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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Penalidades arrasam com o sonho português

Naquele que foi o melhor encontro do Euro 2012 até agora, Espanha qualificou-se para a final de Kiev, após eliminar Portugal nas grandes penalidades. Um belíssimo duelo ibérico, num encontro de grandes emoções e de enorme talento e onda a Espanha teve a estrela de campeã. Faltou sorte à equipa lusa no momento da verdade!

Pela primeira vez na competição, Paulo Bento foi obrigado a alterar o onze inicial, devido à lesão de Hélder Postiga . O avançado Hugo Almeida foi o escolhido para o substituir. Já a Espanha apareceu com uma surpresa no seu onze, a presença do avançado Negredo . Os dois jogadores protagonizaram exibições apagadas e mostraram que não deveriam ter merecido a confiança dos dois técnicos para esta partida.

Num encontro bem disputado na Donbass Arena em Donetsk (Ucrânia), Portugal esteve por cima na primeira parte. Teve mais oportunidades, trocou melhor a bola e não teve medo de assumir o jogo. Portugal soube lidar muito bem com o estilo de jogo espanhol, anulando-o. Honra seja feita, poucas selecções podem dizer que conseguem anular o tiki-taka espanhol e a equipa das quinas tem esse (enorme) mérito. Mas para conseguir isso teve de correr e muito, algo que se viria a revelar perigoso com a passagem dos minutos.

O início da segunda parte começou quase com a substituição espanhola, saída do apagado Negredo para Fábregas entrar. Bela decisão de Vicente del Bosque que fez com que o jogo muda-se por completo. O médio do Barcelona foi o grande responsável pelo maior domínio espanhol no segundo tempo. A sua entrada teve o dom de dar mais organização no miolo espanhol que assumiu as despesas do jogo. Apesar disso, verdade seja dita que a ‘roja’ não criou uma oportunidade de perigo iminente. No entanto, a grande oportunidade de golo durante os noventa minutos foi de Cristiano Ronaldo. Nos últimos momentos do tempo regulamentar, grande contra-ataque português, com Meireles a deixar para o extremo luso, que entra pela esquerda e remata ao lado da baliza de Iker Casillas .

Apesar das poucas oportunidades, o encontro foi uma enorme batalha entre duas grandes selecções. Bem disputada e com muitas movimentações. Sem golos, o grande protagonista foi o gigante João Moutinho com uma partida de luxo. Todos os elogios são poucos, para este pequeno grande génio. É preciso dar grande mérito à selecção das quinas que fez com que a campeã europeia e mundial tivesse que mudar por duas vezes a sua táctica . Demonstração inegável de que Portugal foi uma equipa dificílima de bater.

Já no prolongamento, a equipa lusa tem muito a agradecer ao Rui Patrício que fez duas enormes defesas, aos 103 e aos 111 minutos. Totalmente decisivo o guardião luso. A armada espanhola realizou trinta minutos de grande nível e demonstraram ter uma maior frescura física Paulo Bento demorou muito tempo a fazer as substituições , a selecção nacional quebrou fisicamente muito devido a isso. Um erro fatal do seleccionador nacional! A equipa portuguesa teve de defender mais e revelou-se uma equipa com grande entre-ajuda . Fizeram jus ao lema “11 por todos e todos por 11”.

Apesar de Rui Patrício ter defendido a primeira grande penalidade, Portugal falhou no momento decisivo. Faltou-lhe alguma sorte, diga-se. A marcação irrepreensível de Sérgio Ramos foi decisiva e colocou a Espanha em claro ascendente psicológico Muito sangue frio e classe do defesa do Real Madrid. Bruno Alves, que pareceu extremamente nervoso, rematou à barra da baliza espanhola e permitiu a que Fábregas marcasse… depois da bola ter batido no poste. Estrelinha da sorte para a ‘roja’ na lotaria das grandes penalidades… Desta forma, na final a Espanha irá enfrentar o vencedor do duelo de hoje entre a Alemanha e a Itália.

No capitulo disciplinar, o arbitro turco Cuneyt Çakir foi claramente tendencioso. Muitas decisões deixaram muito a desejar com demasiadas escolhas a penderem para as aspirações espanholas. Nada estranho nisso, aliás já se esperava esse tipo de habilidades… Mas é justo dizer que não foi por ele que Portugal não ganhou este encontro!

Portugal saí do Euro 2012 de cabeça levantada, uma vez que protagonizou uma prova muito acima das expectativas. Pouca gente acreditava que fosse possível chegar tão longe e a equipa nacional provou que tinha capacidade, talento e ambição para chegar às quatro melhores equipas da Europa. Enorme trabalho de todos elementos da comitiva portuguesa.

 

Só Ronaldo para abater o gigante checo

Portugal qualificou-se para as meias-finais do Europeu 2012, após bater a Republica Checa por 1-0. Numa exibição de garra da selecção nacional foi Cristiano Ronaldo, aos 79 minutos, a carimbar a qualificação portuguesa. Mais uma grande exibição do extremo português, que está agora a assumir-se como uma das grandes figuras da competição.

A selecção nacional até podia ter goleado os checos, mas um gigante ergueu-se na baliza adversária. Uma enorme exibição do super-guardião Petr Cech com várias defesas de grande nível. Foi enorme entre os postes! Uma demonstração cabal de porque é que é actualmente o melhor guarda-redes do mundo. Protagonizou defesas de outro mundo e foi uma muralha (quase) intransponível para os jogadores portugueses.

Mas quem poderia ultrapassar o melhor guardião da actualidade? O melhor jogador do mundo, pois claro. Cristiano Ronaldo protagonizou uma grande exibição e foi, mais uma vez, decisivo. Tentou por várias vezes visar a baliza de Cech , mas o checo foi sempre um gigante. E quando o guarda-redes da Republica Checa não estava lá, o poste mais uma vez foi inimigo dos desejos de todos os portugueses. Tal como contra a Holanda, Ronaldo rematou por duas vezes ao poste (45’ e 48’). Começa a tornar-se uma tradição da estrela portuguesa… Muito azar para CR7 , mas que acabou por ser recompensado com o golo tardio do encontro.

Só aos 79 minutos é que Portugal conseguiu colocar-se à frente do marcador, através do inevitável Cristiano Ronaldo. Cruzamento de João Moutinho, com a bola a chegar à área checa, onde Ronaldo cabeceia para o fundo das redes! Mais uma vez decisivo para as pretensões portuguesas. Estava, assim, derrubada a muralha checa!

No entanto, o jogo não foi nada fácil para Portugal. Os primeiros 45 minutos foram um deserto de ideias, as duas selecções encaixaram uma na outra e não quiseram arriscar. No primeiro tempo, os jogadores portugueses tiveram muitas dificuldades na construção de jogo e mostraram algumas desconcentrações e hesitações que poderiam ser fatais para as aspirações lusas. Sentiu-se um grande nervosismo em campo. Contudo após uma primeira parte paupérrima , surgiu um segundo tempo completamente diferente!

Na segunda parte, Portugal foi a melhor equipa, jogou mais e criou diversas oportunidades. Foi um festival de ataque! A equipa exibiu-se a grande nível, onde João Moutinho foi o rei do meio-campo português. Um domínio avassalador! Na verdade, durante quase toda a partida (excepto os 15 minutos iniciais), os checos jogaram muito encolhidos, muito à defesa. Em 90 minutos, apenas remataram duas vezes à baliza defendida por Rui Patrício Um número muito curto para uma equipa que disputa os quartos-de-final de um Europeu. Valeu a inspiração de Cech para os checos não saírem de Varsóvia com uma goleada…

Destaque ainda para Hélder Postiga que sofreu uma lesão muscular na coxa direita e está fora de meia-final. A razão desta lesão pode muito bem ser o estado deplorável do relvado do estádio nacional de Varsóvia (Polónia). É vergonhoso uma competição desta qualidade ser disputada neste tipo de condições. Já no capitulo disciplinar, o arbitro inglês Howard Webb fez uma boa partida com poucos erros. Com a qualificação para as ‘meias’ garantida, Portugal vai ter de esperar pelo resultado do jogo entre França e Espanha para saber quem é o seu próximo adversário.