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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Lutar pelos sonhos… lá fora

Com o acentuar da crise económica, é cada vez mais frequente ver jovens a abandonar o país. Em Portugal, parece ser uma missão impossível encontrar emprego. Torna-se difícil lutar pelos sonhos aqui (será que ainda é possível?), visto que as hipóteses são cada vez menos. Enquanto isso, os sinais de melhoria são inexistentes e os obstáculos cada vez mais numerosos. Será que ainda vale a pena ter alguma esperança e lutar pelos nossos sonhos neste país? Cada vez é mais difícil acreditar que sim isso é possível…

Quase metade dos jovens portugueses está afastada do mercado de trabalho. Segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego real para os menores de 25 anos é de 48,7%, ou seja, afecta mais de 234 mil jovens. Estes números demonstram a situação crítica que Portugal atravessa e os problemas sociais que isso pode motivar. A verdade é que neste momento o nosso país é um local a evitar para quem quer ter futuro.

A economia não consegue gerar empregos suficientes para absorver a mão-de-obra jovem, mas isso não pode ser usado como desculpa para não se fazer nada para resolver esta questão. A verdade é que os jovens neste país estão totalmente estagnados! Naquela que é a geração com maior formação académica, é absurdo a forma como nós somos tratados! Parece que andamos a tirar cursos para absolutamente nada. Aposta-se na educação, mas depois disso o que temos é zero. Trabalho zero, perspectivas zero e sonhos zero.

Os anos passam e não há melhorias. Ninguém gosta de se sentir a mais e ver o seu futuro esfumarem-se. Num país que cada vez acredita menos nos jovens, a solução passa por ir embora. Sair daqui, ir para um sítio onde sejamos realmente valorizados! Ir à procura de uma vida melhor. Chega de sermos esmagados! Basta de nos sentirmos uns fracassados! Para nós não há um verdadeiro lugar na sociedade, um espaço onde seja possível aproveitar a energia, inteligência e entusiasmo desta nova geração.  O melhor a fazer? Desaparecer daqui!

 

 

Questões inevitáveis (8)

Hoje marca o dia do primeiro ‘Questões Inevitáveis’ do ano, que regressa para a sua oitava edição e logo com um tema bastante controverso. O acordo ortográfico tem sido alvo de muitas criticais das variadas áreas nacionais, tendo vindo a ser muito discutido.

O caso mais mediático em Portugal é talvez o caso de Vasco Graça Moura. O presidente do Centro Cultural de Belém emitiu uma circular interna com instruções para a suspensão do Acordo Ortográfico. Segue-se uma enorme polémica em que várias instituições aceitaram e negaram a utilização desta nova forma de escrever.

Este parece-me ser um tema pertinente e muito actual, por isso, considero ser positivo ser debatido neste espaço. Portanto, nesta oitava edição vamos ver qual é a vossa opinião perante esta temática. E tu, qual é a tua opinião?  

 

Concorda com a utilização do acordo ortográfico? Porquê?

 

Questões inevitáveis (4) - Bullying

Nesta trigésima segunda edição vamos dar um enfoque sobre uma temática que é recorrentemente discutida no espectro noticioso nacional. Falo do ‘bullying’, um termo que simboliza um acto de violência física ou psicológica, intencional e repetida, sendo praticada por um indivíduo com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender.

O início das aulas é, muitas vezes, sinónimo, de vários casos de violência nas escolas. Esta é, cada vez mais, uma prática mais habitual nos estabelecimentos de ensino nacional. É fundamental fazer algo para diminuir este flagelo. Nas escolas, a maioria dos actos de 'bullying' ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida. O importante será mesmo uma maior vigilância!  

Mais importante, o ‘bullying’ deve ser considerado crime? No Brasil, por exemplo, o acto pode levar os jovens infractores à aplicação de medidas sócio-educativas. Além disso, os pais dos 'bullies' podem ainda ser obrigados a pagar indemnizações e pode mesmo haver processos por danos morais. Será esse o melhor caminho a seguir por Portugal? Ou devia encontrar outra forma de reagir a este problema?

Imagem retirada de: http://veganbits.com/

O ‘bullying’ deve ser considerado crime? O que deve ser feito para diminuir este problema?

 

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Ingresso no Ensino Superior

É talvez o momento crucial no que diz respeito à vida académica dos alunos que pretendem seguir para a aventura que é o ingresso no Ensino Superior. Inicialmente, a dura escolha é, sem dúvida, qual o curso mais adequado, na medida em que, este virá a ser a especialização para um trabalho futuro, tornando-se assim uma decisão importante! Talvez uma das opções mais difíceis e que terá maiores proporções futuras. A escolha do instituto de ensino é mais um problema para quem conclui o ensino secundário. Qual a vertente que deve ser a mais valorizada? Longevidade ou credibilidade? Duas opções que podem não ser viáveis, visto que o sector económico é um elemento a ter em conta, a crise a isso obriga… Estes são dois obstáculos que se opõem como duas barreiras que os alunos terão que transcender para chegar ao objectivo final – a universidade. Mas tudo isto é altamente influenciado por um factor: a média, um projecto trabalhado e aperfeiçoado ao longo de três anos de estudo que terá aqui um papel fundamental. E este poderá ser o conceito chave para a escolha das duas vertentes acima referidas. Depois de todos elementos terem sido reflectidos e vislumbrados, uma longa espera aguarda estes candidatos, dias em que o entusiasmo e o nervosismo são reis e senhores nas mentes dos mesmos. Uma espera por vezes impiedosa e que proporciona muitos momentos de desassossego! Quando lhes é comunicado a entrada no Ensino Superior nasce a alegria, que transparece nos lábios e nos olhos destes corajosos que ambicionam um maior conhecimento e numerosas vivências que os marcarão para o resto da vida. Sendo que é mais fácil separarmo-nos de algo do que juntarmo-nos e adaptarmo-nos a algo novo, torna-se assim mais fácil a saída do Ensino Secundário, havendo uma natural dificuldade de integração perante um novo patamar a nível de ensino, um novo mundo, mas também de novas responsabilidades. O Ensino Superior é, de facto, um pequeno passo da longa aprendizagem que é a vida.

 

 

(O texto foi escrito quando entrei no Ensino Superior e que foi também publicado no semanário Expresso a 2 de junho de 2009)

 

 

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