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Um Mar de Recordações

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Páginas Folheadas (7) – A Chave para Rebecca

Há algumas semanas tive oportunidade de mergulhar num livro que me encantou pelo seu enredo e respectivo desenvolvimento. A Chave para Rebecca, do britânico Ken Follett, foi uma fantástica surpresa. Publicado originalmente em 1980, tornou-se um enorme sucesso literário a nível mundial. Em Portugal, a obra foi editada recentemente pela Bertrand Editora.

Elogiada pelo detalhe histórico com que descreve o Égipto durante a Segunda Guerra Mundial, A Chave para Rebecca é um thriller cativante da primeira à última página. A obra decorre durante o Verão de 1942, num momento em que Rommel parece quase imbatível, aproveitando o espião Alex Wolff e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier – Rebecca. Wolf cruza o escaldante deserto do Saara e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. Enquanto isso, o  major Vandam encontra-se no seu encalço e encarrega a encantadora Elene de seduzi-lo. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo… Qual das duas facções vai sair por cima?

Algo que me agradou bastante nesta obra foi ver como era a espionagem antes da era tecnológica e entender como as coisas evoluíram tão rapidamente. De facto, para quem gosta de uma boa intriga este é o livro certo, quando se começa a ler é complicado não ficar deliciado com estas páginas de cortar a respiração. Ao longo de todo o enredo, há uma tensão que vai crescendo e que é muito bem explorada por Ken Follett. A capacidade narrativa do britânico é extraordinária, confesso que adoro a forma como ele escreve. Através de descrições fantásticas fazemos quase uma viagem no tempo para assistir a todos os acontecimentos. Além disso, destaco a riqueza e diversidade de personagens, é fácil ficar ligado com os diversos caminhos tomados por cada elemento da história. Cada um acaba por lutar contra os seus fantasmas…

Aproveitando o sucesso, a obra acabou por ganhar uma versão cinematográfica. Em 1985, o filme estreou nas televisões numa longa-metragem dividia em duas partes com quatro horas de duração. As filmagens decorreram na Tunísia e o director da adaptação foi o inglês David Hemmings.

Imagem retirada de: http://portalivros.wordpress.com/ 

Quem já leu este livro? Qual é a vossa opinião sobre a escrita de Ken Follett? Gostam de livros que retratam acontecimentos históricos?

 

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Páginas Folheadas (6) – O Dragão de Inverno

Hoje, no Páginas Folheadas, venho falar-vos de uma obra que li muito recentemente, falo d’ O Dragão do Inverno, de George R. R. Martin. O autor da mediática saga Guerra dos Tronos (‘As Crónicas de Gelo e Fogo’ em livros) publicou uma série de contos de literatura fantástica e ficção-científica. O livro conta com dez histórias e é a tradução de alguns contos presentes em ‘GRRM: A RRetrspective’ (2003). Em Portugal, o livro foi publicado em 2012 pela editora Saída de Emergência.

Algo que desde logo me deixou agradado é que antes de cada conto existe uma contextualização do próprio George R. R. Martin. Na minha perspectiva é bastante interessante e didático ele contar um pouco das peripécias que se deparou ao longo da construção e publicação de cada texto. Acrescenta valor ao texto e as abordagens são bastante elucidativas. 

Confesso que sou um grande fã do estilo de Martin. É numa escrita fluída e criativa que o escritor norte-americano leva-nos a emocionantes e interessantes histórias. A sua mestria na exploração literária é arrebatadora, exibindo um forte dinamismo ao longo de todos os textos. É fácil e natural começar a imaginar os espaços descritos, as palavras facilmente invocam o lugar, o que demonstra a boa capacidade existente em todos os enredos. 

Nestes dez contos, há uma grande diversidade de temáticas desde dragões até viajantes do tempo. Dado aos vários temas apresentados, há alguns que pessoalmente me cativaram mais – como por exemplo Recordando Melody, Variações falaciosas e Retrato dos seus filhos – do que outros. De facto, é impossível ler uma pequena colectânea de todos os contos que estão integrados. Uma coisa é garantida em todos eles há uma grande qualidade na escrita. Assim sendo, na minha opinião, é uma obra bem executada e que expõe o talento do autor neste género literário… 

 

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Para quem já leu o livro, qual é o vosso conto favorito? Gostam da escrita de George R. R. Martin? São fãs do estilo de fantasia?

 

 

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Páginas Folheadas (5) – Amor de Perdição

Um dos clássicos da literatura portuguesa é o grande destaque do 'Páginas Folheadas' deste mês. A referência é feita a Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, um romance publicado em 1862. A obra é um dos expoentes do período do Romantismo em Portugal. A obra foi alvo de várias adaptações cinematográficas, a que teve mais importância foi o filme realizado por Manoel de Oliveira em 1979.

A redacção dessa obra foi inspirada em fatos reais, vividos pelo tio de Camilo Castelo Branco, Simão António Botelho, preso por homicídio na Cadeia da Relação do Porto. O romance aborda duas famílias nobres – os Botelho e os Albuquerque – vêem o ódio mútuo ameaçado pelo amor entre Simão Botelho e Teresa Albuquerque. O amor este casal improvável é contrariado pelo mundo exterior que vai levantado inúmeros obstáculos. Há uma clara batalha entre duas gerações completamente distintas. Será que o sentimento vai sobreviver ou vão ser consumidos pela perdição?

Um livro com um forte traço shakespeareano, Amor de Perdição é uma obra muito equilibrada e com um enredo forte e directo. Durante a obra, Camilo Castelo Branco escreve de forma primordial uma luta entre o amor e o ódio. Ao longo das páginas, não nos deparamos com um número excessivo de personagens, na verdade são as suficientes para que a acção se desenrole. O espaço caracterizado pelo ambiente social, numa sociedade provinciana na região da Beira Alta. É importante referir também a linguagem adequada presente ao longo da história, com um tom de ironia fortemente utilizado. 

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Já leram ou tem curiosidade de ler este livro? Tem interesse pela literatura portuguesa? Eram capazes de ir contra a vossa família por um verdadeiro amor?

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Páginas Folheadas (4) – A Volta ao Mundo em 80 Dias

Nesta edição do ‘Páginas Folheadas’, a obra que escolhi marcou bastante a minha infância. Falo da ‘A Volta ao Mundo em 80 Dias’, um clássico do talentoso francês Júlio Verne. Este romance de aventura foi lançado em 1873 é considerado uma das maiores obras da literatura mundial, inspirando várias adaptações ao cinema, televisão e teatro. Inicialmente apaixonei-me por esta obra através da adaptação para animação que fizeram, foi o tónico para ler o livro pouco tempo depois…

Phileas Fogg , um aristocrata inglês, faz uma aposta arrojada com os membros do seu clube em como daria a volta ao mundo em 80 dias. Parte então à aventura, acompanhado pelo seu criado - Passepartout. Do Egipto à Índia, e depois para a China, Japão, Estados Unidos (São Francisco e Nova Iorque) e de volta a Inglaterra, somos levados numa viagem através de vários continentes, em diversos meios de transporte existentes na época, numa jornada emocionante que desperta o nosso espírito de aventura e nos leva de volta à infância. Há uma boa diversidade de personagens, pessoalmente a que se destaca mais é o divertido Passepartout. É o típico cómico do grupo, mas revela-se um membro absolutamente fundamental! 

A cada página desfolhada a curiosidade cresce para saber o que vai acontecer a seguir. Afinal quem não gostava de partir numa aventura destas? Muitas vezes imaginei entrar naquele enorme desafio, é daqueles momentos inesquecíveis que iam ficar marcados para sempre. É fácil começar a sonhar até porque as descrições de Júlio Verne são absolutamente fantásticas, é como se estivéssemos com as personagens a viver os seus problemas e obstáculos do pequeno grupo. Numa escrita simples e precisa, fazem de ‘A Volta ao Mundo em 80 Dias’ um livro fácil de ler e interpretar. A verdadeira mensagem que o livro nos deixa é que independente das dificuldades devemos sempre lutar por aquilo que acreditamos. O importante mesmo é nunca desistir e continuar a lutar para conquistar o sucesso final.

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Gostam da Volta Mundo em 80 Dias? Eram capaz de partir num desafio deste tipo? Qual era o sítio que tinham mesmo que visitar?

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Páginas Folheadas (3) – O Alquimista

Hoje trago-vos um dos meus livros preferidos, uma obra que me marcou imenso desde que a li na minha adolescência. A forte mensagem de esperança que nos deixa é altamente inspiradora. Falo d’ O Alquimista de Paulo Coelho, um dos maiores sucessos literários do Brasil. A leitura é acessível e rápida, o que possibilita a ser lido por um maior público. Publicado originalmente em 1988 e traduzido em 56 línguas, este é um dos livros mais vendidos da história com 65 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo.

O Alquimista relata as aventuras de Santiago, um jovem pastor andaluz que abandona a sua terra natal e viaja pelo Norte de África em busca de uma quimera — um tesouro enterrado sob as pirâmides. Este jovem decidiu assim partir numa longa viagem de Espanha ao Egipto numa jornada imprevisível onde terá de ultrapassar vários obstáculos. No entanto, aquilo que começa por ser uma aventura por locais exóticos para procurar a riqueza material, acaba por se transformar numa viagem de descoberta de si mesmo…

A escrita de Paulo Coelho é envolvente e encantadora, consegue fazer-nos entrar numa atmosfera mágica. Com descrições precisas e directas, o escritor brasileiro de 66 anos transporta-nos nesta longa aventura e faz-nos ver esta viagem pelos olhos sonhadores de Santiago. Esta obra intemporal recorda-nos a importância de seguir os nossos sonhos e de ouvir a voz do coração. Uma mensagem forte de esperança, numa demonstração de como devemos saber aproveitar as pequenas coisas. É uma obra que nos faz reflectir imenso sobre nós mesmos, de facto a leitura de O Alquimista é  daquelas que é impossível ficar indiferente.  

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Já leram O Alquimista? São fãs dos livros de Paulo Coelho? Consideram que o brasileiro é um dos melhores escritores da actualidade?

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