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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

A minha nova aventura no mundo literário - Do Mosto à Palavra!

Como acabar o ano de 2017 da melhor forma possível? Com uma boa surpresa, pois claro! Hoje vou partilhar com vocês uma grande novidade que me deixa bastante feliz e motivado, a publicação do meu conto na colectânea 'Do Mosto à Palavra | Vol. I'. No fundo, mais um importante passo na minha aventura literária! 

Primeiro, uma curta contextualização. Em Maio deste ano participei na primeira edição do Prémio Literário Do Mosto à Palavra, um concurso organizado pela Chiado Editora em parceria com a Hall Paxis e o Monte Novo e Figueirinha. O desafio passava por escrever um texto ou poema que envolvesse a região do Alentejo. Meti mãos à obra e escrevi um texto na categoria de prosa. Apesar de não ter saído vencedor deste concurso, a editora contactou-me umas semanas depois com o desejo de eternizar as minhas palavras numa publicação que reunia uma selecção dos melhores textos recebidos nesta iniciativa. É assim que nasce o 'Do Mosto à Palavra | Vol. I'!

Com o título "Uma rotina quebrada...", a minha participação nesta colectânea pode ler-se entre as páginas 401 e 403. O texto conta a história do jovem Francisco Caeiro, um pastor nascido em Viana do Alentejo. Este rapaz vive numa constante rotina diária, mas naquele dia decide arriscar em fazer algo diferente. Será que isso valeu a pena? É essa a questão basilar deste conto! 

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Caso tenhas ficado interssado/a em adquirir esta colectânea, podes encomendar através deste link!

 

 
 

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1 ano de A Analogia da Morte

Há 365 dias atrás estava numa livraria completamente nervoso, na verdade estava totalmente em pânico. Não queria esquecer-me de nada de relevante, estava pronto para dizer as palavras certas. Vivia, enfim, o sonho. A concretização de um sonho de criança: a publicação de um livro da minha autoria. Passou um ano desde aí, quem diria? Bolas, parece que tudo foi tão recente, os meses passaram tão rápido... Ainda assim, tudo continua tão presente, cada pequeno pormenor. Confesso que trago memórias inesquecíveis deste momento, essas são as lembranças que me fazem continuar a lutar para conseguir conquistar os meus sonhos. É por isso que tudo persiste bem presente na minha cabeça, é a minha força. Foram horas muito especiais, ainda para mais quando pude partilhar junto de pessoas tão importantes. Naturalmente, esta é uma data que não será esquecida, de facto é a crença que com esforço todos os objectivos são possíveis concretizados. Por mais complicados que sejam os sonhos eles servem para ser conquistados, o que importa mesmo é arregaçar as mangas e começar a trabalhar numa constante dedicação. Faço força para que esta seja apenas a primeira de muitas vitórias nas palavras. Há um ano atrás nasceu oficialmente A Analogia da Morte, em breve espero que apareça o seu irmão...

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Podem fazer encomendas do meu livro através do e-mail: mapereira.encomendas@sapo.pt!

 

 
 

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Memórias (quase) perdidas

Um menino de 10 anos avançava num passo desengonçado, permanecia concentrado numa folha rabiscada com algumas palavras. Percorria um pequeno corredor, mas mesmo assim não deixava de estar mergulhado nas palavras escritas. Parecia quase que hipnotizado por aquela folha, naquelas parcas frases. A caligrafia estava ainda mais desajeitada do que o normal. Parecia que a sua vida dependia de completar aquele pensamento, pois escrevia enquanto andava. Adorava fazer aquilo, na ingenuidade de criança divertia-se a brincar com as poucas palavras que conhecia. Adorava percorrer aquele pequeno mundo de imaginação sem restrições e regras. As frases nasciam, mesmo sem sentido ou com vários erros. Aquele era o seu pequeno prazer, aí começou a sonhar. Foi aí que nasceu o sonho. A criança sorriu enquanto rabiscava mais umas palavras, aquele miúdo era eu...

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"Os Grandes Portugueses" (16) - José Rodrigues dos Santos

Nome: JOSÉ António Afonso RODRIGUES DOS SANTOS

Data e Local de Nascimento: Beira (Moçambique), 1 de Abril de 1964

Profissão que se notabilizou: Jornalista e Escritor

 

Feitos importantes:

  • Nasceu em Moçambique, mas aos nove anos foi viver com a mãe para Lisboa, após a separação dos pais. Devido a dificuldades económicas acaba por ir viver com o pai para Penafiel. No entanto, a difícil adaptação do seu pai a terras lusas motivou a partida para Macau.
  • Em 1980, com apenas 17 anos, inicia-se no jornalismo fazendo parte do elenco da Rádio Macau. Três anos mais tarde, regressa a Portugal para frequentar o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa.
  • Após terminar o curso universitário viaja para Inglaterra onde faz um estágio de três meses na BBC. É galardoado com o Prémio Ensaio do Clube Português de Imprensa (1986) e o Prémio de Mérito Académico do American Club of Lisbon (1987), o que lhe vale um convite pela BBC World Service para trabalhar em Londres, onde fica durante três anos, até 1990.
  • Da BBC segue para a RTP, onde começa a apresentar o noticiário 24 Horas. Em 1991, passa para a apresentação do diário Telejornal e torna-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. Ocupa por duas vezes o cargo de Director de Informação da televisão pública Portuguesa. Em 2000, arrecadou o Contributor Achievement Award, pelo seu trabalho, prémio que é considerado o Pullitzer do jornalismo televisivo.
  • Doutorado em Ciências da Comunicação, com uma tese sobre reportagem de guerra, é professor da Universidade Nova de Lisboa.  José Rodrigues dos Santos alcançou ainda um enorme sucesso no mundo literário, onde é um dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada.

 

Livros publicados:

A Ilha das Trevas, 2002

A Filha do Capitão, 2004

O Codex 632, 2005

A Fórmula de Deus, 2006

O Sétimo Selo, 2007

A Vida Num Sopro, 2008

Fúria Divina, 2009

O Anjo Branco, 2010

O Ultimo Segredo, 2011

A Mão do Diabo, 2012

 

Ligações externas: http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/telejornal/rostos.shtm

 

Fernando Pessoa, um ídolo

Fernando Pessoa será para sempre lembrado como um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura. Além do mais, este poeta do Modernismo é também um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos (traduzido em trinta e sete línguas) e com inúmeros fãs em todas as partes do globo. É, assim, um poeta universal, que inovou ao ponto de ter criado três célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Mas, afinal, quem foi Fernando Pessoa? Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa. De famílias da pequena aristocracia, pelo lado paterno e materno, o pai, Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, era funcionário público do Ministério da Justiça e crítico musical do Diário de Notícias. A mãe, D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira Pessoa, era natural dos Açores (Ilha Terceira).

Com cinco anos, o pai morreu a 24 de Julho de 1893, com 43 anos, vítima de tuberculose. No ano seguinte, o irmão Jorge viria também a falecer, sem completar um ano. É nesta sucessão de acontecimentos, que a sua mãe vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e mudar-se para uma casa mais modesta. Em 1895, Maria Pessoa casa-se pela segunda vez por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul). Fernando Pessoa parte com a sua mãe para África do Sul, onde passa a maior parte da juventude e recebe educação inglesa conseguindo resultados brilhantes.

Em 1905, regressa sozinho a Portugal e matricula-se no ano seguinte no Curso Superior de Letras, em Lisboa, que abandona sem sequer completar o primeiro ano. Em Agosto de 1907, morre a sua avó Dionísia, deixando-lhe uma pequena herança, com a qual monta uma pequena tipografia, sob o nome de Empreza Ibis — Typographica e Editora — Officinas a Vapor, que rapidamente faliu. A partir de 1908, começa a trabalhar como correspondente estrangeiro, num escritório da Baixa, aquele que iria ser o seu trabalho ao longo da sua vida. Inicia a sua actividade de ensaísta e crítico literário em 1912 e colabora em diversas revistas como: “Águia”, “Orpheu”, “Portugal Futurista” e “Athena”.

Muitos afirmam que 1914 é o ano triunfal de Fernando Pessoa, o momento da criação dos três heterónimos mais ilustres (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis). A morte do seu amigo Mário de Sá Carneiro e o assassinato de Sidónio Pais foram dois acontecimentos que marcaram o poeta. Além disso, é também conhecido um relacionamento amoroso com Ofélia Queiroz, com quem mantêm uma longa correspondência amorosa. É no ano de 1935, que escreve uma famosa carta a Adolfo Casais Monteiro, onde explica a existência dos mediáticos heterónimos. Nesse mesmo ano acaba por falecer a 30 de Novembro de cólica hepática sendo sepultado no Cemitério dos Prazeres. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, um dia antes de falecer: "I know not what tomorrow will bring" (em português: Não sei o que o amanhã trará). No cinquentenário da sua morte (1985) o seu corpo foi transladado para o claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

No que diz respeito à sua obra ortónima, a Mensagem (1934) foi o único livro publicado em vida, deixando uma arca recheada de textos inéditos. Escreveu poemas como “Autopsicografia”; “Isto”; “O menino de sua Mãe”; que vão ficar marcados na história da nossa literatura. A sua obra ficou também conhecida pelos seus heterónimos, o seu “mestre” Alberto Caeiro (1889-1915), o “guardador de rebanhos”, que não possuía qualquer instrução académica. Ficou conhecido por ser o poeta bucólico e do olhar, mas também por ser o “poeta do não pensar”. O “Guardador de Rebanhos” foi a sua obra mais notabilizada. Um dos discípulos de Caeiro era Ricardo Reis (1887-1935); era médico e monárquico, foi educado num colégio de Jesuítas, é o poeta pagão cujas odes tinham duas filosofias de vida: o estoicismo e o epicurismo. Foram da sua criação poemas como: “Vem sentar-te comigo”, “Segue o teu destino” e “Não tenhas nada nas mãos”. Finalmente, o discípulo futurista de Caeiro, Álvaro de Campos que era engenheiro naval formado em Glasgow, mas permaneceu inactivo em Portugal. Foi o heterónimo mais arrojado, tornou-se mediático por querer sentir tudo de todas as maneiras. A “Ode Triunfal”, “Todas as cartas de amor”; e “Opiário” foram alguns dos poemas mais marcantes deste heterónimo.

A complexidade da vida de Fernando Pessoa permite um trabalho biográfico fabuloso, seja qual for o espaço que esteja a ser trabalhado. Daí o imenso fascínio que existe por este autor luso. Independente de qualquer diferença na forma de apresenta-lo, em qualquer discurso uma ideia parece certa: Fernando Pessoa é, de facto, um dos maiores génios português. Ao longo da sua obra demonstrou sempre medo da morte, mas com tanto talento e numa obra tão vasta, pode-se dizer que Fernando Pessoa nunca morreu pois conseguiu chegar à imortalidade através da escrita.