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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Ciência e Letras: dois pólos de conhecimentos afastados?

Ao longo dos anos existe a eterna divisão entre os dois maiores pólos de conhecimento – as letras e a ciência. O afastamento destes dois sectores de conhecimento já se alarga num grande período temporal o que leva assim a pensar-se na incapacidade social de uma junção entre ambas. Carlos Fiolhais, no livro Curiosidades Apaixonantes, explica mesmo que esta é a “barreira mais alta” nas divisões das disciplinas. No entanto, nos dias de hoje esse afastamento (ainda) faz sentido? Julgo que não…
Na verdade, existe ao longo da história, personalidades de ambos os ramos que contrariam esta lógica. Se tomarmos como exemplo o grande génio do ocidente, Leonardo da Vinci podemos analisar a sua qualidade tanto a nível literário como científico. Calvino, na literatura, e Galileu, na ciência, são também bons exemplos que provam que pode ser possível uma junção entre ambas as áreas. Já a nível nacional, temos também alguns exemplos desta possibilidade, como é o caso de Carlos Fiolhais um cientista com aptidões a nível literário, sendo que no outro lado da barricada, António Gedeão destaca nos seus poemas alguns conceitos científicos.
Na minha prespectiva, julgo que isto acontece devido a haver uma necessidade de projectar estes dois grandes pólos de conhecimento para uma junção que iria intelectualmente ser bastante proveitosa e que acredito piamente trará aspectos bastante positivos para ambas as áreas evoluírem. O certo é que tanto a ciência como as letras precisam uma da outra! A ciência necessita das letras para divulgação das descobertas e das publicações dos estudos e no que diz respeito às letras existe a necessidade de abranger esta área tanto a nível literário como noticioso. São opostos que, inevitavelmente, se atraem.
Assim sendo, não dar valor a uma destas áreas é um erro elementar. Existe cada vez uma ligação e junção de vários meios a nível mundial e está é cada vez mais pertinente. Há assim uma necessidade de criar uma sociedade que se preocupe com ambas as questões, não desprezando uma em detrimento de outra. De facto, é indepensável um rompimento à ideia retrógrada de divisão de prateleiras das diversas competências. Algo que não faz qualquer sentido! É certo que há muito a evoluir nesse prisma, mas a mudança é possível, até porque “nada se perde, tudo se transforma”.

 

O (des)acordo ortográfico

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu que não haverá qualquer revisão do acordo ortográfico, mas adiantou a hipótese de acertos no Vocabulário Ortográfico Comum, que deverá ficar concluído em 2014. “Será apresentada uma versão beta ainda este ano e até 2014 será encerrado. Ainda nem sequer foram incluídas no Vocabulário Ortográfico Comum as contribuições de Angola e Moçambique”, reforçou à agência Lusa.
Por sua vez, o escritor Vasco Graça Moura, um dos mais acérrimos opositores do actual acordo ortográfico, defende “a supressão das asneiras que lá estão [no documento]”. “O acordo é uma pura manifestação neocolonialista negociada entre Portugal e o Brasil com o mero corpo presente dos outros países participantes e isso é uma ofensa a culturas que se produzem na nossa língua, em África, por exemplo”, enalteceu.
O acordo ortográfico está a tornar-se cada vez mais um desacordo ortográfico, tendo em conta a controvérsia que tem gerado em muitos quadrantes da sociedade. Antes de mais, questiono-me o porquê desta alteração, quais são os benefícios que advém desta mudança. Sinceramente não consigo encontrar uma razão forte para esta medida, até porque acredito que não são estas ideias que vão unificar a língua portuguesa. Assim sendo, o que fica de benéfico neste acordo? Pouco ou quase nada.
Para quem não sabe este é uma temática que já anda a ser discutida há 22 anos, ou seja, desde 1990(!). É inconcebível estar tanto tempo a discutir sobre algo sem ainda se ter chegado a uma conclusão palpável. Digna de ser apresentada à população. No meu ponto de vista, é inqualificável os anos que são necessários para se tomada uma decisão que vai influenciar cerca de cento e oitenta milhões de pessoas! Por alguma razão esta demora acontece: porque este acordo ortográfico, realmente, não faz sentido nenhum…
Num acordo que contém dezassete páginas e vinte e um tópicos são defendidas que as alterações são mínimas nos dois países de maior importância: Brasil e Portugal (0,5% e 1,5%, respectivamente). Contudo, a supressão das consoantes mudas é fortemente criticada em Portugal. Algo natural, até porque isto é uma modificação demasiado radical  e que levanta problemas básicos.  De um momento para outro a grande maioria das pessoas no nosso país deixou de saber escrever ‘correctamente’.
Existem inúmeros países com a mesma língua, mas com diferenciações que são derivadas à sua história, cultura e sociedade. Inglaterra e Estados Unidos da América são os melhores exemplos. É natural que isto aconteça, até porque promove uma diversidade linguística que permite uma constante evolução da língua. A tentativa de unificar o português é uma medida desnecessária, despropositada e desenquadrada. Reflecte uma visão limitada e pouco virada para um futuro que aposta cada vez mais na diversidade e não na união.
Apesar de ainda faltarem dois anos, a implementação deste acordo a 2014 continua a parecer pouco viável. Longínqua, mesmo! Ainda se vê poucas preparações para uma alteração deste tipo, o que me leva a defender que este é um assunto que vai voltar a ser adiado. Se não se consegue chegar a um consenso nesta medida, isso só significa que não existe uma preparação real para uma modificação deste tipo…

 

Dependência

Sentido. As palavras não têm sentido, falta-lhes lógica. Nós damos essa lógica. O mundo carece dessa componente. Falta-lhes tudo, mas principalmente sentido. Na realidade, não há certo nem errado, nós é que lhe damos essa avaliação. Não existe falhas, pois é o Homem que lhes dá essa condição…

E se esse pensamento estiver enganado? No fundo, se o certo for errado e o errado for certo. Isso pode muito estar a acontecer. Se não passarmos de seres ilógicos que procuram a coerência, mas que nunca conseguem atingi-la, nem sequer aproximar-se a ela. Passamos a ser apenas e só animais? Mas nós continuamos a sê-lo! Queremos guerras, conquistas e mortes. Não evoluímos, só perdemos a cada dia que passa.

No entanto, a sociedade actual diz que progredimos que estamos numa nova era. A da tecnologia. Que o mundo vai mudar, que tudo vai ficar e ser melhor. E nós acreditamos. Prestamos vassalagem às máquinas, como se elas fossem a nossa salvação, mas são a nossa perdição! Estamos iguais, apenas mais mortíferos e sozinhos. Está tudo fora do controlo. Com a tecnologia perdemos o outro, perdemo-lo e só ganhamos o EU. Eu posso, eu faço, eu mando, eu isto e aquilo! E o nós? E tu, onde andas? Desapareceste, escondeste-te, deixaste-te apenas consumir…

Desaproveitamos a mobilidade, o amor e a vida. Tudo se transfigura numa deflagração de solidão e isolamento, na qual sistematicamente é utilizado o mesmo registo: o esquecimento. É esse o preço do egoísmo e o egocentrismo cada vez mais patente na sociedade actual.

 

 

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Reflexões pessoais...

No princípio era o verbo… No início, um pensamento, uma palavra e... uma reflexão. Uma introspecção íntima, numa enorme e constante reflexão pessoal. Um segredo na criação de algo novo, num renovado projecto e numa imagem diferente. Um momento de trabalho, dedicação e inspiração, juntas para eternidade numa intensa combinação. 

Reflicto, penso, opino porque preciso, faz parte de mim. Não passa de um desejo de irreverência e competitividade que continua e vai permanecer… É nos confins do meu ser que estas palavras se exibem que mais cedo ou mais tarde acabam por esmorecer na minha memória.

Não vou parar! Esta volúpia vai manter-se! Continuo sempre, num espírito de sacrifício obstinado e persistente! A cada passo que dou uma nova oportunidade, um instante para reflectir… O caminho é longo, mas os passos são determinados num destino incerto. Mas tudo é assim, até a vida tem indeterminação e dúvida…

A memória não esquece o percurso percorrido durante todos os anos... Cada palavra cravada no meu espírito, mantida e preservada em todas as vivências, numa repleta sensação de alegria e tristeza. Este é um novo início com uma vontade renovada, precisa e contínua!

 

 

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