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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

A espera é mais fácil com um café

Bebia demoradamente um Frappuccino de caramelo, enquanto esperava nervoso pela sua chegada. Ficava mais fácil de aguentar o tempo a passar, enquanto se deliciava com aquela fantástica bebida. Deu um longo suspiro, as suas demonstrações de nervosismo eram cada vez mais frequentes. Arregaçou as mangas da camisa justa que evidenciava um físico bem trabalhado. Não conseguia controlar a ansiedade, para ele é como se fosse sempre o primeiro encontro, as borboletas na barriga persistiam. Uma gota de suor caiu pela face, o seu coração estava a mil à hora. “Ela nunca mais chega”, lamentou-se em voz baixa, enquanto se punha numa melhor posição naquele desconfortável sofá. Há um mês que não a via, era sempre assim no Verão. A saudade era mais que muita, queria voltar a vê-la, senti-la até mesmo cheirá-la. Desde do último golo de café, tinha consultado o relógio dez vezes. Contudo, de um momento para o outro um sorriso nasceu nos seus lábios carnudos. Á porta do café, ali estava ela com aquela beleza resplandecente. O dia pareceu ganhar uma nova cor. Levantou-se desajeitadamente, deixando quase o café cair. Mexeu nos óculos de forma nervosa e abraço-a com imensa força. Ao ouvido disse-lhe: “Bem-vinda a casa”.

 

 
 

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O encontro desejado

Respiro fundo, estou numa pilha de nervos. Cheguei à porta principal do aeroporto com uma respiração ofegante. Corri para chegar o mais rápido possível, não consigo esperar mais. Faltava um minuto para a hora combinada. Vou em direcção à zona das chegadas. A pressão era enorme… As portas abrem-se mas apenas aparecem estranhos. A adrenalina estava ao máximo, apenas te queria ver. As saudades consumiam-me. Os segundos a passar eram uma tortura constante. Engulo em seco quando te vejo a aparecer, o meu coração acelerou instantaneamente. A aproximar-se de mim com passos nervosos tinha a mulher da minha vida. Os seus cabelos loiros destacam-se naquela pele de porcelana. Para mim era a perfeição na Terra! O aeroporto estava repleto de gente mas os meus olhos apenas iam uma pessoa. Soltei um sorriso nervoso. “Finalmente estás aqui”, pensei, enquanto corria ao seu encontro. Nada mais importava. A única coisa que desejava era estar nos seus braços num abraço eterno. Juntos num só, é assim que a vida vale a pena…

Imagem retirada de: http://cronicasdasurdez.com/

 

 

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Um encontro virado para o futuro

Chegou a casa naquele dia estafada, mas ainda assim queria ler um pouco aquela obra de Victor Hugo. Não precisou de muito tempo para encontrar o papel com o contacto do jovem da biblioteca. Deu uma pequena risada, aquela atitude era digna daqueles romances típicos. Mas depois voltou à realidade, por momentos ficou sem saber o que fazer, sempre tinha tido medo de assumir o papel principal na sua vida. Daquela vez ia ser diferente, tinha chegado a altura de apostar no desconhecido. Angariou toda a coragem que tinha e com as mãos a tremer discou o número.

Minutos depois e após uma longa conversa decidiram marcar um encontro para o dia seguinte. Suspirou, não tinha nada a perder. As horas seguintes foram brindadas com um nervosismo intenso. Detestava aquela sensação, mas preferiu ignorar a ser moldada pela falta de coragem. Não se ia deixar levar por aquela descrença. Enfim, o grande momento chegou. Vestiu-se o melhor que o seu guarda-fato permitiu.

Dominou os enormes nervos que sentia assim que que entrou no pequeno restaurante que tinham combinado encontrar-se. Deu um sorriso que mais se assemelhou a uma careta. Tentou não mostrar a tensão que sentia, apesar dela ser bastante evidente. Ainda se estava a questionar como tinha tido coragem de se colocar naquela situação. Mas para sua surpresa, a conversa até começou com naturalidade. Grande parte da noite foi passada a falar na paixão de ambos – os livros. Partilharam experiências e compreenderam que tinham gostos muito semelhantes.

A verdade é que aquele rapaz de 26 anos parecia saído de um dos seus livros. Contudo aquele não era o seu conto de fadas… Soube que ele estava a trabalhar temporariamente naquela livraria, morava no Norte e aquele apenas tinha sido uma forma de ganhar algum dinheiro no espaço do tio. Ficou desiludida com aquela notícia, mas a audácia daquele dia tinha-a feito perceber que tudo era possível. Sorriu ao ir para casa no final daquela noite, entendeu que o seu romance andava por aí e estava cada vez mais próximo…

O resultado foi inquestionável com um clara vantagem de 64% (49 votos em 77 possíveis) no final escolhido. Ainda assim, quis acabar este conto com uma surpresa. Espero que tenham gostado! Agora quero pedir-vos um favor: saí definitivamente do anonimato e criei uma página no Facebook para promoção do meu primeiro livro. Precisava de ajuda de todos para conseguir partilhar esta notícia com o máximo de pessoas possíveis. Posso contar com a vossa ajuda?

 

 

 

           

Em busca de um livro perfeito

Percorria demoradamente a livraria, estava em busca do livro perfeito. Andava sempre à procura de uma nova obra que a encantasse. Era um vício que não conseguia parar, encontrava sempre algo novo para ler, no fundo uma nova aventura para imaginar. Esse era o seu escape para uma vida cinzenta e sisuda. Aquela era a sua forma de viver a vida que tantas vezes sonhava. Não era uma jovem triste, apenas era acomodada. Vivia naquela tensão persistente sem ter coragem de dar o próximo passo.

No meio daquelas centenas de prateleiras , finalmente conseguiu encontrar um livro que a agradou plenamente. Deu um largo sorriso. Victor Hugo, um dos seus escritores preferidos. Desde cedo ficou cativada pelas palavras daquele autor. Tinha enfim encontrado o livro para os próximos dias. Soprou devagar para tirar algum pó acumulado. Posto isso, avançou despreocupadamente para adquirir aquele volume. Atrás da única caixa disponível , um rapaz com cerca de 25 anos estava a receber o dinheiro do cliente à sua frente. Numa cara repleta de sardas, aquele jovem possuía uma beleza especial. Era um empregado novo, nunca o tinha visto antes naquele lugar.

Um sorriso galante soltou-se dos lábios daquele rapaz quando começou a atende-la. Aceitou o livro com delicadeza. “18 euros, por favor”, pediu numa voz suave e límpida. Enquanto procurava o dinheiro na carteira, reparou que o empregado escrevia algo num pequeno papel. Estranhou a situação, mas não deu importância. Baixou os olhos e tirou a quantia que pretendia. As suas faces ficaram rosadas quando os seus dedos tocaram-se na altura do pagamento. Nervosa, a jovem sonhadora saiu rapidamente daquela livraria. Sem imaginar, dentro do livro que tinha comprado encontrava-se o contacto telefónico daquele rapaz. Os dados tinham sido lançados… 

 
 
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Depois do Twitter, agora é a vez do Instagram. Na tentativa de tornar o blogue cada vez mais interactivo, o Um Mar de Recordações ganhou o seu novo espaço. Passem por lá para saber alguns dos momentos  da pessoa por trás do computador. Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

           

Por fim, ele deixou de adiar o inevitável

Estava sentado no restaurante que tinha sido o palco de muitos encontros daquele antigo casal. Recordou-se dos bons momentos que passaram juntos, eram verdadeiras almas gémeas. Encontrava-se especialmente nervoso e tenso. Engoliu em seco quando a viu, vinha com um vestido branco que lhe destacava o tom de pele. Estava simplesmente maravilhosa! Maria Branco era a luz de uma vida que tinha permanecido demasiado tempo na escuridão. A jovem mulher deu um sorriso nervoso quando o viu. Teria ela reparado que Rodrigo Fernandes estava sentado na mesa do costume? Aquela em que tinham partilhado tantos serões de amor.

Rodrigo Fernandes desejava ardentemente que aquela noite fosse especial, teria de tornar aquelas horas marcantes. Aquela seria uma noite mágica, não tinha dúvidas disso. Não havia outra alternativa, Maria Branco estaria de regresso a Inglaterra no dia seguinte… Cumprimentaram-se de forma amistosa com dois beijos nas bochechas que duraram mais tempo do que normal. A conversa surgiu com a naturalidade do costume, a ligação parecia mais intensa que nunca. O tempo tinha-a aprimorado de alguma forma. Não tiravam os olhos um do outro, nada mais importava naquela sala além deles os dois.

A noite foi passando depressa demais, trocaram confidências e meteram a conversa em dia depois de anos afastados por os diferentes caminhos que as suas vidas tomaram. Ambos tinham a sua parte de relacionamentos falhados, chegaram sempre a conclusão de que faltava algo que já tinha tido no passado. Nenhum dos dois disfarçava o quanto se desejavam. Ficaram durante horas naquele restaurante em que tantas recordações perduravam. Estavam mergulhados naquele amor que nunca esqueceram. Quando saíram daquele estabelecimento passearam de mãos dadas pelas ruas que tinham assistido ao nascimento daquela relação. Rodrigo Fernandes sentiu um nó na barriga quando sentiu a pele dela. Dormiram juntos, não se conseguiram despedir naquela noite fria.

Os primeiros raios de sol acordaram um Rodrigo Fernandes ainda sonolento. A cama estava vazia, Maria Branco estava a fazer algumas arrumações de última hora. Quando reparou que ele se tinha levantado largou um olhar triste. “Obrigado por me teres voltado fazer acreditar”, disse num tom de voz melancólico. Automaticamente, o jovem apaixonado abraçou-a carinhosamente. “Tenho uma proposta para trabalhar em Liverpool. Deixei-te fugir uma vez, não tenciono voltar a cometer o mesmo erro”, disse-lhe ao ouvido. Os dois permaneceram abraçados, agradecendo ao destino a possibilidade de voltar a junta-los de uma forma incrível. 

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Recentemente, o 'Um Mar de Recordações' chegou aos 12 mil comentários! Um número que jamais esperava atingir, só posso agradecer a cada pessoa que perdeu um bocado do seu tempo para deixar umas palavras neste espaço. O vosso constante carinho é o combustível perfeito para continuar a trabalhar. O meu obrigado a todos! Não se esqueçam que o blogue agora também tem uma conta no Twitter, portanto o pessoal que anda por lá, faça o favor de adicionar aqui.  Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em: