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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (18) - Siza Vieira

Nome: Álvaro Joaquim de Melo SIZA VIEIRA

Data e Local de Nascimento: Matosinhos, 25 de Junho de 1933

Profissão que se notabilizou: Arquitecto

 

Feitos importantes:

  • Siza Vieira estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde leccionou , de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente).
  • Do seu currículo constam mais de uma centena de projectos em Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Brasil, Itália, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre muitos outros. Siza Vieira criou verdadeiros marcos na história da arquitectura portuguesa e internacional, influenciando assim muitas gerações de arquitectos.
  • Tornou-se uma das referências modernistas internacionais, mas no seu trabalho é também possível ver uma forte tradição construtiva portuguesa. Construiu obras como: o Pavilhão de Portugal, a Igreja de Santa Maria, o Museu de Arte Contemporânea da Galiza ou a Escola Superior de Educação de Setúbal.
  • Siza foi professor visitante na Universidade de Pensilvânia (EUA), na Universidade de Los Andes (Colômbia) e na Universidade Harvard (EUA). Foi ainda agraciado pela Universidade Técnica de Lisboa com o grau de Honoris Causa em 2010.
  • Ganhou vários prémios ao longo da sua carreira, tais como: o Premio Pritzker (1992); o Prémio Secil por três vezes (1996, 2000 e 2006) e o Prémio Wolf (2001).

 

Ingresso no Ensino Superior

É talvez o momento crucial no que diz respeito à vida académica dos alunos que pretendem seguir para a aventura que é o ingresso no Ensino Superior. Inicialmente, a dura escolha é, sem dúvida, qual o curso mais adequado, na medida em que, este virá a ser a especialização para um trabalho futuro, tornando-se assim uma decisão importante! Talvez uma das opções mais difíceis e que terá maiores proporções futuras. A escolha do instituto de ensino é mais um problema para quem conclui o ensino secundário. Qual a vertente que deve ser a mais valorizada? Longevidade ou credibilidade? Duas opções que podem não ser viáveis, visto que o sector económico é um elemento a ter em conta, a crise a isso obriga… Estes são dois obstáculos que se opõem como duas barreiras que os alunos terão que transcender para chegar ao objectivo final – a universidade. Mas tudo isto é altamente influenciado por um factor: a média, um projecto trabalhado e aperfeiçoado ao longo de três anos de estudo que terá aqui um papel fundamental. E este poderá ser o conceito chave para a escolha das duas vertentes acima referidas. Depois de todos elementos terem sido reflectidos e vislumbrados, uma longa espera aguarda estes candidatos, dias em que o entusiasmo e o nervosismo são reis e senhores nas mentes dos mesmos. Uma espera por vezes impiedosa e que proporciona muitos momentos de desassossego! Quando lhes é comunicado a entrada no Ensino Superior nasce a alegria, que transparece nos lábios e nos olhos destes corajosos que ambicionam um maior conhecimento e numerosas vivências que os marcarão para o resto da vida. Sendo que é mais fácil separarmo-nos de algo do que juntarmo-nos e adaptarmo-nos a algo novo, torna-se assim mais fácil a saída do Ensino Secundário, havendo uma natural dificuldade de integração perante um novo patamar a nível de ensino, um novo mundo, mas também de novas responsabilidades. O Ensino Superior é, de facto, um pequeno passo da longa aprendizagem que é a vida.

 

 

(O texto foi escrito quando entrei no Ensino Superior e que foi também publicado no semanário Expresso a 2 de junho de 2009)

 

 

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