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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Um dia de uma dolorosa enxaqueca...

Num dia de calor abrasador, a minha cabeça não me dá descanso. Dói de forma permanente, numa enxaqueca intensa e dolorosa. Uma pressão demoníaca, que torna quase difícil respirar. Ai, mas que doloroso que isto é! Mal consigo ter os olhos abertos, a dor não me permite. É insuportável esta sensação, sinto que a minha cabeça vai explodir. Nada mais existe, apenas esta dor. Não há forma de pará-la, apenas esperar que fique serena e me permita uns momentos de descanso. É a única coisa que desejo: um pouco de tranquilidade. Contudo, a dor persiste metodicamente cresce a cada segundo. Esta enxaqueca é uma tortura atroz, que não me quer largar. Na verdade, estamos quase que amaldiçoados a que isso aconteça, mas mesmo assim ainda conseguimos encontrar razões para ter paz. Que doce ironia…  

 
 

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Pensamentos descontrolados

Sempre tive pensamentos descontrolados. Vivo num turbilhão de ideias que correm sempre a velocidades estrondosas. Num segundo sou capaz de percorrer o mundo. Deve ser por isso que passo a vida a questionar tudo à minha volta. Mantenho-me um inconformado, reconheço que sou difícil de convencer. Enquanto isso, continuo à procura de respostas que tendem em fugir-me. O desconhecimento leva a que a impaciência e a ansiedade acompanhem-me a cada dia que passa numa constante crueldade. É tão difícil de suportar esta situação! Na verdade, apenas quero que chegue o meu momento, a altura para poder voltar a brilhar.
Risco os dias no calendário com o único desejo que eles passem mais depressa. Lá fora, o mundo corre à velocidade dos meus pensamentos. Isso revoltava-me imenso, pois queria que o mundo caminhasse à velocidade das minhas acções! Sei que isso não passa de um desejo ingénuo, um querer não conseguido. E assim sendo sinto receio das minhas decisões, as dúvidas alastram-se cada vez mais. No fundo, sei que são estas perguntas que nos fazem viver. Estas preocupações mesquinhas que pintam o nosso caminho. Sinceramente, gostava de viver uma vida simples e sem preocupações. Mas não consigo! Já o tentei fazer, mas penso demais! Não consigo esquecer todos os tormentos diários, simplesmente não consigo…

[Ficção]

Enxaqueca

Num dia de calor abrasador, a minha cabeça não me dá descanso. Dói de forma permanente, numa enxaqueca intensa e dolorosa. Uma pressão demoníaca, que torna quase difícil respirar. Ai, mas que doloroso que isto é! Mal consigo ter os olhos abertos, a dor não me permite. É insuportável esta sensação, sinto que a minha cabeça vai explodir. Nada mais existe, apenas esta dor. Não há forma de pará-la, apenas esperar que fique serena e me permita uns momentos de descanso. É a única coisa que desejo: um pouco de tranquilidade. Contudo, a dor persiste metodicamente cresce a cada segundo. Esta enxaqueca é uma tortura atroz, que não me quer largar. Na verdade, estamos quase que amaldiçoados a que isso aconteça, mas mesmo assim ainda conseguimos encontrar razões para ter paz. Que doce ironia…  

 

Num estado de delírio

Escrevo de madrugada quando a inspiração me absorve na totalidade. Se pensas que escrevi por este dia ser especial, não podias estar mais enganado! Foi apenas um dia patético como qualquer outro nesta vida miserável! Perdi-me de mim mesmo, mergulhado numa espiral depressiva sinistra. Desconheço qual o passo que devo dar… A cada dia que passa esta escuridão vai-me absorvendo mais, tirando a alegria e as boas memórias que ainda me restam. Não me agrada o caminho que costumo percorrer todos os dias, aquele que no passado tinha orgulho de me reger. Falta-me garra, mesmo coragem. A vontade de mudar escasseia, percorro um lodo imenso chamado sedentarização. Cada vez mais deixo-me consumir por ela, não há motivação nem desejo de me movimentar para outro lugar. Acomodei-me à situação e não consigo reagir. Sinto que me falta algo, o que realmente é não o sei, mas necessito disso urgentemente. Necessito urgentemente de saciar esta dor que me consome, para que este devaneio que me percorre seja destronado. Oh, mas que dor é esta tão deprimente e intensa! Não passa de mais um delírio avassalador na minha mente!

[Ficção]

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As chamas que o consomem

Um fumo negro crescia abundantemente ao longo de vários quilómetros na região do Douro, uma zona arborizada que estava agora a sofrer com os horrores de chamas intensas. Um homem com um enorme corte na cara olhava fascinado por criar todo aquele caos. Observava despreocupado para as labaredas, o seu olhar faiscava de prazer. Estava completamente vestido de negro, a cor do seu espírito.

De facto, não tinha uma verdadeira razão para ter começado aquele incêndio. Apenas tinha uma insana apetência para destruir, aquilo dava-lhe uma satisfação especial. Esta não era a sua estreia. Não era a primeira vez que ateava fogos, permanecia ali sempre a observar o seu trabalho. Formou-se nos seus lábios um sorriso demente, tinha voltado a conseguir o seu intento. Estava distraído com toda aquela desordem, aquele era o seu mundo, o mundo da devastação.

Um olhar tresloucado consumiu-o, a loucura era a sua parceira de crimes. Dizia algo imperceptível entre dentes, possuía um estranho sotaque. De um momento para o outro começou a suar abundantemente… Sem que notasse o fogo circundo-o, quando reparou já era tarde demais. Entendeu que estava preso, não tinha saída. A sua vida de loucura, ia acabar naquele dia. Deu uma longa e sinistra gargalha. Enfim ia chegar à sua verdadeira casa – o inferno.

 As chamas lavraram durante dias na região entre o Douro e o Vouga, um incêndio destruidor. Foram consumidos mais de 2400 hectares, uma triste imagem num dos mais belos locais portugueses. Entre os destroços, os bombeiros encontraram um corpo carbonizado…

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