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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Recordação...

Hoje não passas de uma memória, de uma simples e bela recordação. Hoje és o passado que já foi o meu futuro. Consigo ver-te nesta espiral de recordações, neste longo mar de recordações. Sempre foste a pessoa que mais amei que mais me tocou, mas hoje choro por ti! Chove e tu não podes fazer nada. Sempre foste tão forte e agora nem consegues abrigar-te da chuva! Nunca pensei ver-te assim, caiem-me lágrimas de olhar e não poder ver-te, a partir de agora és apenas e só uma pedra. Uma pedra com escrituras… Merecias mais amor, merecias muito mais… Porquê é que teve que ser assim? Fomos separados sem desejá-lo, numa volúpia arrasadora e letal. Mas hoje o dia ainda é nosso, por hoje seremos mais uma vez só nós dois, amanhã apenas restarei eu, sozinho, perdido num mundo que já não conheço e que dizia a sorrir que era nosso.

[Ficção]

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Recordação...

Hoje não passas de uma memória, de uma simples e bela recordação. Hoje és o passado que já foi o meu futuro. Consigo ver-te nesta espiral de recordações, neste longo mar de recordações. Sempre foste a pessoa que mais amei que mais me tocou, mas hoje choro por ti! Chove e tu não podes fazer nada. Sempre foste tão forte e agora nem consegues abrigar-te da chuva! Nunca pensei ver-te assim, caiem-me lágrimas de olhar e não poder ver-te, a partir de agora és apenas e só uma pedra. Uma pedra com escrituras… Merecias mais amor, merecias muito mais… Porquê é que teve que ser assim? Fomos separados sem desejá-lo, numa volúpia arrasadora e letal. Mas hoje o dia ainda é nosso, por hoje seremos mais uma vez só nós dois, amanhã apenas restarei eu, sozinho, perdido num mundo que já não conheço e que dizia a sorrir que era nosso.

[Ficção]

Um caso cheio de interrogações

Apesar de desaparecem várias crianças em Portugal e no mundo, é certo que o desaparecimento de Madeleine McCann foi o mais mediático dos últimos anos. Vieram a público muitas teorias, muitas hipóteses, umas pensadas e muitas outras fabricadas. Contudo, quase quatro anos depois de ter sido arquivado pelo Ministério Público, o caso do desaparecimento da menina inglesa no Algarve está a ser reanalisado a pente fino. O objectivo é, a partir de novos olhares sobre o caso, procurar pistas para seguir e suprir eventuais lacunas das investigações iniciais.

Do lado do Reino Unido, a Scotland Yard não regateia meios para saber o que aconteceu à pequena Maddie, cujo desaparecimento em 2007 foi arquivado em Julho de 2008 pelo Ministério Público português. Só em 2011, foram gastos 2,2 milhões de euros. Mas os investigadores concluíram que nada fariam sem articulação com Portugal. Por isso, foi estabelecida parceria com a PJ do Porto, que investigou o caso durante 14 meses consecutivos - primeiro com a chefia de Gonçalo Amaral, na PJ de Portimão; depois, sob liderança do ex-director nacional adjunto da PJ, Paulo Rebelo.

Recordo que o processo relacionado com o desaparecimento de Maddie McCann foi arquivado, por falta de provas de que tenha sido cometido crime. Penso que era a decisão que se impunha, devido ao facto, de não terem aparecido pistas credíveis para a resolução deste desaparecimento. No meu ponto de vista, houve demasiada mediatização relativo a este processo, prejudicando o trabalho realizado pela PJ. Os media portugueses e ingleses fizeram chegar ao público informações confidenciais e que em nada beneficiou as investigações. Foi lançado um circo mediático que colocou mais longe a possibilidade de sucesso em encontrar a menina.

Quanto ao processo em si, julgo que foi algo muito ambíguo. Tanto foi bem conduzido, como teve certos erros que podiam ter sido dispensáveis. Durante mais de um ano houve um esforço diário para encontrar e desvendar várias dúvidas que infelizmente ainda persistem. Foi importante analisar todas as hipóteses e mete-las em cima da mesa, nunca desistindo, mesmo quando por vezes as pesquisas não terem levado aos objectivos pretendidos. Acabou por tornar-se um dos casos mais mediáticos de sempre no nosso país, mas que está longe da sua resolução.

Se nunca se encontrar rasto a esta menina, a culpa terá de ser sempre dos pais, foram eles os irresponsáveis ao coloca-la sozinha com mais dois menores numa casa. Para uma atitude como esta não há qualquer moralidade que salve este casal… De facto, é uma total falta de responsabilidade deixar três menores sozinhos em casa, mostra desde logo a maneira de como se trata os próprios filhos. Atitudes como está só são propensas a casos de rapto aconteçam, se é dada a oportunidade… Este acaba por ser um aviso e um exemplo que se deve ter mais cuidado com os filhos.