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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

O primeiro mergulho do ano

O sol brilhava em todo o seu esplendor, o tempo estava simplesmente extraordinário. Olhou em volta. Á sua frente tinha uma praia completamente deserta. A Primavera tinha-o brindando com um dia fabuloso. Largou um rasgado sorriso. Não conseguia esconder a felicidade, aquela are a imagem perfeita. Não podia ter tido um melhor dia de folga do escritório. De alguma forma sentia que estava no seu pequeno paraíso, o seu refúgio que procurava quando queria afastar-se do mundo repleto de stress em que vivia. Sentiu uma pequena brisa, fechou os olhos e aproveitou aquela situação furtuita. Queria que aquele momento permanece-se eternizado na sua mente. Lembrar-se daquela serenidade. Abriu os olhos. Largou os chinelos e roupa junto ao carro e começou a correr pelo areal. Nem a água fria o parou. Deu um longo mergulho, o primeiro do ano. Submergiu à superfície, satisfeito pelo seu plano ter corrido como desejava.

 

 

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Alcançar o céu...

“Onde é que tinha a cabeça? Devia estar completamente louco para me meter numa destas”, pensei quando olhei lá para baixo. Já devia ter escalado mais de quinze metros e ainda só estava a meio. Fechei os olhos. Tremi e senti uma sensação estranha na barriga. Quem diria que alguma vez pudesse estar numa situação destas, nunca fui de grandes aventuras. Hoje estou a escalar uma montanha com trinta metros. Eu, a mesma pessoa que entrava em pânico com grandes alturas. Irónico, não? Quis desafiar o meu próprio medo chamem-lhe coragem ou estupidez, mas meti-me a quinze metros de distância de terra firme. “Bonito serviço, agora temos de chegar até ao fim”, quis tranquilizar-me para não entrar em pânico.

Senti o vento passar pelo meu corpo dorido. “Que sensação incrível”, pensei. Senti-me quase como um pássaro. Que liberdade! A ideia fez-me sorrir e acabei por encontrar forças nesse pensamento. Finalmente, abri os olhos com esperança e coragem redobrada. Iniciei novamente a escalada, e meti na cabeça que este é só mais um desafio. É apenas um obstáculo a ultrapassar. Não vou parar mais nenhuma vez!

Fui trepando e agarrando as pedras de uma forma algo desajeitada, mas não me importei. Apenas quis chegar ao alto da montanha, à minha meta. Mesmo com dores no corpo e algumas feridas não parei, estava na zona. Por mais descoordenado que estivesse estava efectivamente a chegar ao topo e até me encontrava bastante perto. A confiança cresceu, esqueci-me da altura, só quis continuar a sentir aquela adrenalina. Era tudo para mim naquele momento. Apesar do cansaço, continuei. Os movimentos tornaram-se mecânicos. Já não tinha medo de escorregar e rapidamente cheguei ao topo já sem folgo. Deitei-me no chão e ouvi perto onde parei uma voz provocatória: - Então, foi assim tão difícil?

[Ficção]

 

 
 

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Questões inevitáveis (14)

O Verão toma assalto a décima quarta edição de Questões Inevitáveis aqui n’ Um Mar de Recordações. Com as férias escolares e laborais a acentuarem-se nesta altura do ano é natural que a maioria das famílias portuguesas tentem aproveitar ao máximo para descansar. No entanto, os últimos anos têm sido cada vez mais de contenção de custos para os portugueses em geral. Assim, de forma a garantir umas férias descansadas é importante poupar o máximo possível para não ter surpresas desagradáveis no futuro. É nesse prisma que surge esta discussão – num momento de crise é possível ter aqueles dias de repouso que se deseja? Quais são os melhores planos? Ainda é possível ter umas férias divertidas sem gastar dinheiro?

 

Em tempo de crise, quais os melhores planos para umas melhores férias a um custo reduzido? 

 

Dias de Verão

O plano já estava traçado – um dia de praia contigo. Apenas eu e tu, um tempo a sós para nós. Já merecíamos estar umas horas sem interrupções ou problemas. A verdade é que sabe tão bem estes dias onde deixamos tudo e onde posso deliciar-me única e exclusivamente com os teus sorrisos. Olhar para ti e continuas a deslumbrar-me todos os dias. Não há melhor que estes dias de Verão. Fomos para o sítio do costume, o nosso lugar. Aquela parte da praia está sempre vazia, como se fosse um local privativo apenas para nós. O nosso espaço. É uma sensação única, quase como um sonho. “Vai uma corrida até à água amor?”, disse entre risos. Tu dás um sorriso provocador e sem resposta começas a correr. Corro em tua perseguição e consigo agarrar-te. Olho-te nos olhos, é impossível não ficar enfeitiçado. Dou um longo e apaixonado beijo. Sabe tão bem estar assim contigo, és tudo aquilo com que sonhei. O beijo terminou e faço um sorriso dengoso. Desta vez fui eu a começar a correr sem aviso prévio. Adoro as nossas brincadeiras. Somos assim, felizes. Corro mais devagar para me apanhares e deixo que me dês um longo e precioso abraço. É impossível não estar bem contigo por perto, és a minha felicidade. Sem estares à espera, pego em ti. Dás um grito de surpresa e pedes para te por na areia, mas eu não consigo deixar de lançar uma gargalhada. Tentas conter o sorriso mas ele acaba por aparecer, há essa química entre nós. Entro na água gelada e aí sim baixo-te com segurança. Acabamos por cair os dois na água, olhamos os dois sérios um para o outro. Contudo desmanchamo-nos rapidamente a rir, são assim cheias de diversão os nossos dias de Verão.   

 

Crise de arrumações

Sou organizado, mas nunca fui muito bom em arrumações. Sei onde tenho tudo, mas reconheço que tenho uma maneira esquisita de colocar as coisas. Sim é estranho, eu sei, e pode até não ser a forma mais harmoniosa, mas é a minha. Cada coisa tem o seu espaço.  

Contudo, acho que os outros têm dificuldade a compreender a minha forma de arrumar o meu quarto. Irrita-me quando sistematicamente me dizem que anda tudo desarrumado, é talvez das coisas que mais me tira do sério…

De forma a poder livrar-me desse tipo de conversa, projectei para este Verão um grande objectivo. Fazer uma revolução total do meu quarto. Ver o que fica e o que saí. Mandar fora o que não interessa ficar com aquilo que me é querido e próximo. Uma mudança radical para mudar tudo o que tenho por cá.

Esta semana comecei a tratar desse assunto. Contudo, se há uma coisa que tenho de reconhecer é que tenho muita coisa. Acho que a minha área de trabalho me obriga exactamente a isso. Isso faz com que tudo seja mais difícil, mas que não deixa de ser uma situação engraçada.

Alguma parte já está vista e tratada. Nestes dias de intenso calor, tenho aproveitado os tempos mortos para cortar no dispensável. É incrível as coisas que tenho encontrado, é como fazer uma viagem no tempo. É isso que eu mais gosto quando faço arrumações, lembrar algumas recordações perdidas. Quando terminar o mais provável é continuar a ouvir que o quarto está desarrumado, mas a verdade é que este caos organizado me define e faz aquilo que sou. 

Fonte da imagem: https://acasadasgurias.wordpress.com/ 

 

 

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