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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Em busca de um sonho...

"A vida é uma escolha sistemática, somos influenciados pelas nossas decisões ao longo da nossa existência. É um mundo de opções, umas são fáceis, outras perseguem-nos para sempre. A verdade é que após uma reviravolta há sempre mais uma, nunca há espaço para descansar… A vida não passa de um caminho feito por várias estradas e desvios, onde nada é certo, nada é garantido. O futuro é cheio de surpresas, e somos constantemente aliciados a atalhos e a facilitismos que nos afastam do nosso real propósito. O mundo está cheio de propostas heróicas prontamente abandonadas. No fundo, se as boas decisões fossem fácies, certo era que elas apareceriam com maior frequência…" in A Analogia da Morte

Passamos os dias a sonhar, à procura de conquistar os nossos objectivos, de forma a tentar encontrar o caminho certo. Lutamos incessantemente, sem nunca desistir mesmo apesar das derrotas pelo caminho. É por isso que as vitórias são mais saborosas quando aparecem através do fruto da dedicação e do trabalho. Como já devem ter percebido, vou muito em breve começar uma nova aventura. Segunda-feira marca o dia de um novo começo. Assim sendo, a minha vida vai mudar por completo. Uma dessas mudanças é que, muito provavelmente, não vou ter acesso à Internet diariamente o que desde logo me vai fazer quebrar um pouco do ritmo de publicação que já tenho há vários meses. É verdade nestas próximas semanas vou estar um pouco ausente, mas será por uma belíssima razão. Entretanto vou publicando quando conseguir ter Internet e disponibilidade. Depois de uma adaptação natural, estou certo de que tudo voltará ao normal com dois posts semanais. Estou ansioso para esta nova fase, mas confesso que vou com o coração apertado. Agora é altura de cruzarem os dedos por mim e desejarem-me muita sorte! 

 

 
 

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Questões inevitáveis (40) – Refugiados sírios

É um dos temas do momento! O que fazer aos milhares de refugiados sírios que tem viajado pelo continente europeu? O conflito sírio já provocou mais de dois milhões de refugiados sírios, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). As imagens arrasadoras nas fronteiras são cada vez mais frequentes e agravam-se com o passar dos dias.

Portugal pode receber cerca de 3000 refugiados, o dobro do número previsto até agora, avançou o PÚBLICO. O Governo não avança ainda com nenhuma data para a chegada dos primeiros grupos. O ministro adjunto e do Desenvolvimento, Miguel Poiares Maduro, anunciou, no início deste mês no Conselho de Ministros, que “Portugal tem, seguramente, disponibilidade para acolher um número maior de refugiados, esperando que essa mesma solidariedade e disponibilidade também exista por parte dos outros Estados europeus”.

Contudo, Miguel Poiares Maduro alerta que “há dimensões da própria resposta portuguesa que estão dependentes de decisões que têm de ser adoptadas a nível comum na Europa, nomeadamente o número de refugiados que Portugal irá, em última instância, acolher”. O grupo de coordenação a nível nacional será constituído por representantes da Direcção-Geral dos Assuntos Europeus, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, da Direcção-Geral de Saúde e da Direcção-Geral da Educação e do Alto Comissariado para as Migrações.

De que forma a Europa deve lidar com este problema? Concordas com a integração dos sírios em Portugal? Quais são as medidas que devem ser feitas para que tudo corra bem?

 
 

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"Os Grandes Portugueses" (31) - Souto Moura

Nome: Eduardo SOUTO MOURA

Data e Local de Nascimento: Porto, 25 de Julho de 1952

Profissão que se notabilizou: Arquitecto

 

Feitos importantes:

  • Formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, iniciou a sua carreira colaborando no atelier de Álvaro Siza Vieira.
  • Em 1981, recém-formado, surpreendeu a comunidade ao vencer o concurso para o projecto do Centro Cultural da Secretaria de Estado da Cultura no Porto, conquista que o viria a lançar para a sua carreira a nível nacional e internacional.  
  • Numa primeira fase da sua carreira, Souto Moura foi um arquitecto na vertente miesziana. Contudo a partir da Casa em Cascais, em 2002, começou a redesenhar a forma de construir e criar arquitectura através da complexidade e dinamismo de formas.
  • É um dos expoentes máximos da chamada Escola do Porto, vencedor do Prémio Pritzker em 2011, o Óscar da Arquitectura. Venceu mais prémios durante a sua carreira como o Prémio Pessoa (1998) e o Prémio Secil (1992, 2004 e 2011).
  • A 14 de Julho de 2011, Souto de Moura foi distinguido pela Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada do Porto com o doutoramento Honoris Causa.

 

Obras mais notáveis:

1990/94 - Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro;

1991 - Burgo Empreendimento (edifícios de escritórios e galeria comercial), na Avenida da Boavista, Porto;

1995/98 - Projecto de conteúdos do Pavilhão de Portugal para a Expo 98;

1997 - Projecto de arquitectura para o Metro do Porto;

2000/03 - Estádio Municipal de Braga para o Euro 2004;

2005 - Serpentine Gallery Pavilion, nos Kensington Gardens, em Londres (com Álvaro Siza Vieira);

2005/09 - Casa das Histórias Paula Rego, Museu em Cascais.

 

 
 

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Um dia de uma dolorosa enxaqueca...

Num dia de calor abrasador, a minha cabeça não me dá descanso. Dói de forma permanente, numa enxaqueca intensa e dolorosa. Uma pressão demoníaca, que torna quase difícil respirar. Ai, mas que doloroso que isto é! Mal consigo ter os olhos abertos, a dor não me permite. É insuportável esta sensação, sinto que a minha cabeça vai explodir. Nada mais existe, apenas esta dor. Não há forma de pará-la, apenas esperar que fique serena e me permita uns momentos de descanso. É a única coisa que desejo: um pouco de tranquilidade. Contudo, a dor persiste metodicamente cresce a cada segundo. Esta enxaqueca é uma tortura atroz, que não me quer largar. Na verdade, estamos quase que amaldiçoados a que isso aconteça, mas mesmo assim ainda conseguimos encontrar razões para ter paz. Que doce ironia…  

 
 

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Aversão à imprevisibilidade

Admito que gosto de saber o que vem a seguir, nunca lidei bem com a imprevisibilidade. Na verdade, é algo que não consigo suportar, até porque nunca me importei em ter uma vida chata, previsível e estrategicamente organizada… Isso acontece porque sempre gostei de controlar tudo o que se passava à minha volta. Talvez seja somente eu a ficar velho, mas eu anseio pela previsibilidade. No entanto, a minha vida mantém-se imprevisível , deve ser por isso que nunca lidei bem com ela. Todos acabamos por querer sossego e paz, mas o mundo vive numa constante loucura diária que não nos deixa chegar a esse desejo. Nessas alturas sinto uma uma instabilidade enorme. Qual o passo devo dar? Não sei como reagir, é algo intolerável que me causa uma ansiedade enorme. Não há maior prisão do que a imprevisibilidade. Sim, sinto uma aversão total a ela! Ainda assim não consigo deixar de viver nela…

 

[Ficção]

 
 

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Perdição...

- Está uma noite amena amor – afirmei, sem esconder um sorriso provocador.

- Sim, sabe tão bem ter saído para poder estar aqui – respondeste, fingindo não perceber a mensagem, mas os teus olhos mostravam o contrário. Adoras provocar-me.

Saímos do meu carro, deste-me a mão e começamos a caminhar. Apesar de ser Outono, a noite estava inexplicavelmente quente e muito convidativa. Nada podia ser mais perfeito, parece que tudo se tinha enquadrado para correr bem. 

Enquanto andávamos não resisti a devorar-te com os olhos. O teu corpo é uma perdição. Uma eterna volúpia para todos os meus sentidos. Não me contive, abracei-te de forma calorosa. És e serás o meu abrigo! Durante o abraço, passei as mãos pelo teu corpo doce e perfeito e delicio-me com a tua pele. Senti que hoje não ia haver nada que pudesse parar aquele momento.

Os nossos olhos cruzaram-se e era possível ver a chama da nossa paixão a aumentar. Sorriste-me daquela forma especial que apenas fazes para mim. Chegaste perto do meu ouvido e num sussurro provocador pediste-me:

- Beija-me, por favor.

Segundos depois e os nossos lábios tocavam-se apaixonadamente. Não me canso de beijar-te. Adoro saborear-te! O teu toque deixa-me louco, as tuas carícias dão cabo de mim, fazem com o meu desejo por ti cresça ainda mais. Torna-se impossível resistir aos teus encantos. És tudo aquilo que sonhei!

Estava um silêncio acolhedor e a única coisa que se via eram árvores. Mas tudo isso deixou de ter significado, aquilo que importava eram os nossos beijos e carícias intermináveis. Eu e tu estávamos sozinhos e famintos de desejo. Aquela seria a nossa noite, um momento especial. Reconheço que não me canso destas nossos momentos de paixão que parecem eternas. São inigualáveis, meu amor!

É uma loucura a forma como me fazes feliz seja com uma palavra ou com um gesto. É mesmo assim o amor. Feito de simplicidades, mas que em conjunto fazem todo o sentido. A cada momento que passava os nossos corpos ficavam cada vez mais quentes, o desejo aumentava descontroladamente, mas tu não desistias de me provocar só mais um pouco.

- Amor, não aguento mais com essas provocações, vais ter que sofrer as consequências – disse com uma respiração ofegante, enquanto crescia um sorriso provocador nos meus lábios.

Coloquei-te cuidadosamente contra a árvore mais próxima, a noite tinha verdadeiramente começado agora…

[Ficção]

 
 

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A espera é mais fácil com um café

Bebia demoradamente um Frappuccino de caramelo, enquanto esperava nervoso pela sua chegada. Ficava mais fácil de aguentar o tempo a passar, enquanto se deliciava com aquela fantástica bebida. Deu um longo suspiro, as suas demonstrações de nervosismo eram cada vez mais frequentes. Arregaçou as mangas da camisa justa que evidenciava um físico bem trabalhado. Não conseguia controlar a ansiedade, para ele é como se fosse sempre o primeiro encontro, as borboletas na barriga persistiam. Uma gota de suor caiu pela face, o seu coração estava a mil à hora. “Ela nunca mais chega”, lamentou-se em voz baixa, enquanto se punha numa melhor posição naquele desconfortável sofá. Há um mês que não a via, era sempre assim no Verão. A saudade era mais que muita, queria voltar a vê-la, senti-la até mesmo cheirá-la. Desde do último golo de café, tinha consultado o relógio dez vezes. Contudo, de um momento para o outro um sorriso nasceu nos seus lábios carnudos. Á porta do café, ali estava ela com aquela beleza resplandecente. O dia pareceu ganhar uma nova cor. Levantou-se desajeitadamente, deixando quase o café cair. Mexeu nos óculos de forma nervosa e abraço-a com imensa força. Ao ouvido disse-lhe: “Bem-vinda a casa”.

 

 
 

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