as derrotas são retratadas ao longo de uma narração exaustiva pelo  ponto de vista de Ted através de flashbacks.

A forma diferente e inovadora como é conduzido HIYMYM cria uma nova perspectiva ao espectador, o que lhe valeu inúmeros elogios pela crítica. Confesso que estes últimos episódios tem sido muito emotivos para mim, não é fácil largar uma série que acompanho religiosamente e que me deu tantos momentos de boa disposição. Se por um lado estou ansioso para ver como a história termina, por outro só quero que não acabe. Mas infelizmente tudo tem o seu fim e hoje termina uma era que vai deixar muitas saudades pelas personagens icónicas que foram criadas. A poucas horas deste último episódio, é neste misto de sentimentos contraditórios em que me encontro, mas tenho uma certeza: vai ser LEGEN… wait for it…DARY, LEGENDARY! 

Como é que pensas que a série vai terminar? Qual foi o melhor momento de HIMYM? Acaba a melhor comédia da actualidade?

Se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

Sala de cinema (28) – Golpada Americana

A par de Gravidade, Golpada Americana com dez nomeações é o filme mais destacado na 86ª edição dos Óscares, cerimónia que vai decorrer a 2 de Março em Los Angeles. A comédia dramática realizada por David O. Russell baseia-se numa operação do FBI (ABSCAM) do final dos anos 1970 e início dos anos 80. Aclamado pela crítica, a longa-metragem já arrecadou cerca de 172 milhões de dólares.

Envolvido num dos escândalos mais impressionantes que abalou os EUA, Golpada Americana é uma ficção sobre a história do brilhante vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale), que em conjunto com a astuta e sedutora Sydney Prosser (Amy Adams) se vê  forçado a trabalhar para Richie DiMaso (Bradley Cooper), um alucinado agente do FBI. DiMaso empurra-os para o mundo vigarista e mafioso de Jersey que tem tanto de perigoso quanto de alucinante. Mas é Rosalyn (Jennifer Lawrence), a imprevisível mulher de Irving, poderá ser aquela a puxar o fio que fará todo este mundo desabar…

Depois de Silver Linings Playbook,  David O. Russell dá-nos mais uma demonstração da sua extraordinária capacidade de criar guiões interessantes e eficazes. Consegue com mestria fazer uma fantástica recriação da época suportada com vários despenhos acima da média (destaque principal para Amy Adams e Jennifer Lawrence). Pessoalmente, é o tipo de filme que me agrada imenso pelos momentos hilariantes que vai permitindo ao longo do enredo. Uma longa-metragem com personalidade que me encheu as medidas, definitivamente um dos melhores do ano! Destaque ainda para o fantástico guarda-fato, aliada a uma banda sonora magistral. É, sem dúvida, daqueles filme a não perder!

Avaliação:{#emotions_dlg.star}{#emotions_dlg.star}{#emotions_dlg.star}{#emotions_dlg.star}

 

O que acharam deste filme? Qual pensam ser o desempenho de Golpada Americana nos Óscares? O trio Russell, Cooper e Lawrence são cada vez mais nomes em ter em linha de conta para o mundo do cinema nos próximos anos?

Sala de cinema (24)- A Gaiola Dourada

O Um Mar de Recordações não podia ficar alheio ao filme que nos últimos dias tem sido repetidamente abordado em Portugal. Falo d’A Gaiola Dourada, uma comédia de costumes com realização do luso-descendente Ruben Alves. Em apenas um mês o filme ultrapassou os 438 mil espectadores, tornando-se no filme mais visto este ano em Portugal. A obra de Ruben Alves já obteve receitas superiores a 10 milhões de euros (só no nosso país foram arrecadados cerca de 2 milhões).

A longa-metragem aborda a vida de Maria e José Ribeiro, um casal de portugueses emigrados em França há mais de três décadas. Ela sempre trabalhou como porteira de um prédio e ele na construção civil. Todos gostam deles, quer pela sua simpatia, quer pela sua incansável boa vontade para ajudar. Quando o casal recebe a notícia de uma herança em Portugal que lhes concretiza o velho sonho do regresso às raízes, tudo parece perfeito. No entanto, a sua família, os seus vizinhos e os patrões não os querem deixar partir. Até onde serão capazes de ir para os tentar mudar de opinião?

Não estamos a falar de um obra-prima, mas de uma longa-metragem que dá aquilo que promete – uma visão da vida de alguns emigrantes em França. Mesmo partindo de alguns lugares-comuns consegue integrar bem a ideia da emigração numa comédia divertida e respeitosa. Destaco principalmente a cena em que Catarina Wallenstein canta o fado. Um momento arrepiante, numa performance que rouba todo o protagonismo. Ficou bem presente uma grande mensagem do melhor que se faz em Portugal.

As fantásticas imagens que o filme passa do Douro são um excelente cartão de visita para todos os que assistem à Gaiola Dourada. É a exposição mediática de um local extraordinariamente belo que faz as delícias de quem o visita. A longa-metragem é um dos nomeados para os Prémios de Cinema Europeu na categoria de 'prémio do público' , prémios esses que serão entregues a 7 de Dezembro em Berlim (Alemanha). O sucesso foi tão grande que uma  produtora norte-americana já entrou em contacto com Ruben Alves sobre a possibilidade de um remake.


Quais são as razões para esta corrida aos cinemas para ver ‘A Gaiola Dourada’? É uma demonstração de como os filmes que passam no cinema em Portugal não agradam à maioria da população ou há outros motivos para o sucesso deste filme? Concordam com as notícias que dão como possibilidade um remake feito pelos EUA?

Avaliação: {#emotions_dlg.star}{#emotions_dlg.star}{#emotions_dlg.star}