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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Capítulo 7 - Se eu só pudesse ir a um lugar em Londres ia...

Novembro 2016... Londres é uma cidade repleta de lugares especiais, de cantinhos cheios de vida. É tão fácil perdermo-nos nesta montanha-russa de momentos. Não devo surpreender ninguém ao dizer que isso me cativa, este imprevisto do destino em que pouca coisa é possível de prever. Neste momento, os meus olhos percorrem uma rua movimentada e vejo uma inexplicável calma, até mesmo numa cidade intensa é capaz de haver espaço para (alguma) serenidade. 

De facto, há cidades que têm algo especial, uma aura diferente que é tão característica que se sente em cada rua. Um amigo há uns tempos fez-me provavelmente uma das perguntas mais complicadas sobre esta cidade. "Se só pudesses ir a um lugar de Londres qual é que seria?". Confesso que precisei de algum tempo para poder responder à questão. "Provavelmente, Camden Town...", respondi com algumas reticências.

Só passado uns dias é que voltei a pensar na resposta que tinha dado. Acabei a sorrir segundos depois. Para mim, Camden Town acaba por ser o lugar que melhor caracteriza esta cidade britânica. Multi-cultural, multi-social, no fundo um lugar muito especial. No coração londrino é um refúgio que inspira a cada passo que é dado. Visualmente apelativo, é incrível a forma fácil como se mergulha no seu panorama artístico e arquitectónico. 

Provavelmente, o lugar mais conhecido é mesmo o seu mercado, um dos lugares obrigatórios de visitar a quem vem visitar Londres. Um dos lugares mais movimentados, onde há boa comida e lojas fantásticas. Há de tudo e quando digo tudo, digo mesmo TUDO. De certo modo é até algo complicado de classificar ou descrever. É mesmo preciso estar lá, viver por uns minutos toda a intensidade que se vive por todo o lado. 

 
 

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Capítulo 6 - A pior coisa em Londres...

Novembro de 2016... Desde que comecei a contar a minha aventura em Inglaterra no blogue que apenas tenho abordado as coisas boas que Londres me proporcionou até agora. Mas desenganem-se, esta não é a história de uma cidade perfeita. Não, Londres não é de todo uma cidade perfeita. Longe disso. Claro que como em todos os lugares, a capital britânica tem os seus aspectos negativos. 

Hoje vou falar aquele que mais me atormenta. Provavelmente acho que não vou surpreender ninguém a dizer isto, mas a pior coisa em Londres é... o tempo! A chuva e o frio são uma constante em Londres. Mas isso não foi surpresa nenhuma para mim, eu já estava preparado psicologicamente para um clima adverso. Há muitos anos conhecia a fama do tempo britânico. No entanto, uma coisa é estar preparado, outra bem diferente é viver isso diariamente...

Acordar às 6 da manhã e olhar para a janela e ver que um diluvio me espera lá fora é complicado. Principalmente nos dias de trabalho, esses são os que custam mais. Óbvio que com o tempo consegui habituar-me a isso, mas ainda assim ainda custa passar por aqueles dias cinzentos onde o sol não aparece. Não é uma situação fácil, mas bem há coisas muito piores na vida...

 
 

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Capítulo 5 - Um passeio muito especial...

10 de Outubro de 2016... Sempre li muitos livros, confesso que a minha infância foi mergulhada em muitas palavras. E muitas vezes o enredo dessas obras passava-se em Londres. Assim sendo, percorri as ruas londrinas na minha imaginação desde cedo, sonhando como seria fazê-lo na realidade. Não consigo explicar a razão, mas há algo de mágico nesta cidade que sempre me cativou...

Desde que cheguei que aproveitei todas as oportunidades que tinha para explorar um pouco mais de Londres. Hoje vou contar-vos sobre um passeio que me marcou imenso. Quando apanhei o autocarro número 38 até Victoria sabia que aquele ia ter um dia especial. As expectativas eram mais que muitas e nem mesmo o tempo enublado me tiravam o sorriso da cara.

A minha manhã começou no emblemático Palácio de Buckingham, um local que tantas vezes percorri na minha imaginação. Estar ali tão perto foi uma experiência inacreditável. Sentir toda a história daquela zona é indescritível. Foi um sonho tornado realidade. Era capaz de passar umas boas horas a analisar cada detalhe daquele espaço.

A minha viagem prosseguiu, pouco depois, até ao St. James’s Park, um dos espaços verdes mais bonitos da capital britânica. Foi aí que recebi o surpreendente abraço do esquilo! Acho que foi a forma que a cidade “decidiu” de me dar boas-vindas.

Depois de comer o almoço dirigi-me até à última paragem desse dia, talvez o monumento mais mediático de Londres – o Big Ben. Quando o vi, o meu coração acelerou. Provavelmente, este era um dos locais que mais queria ver, mesmo apesar deste ser o local mais cliché de visitar. Foi o momento perfeito para encher o telemóvel com fotografias.

Resumidamente, este foi um capítulo de mais um dia inesquecível que vai perdurar na minha memória! Um dia mágico!

big ben.png

 
 

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Capítulo 4 - Como é o custo de vida em Londres?

Primeiros dias de Outubro de 2016... Londres é provavelmente uma das cidades que desperta mais curiosidade a nível mundial, imensa gente tem o sonho de viver aqui pelo menos uma temporada. Poder ter a experiência de passar pelos locais mais emblemáticos daquela que é uma das capitais mais cosmopolitas da Europa. E é justa essa curiosidade, pois a cada rua podes ser surpreendido com algo completamente diferente e especial...   
Mas esse interesse voraz neste lugar acaba por ser nocivo em alguns aspectos, talvez um dos mais relevantes seja o custo de vida. Londres é uma cidade cara! O mercado imobiliário é provavelmente um dos mais lucrativos na capital britânica, sendo os preços bastante elevados. Mesmo um estúdio aqui é uma autêntica loucura! É uma verdadeira dor de cabeça encontrar algo que corresponda com a qualidade/preço.
Já a rede de transportes é incrível! Com 11(!) linhas diferentes, o Metro pode levar-te a qualquer lugar da cidade de forma rápida. Eu uso os autocarros, pois tenho a sorte de ter um directo para o trabalho. Em Londres, uma viagem de autocarro custa sempre uma libra e meia independentemente se fores até à paragem seguinte ou até ao final do percurso. Apesar de haver um passe mensal (cerca de 80 libras por mês), para mim fica mais barato pagar diariamente (3 libras por dia)...     
Talvez uma das coisas que mais surpreendeu foi mesmo a comida, Sinceramente, estava à espera que os preços fossem mais caros. Muitas das coisas acabam por ser mais baratas do que em Portugal. Há imensas lojas (Iceland, Sainsbury's, Lidl, etc.) com preços acessíveis, basta perder algum tempo a fazer um bom planeamento e é possível poupar algumas libras mensalmente.
Desde que lembro que tenho um vício de comprar uma coisa - LIVROS! Londres é um paraíso neste panorama, os preços são mesmo maravilhosos! Vou dar um pequeno exemplo: comprei a trilogia do Milennium do Stieg Larsson por 3 libras, ou seja, paguei uma libra por cada livro... Vale mesmo a pena comprar, a diversidade é enorme e os preços são sempre apetecíveis!  

Em suma, o essencial é ter capacidade de gerir o dinheiro, isso é o segredo de teres ou não uma vida mais desafogada na capital inglesa. Mas isso acontece em qualquer lugar...

 
 

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Capítulo 3 - Socorro! Todas as ruas são iguais!

Meados de Setembro de 2016... A arquitectura de Londres é sobejamente elogiada por todo o mundo pela sua personalidade muito própria. As casas contam a história de uma cidade rica em cultura e tradição. Faz parte do quotidiano dos londrinos observarem habitações centenárias! Naturalmente, isso é algo que maravilha por completo os turistas que por aqui passam diariamente. Mas é fácil a adaptação para quem começa a viver num dos lugares mais emblemáticos na Europa?  

Não é de todo! Na verdade, é um verdadeiro pesadelo! As ruas são muito parecidas,  as diferenças são mesmo mínimas. É fácil perdermo-nos num labirinto de casas todas iguais. De facto, tudo é muito parecido o que torna complicado os primeiros dias. A sensação de estarmos constantemente perdidos nunca nos larga. No fundo, é começar do zero, descobrir onde estão as pequenas coisas.
Assim, os últimos dias de Setembro foram para conhecer os lugares que mais precisava, além de também ter aproveitado para passear (mais sobre isso no próximo post!). Perdi-me um sem número de vezes, mas valeu a pena. É verdade que com o tempo a sensação de andar sempre desnorteado torna-se mais rara, mas ainda  assim é bastante fácil virar na rua errada. Sinceramente, ainda hoje, continuo nesta longa aventura de conhecer um pouco mais desta fantástica cidade, de encontrar novos lugares neste labirinto que é Londres. No fundo, completar um nova peça neste enorme puzzle.

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