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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Ao som de (33) - Música portuguesa

Hoje lembrei-me de fazer um "Ao som de" especial, diferente de todas as outras edições. Em vez de uma música como é normal na rubrica , vou apresentar-vos três faixas. Este é o inicio de algumas alterações que vou fazer em algumas das rubricas mais antigas do blogue, quero dar-lhes uma nova roupagem e torna-las mais interessantes. Portanto nada melhor do que começar com o que é nosso. É verdade hoje vamos apostar na música nacional com uma escolha que abrange vários estilos. Vamos então ao que interessa:

António Variações - Canção Do Engate: O execentrico António Variações (1944-1984) demonstra todo o seu talento numa das mais icónicas canções nacionais. Lançado de forma póstuma em 1997, a Canção do Engate é o exemplo perfeito da mestria do emblemático e talentoso cantor.

Da Weasel - Tás na Boa: Os inesquecíveis Da Weasel (1993-2010) arrasam com o Tás na Boa, uma das faixas do álbum Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder (2001). Num estilo mais virado para o rock, mostra toda a irreverência deste grupo que deixa saudades ao público português.

Carlos do Carmo - Lisboa Menina e Moça: Carlos do Carmo, vencedor do Grammy Latino de Carreira, dá voz a um dos fados mais belos - Lisboa Menina e Moça (1976). Com letra de Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo, mostra toda a beleza deste género músical. Cada palavra é uma autêntica obra-de-arte!

 

Qual é a vossa música portuguesa preferida? Consideram que em Portugal esta é uma área que não merece o reconhecimento sufeciente?

 

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Sala de cinema (24)- A Gaiola Dourada

O Um Mar de Recordações não podia ficar alheio ao filme que nos últimos dias tem sido repetidamente abordado em Portugal. Falo d’A Gaiola Dourada, uma comédia de costumes com realização do luso-descendente Ruben Alves. Em apenas um mês o filme ultrapassou os 438 mil espectadores, tornando-se no filme mais visto este ano em Portugal. A obra de Ruben Alves já obteve receitas superiores a 10 milhões de euros (só no nosso país foram arrecadados cerca de 2 milhões).

A longa-metragem aborda a vida de Maria e José Ribeiro, um casal de portugueses emigrados em França há mais de três décadas. Ela sempre trabalhou como porteira de um prédio e ele na construção civil. Todos gostam deles, quer pela sua simpatia, quer pela sua incansável boa vontade para ajudar. Quando o casal recebe a notícia de uma herança em Portugal que lhes concretiza o velho sonho do regresso às raízes, tudo parece perfeito. No entanto, a sua família, os seus vizinhos e os patrões não os querem deixar partir. Até onde serão capazes de ir para os tentar mudar de opinião?

Não estamos a falar de um obra-prima, mas de uma longa-metragem que dá aquilo que promete – uma visão da vida de alguns emigrantes em França. Mesmo partindo de alguns lugares-comuns consegue integrar bem a ideia da emigração numa comédia divertida e respeitosa. Destaco principalmente a cena em que Catarina Wallenstein canta o fado. Um momento arrepiante, numa performance que rouba todo o protagonismo. Ficou bem presente uma grande mensagem do melhor que se faz em Portugal.

As fantásticas imagens que o filme passa do Douro são um excelente cartão de visita para todos os que assistem à Gaiola Dourada. É a exposição mediática de um local extraordinariamente belo que faz as delícias de quem o visita. A longa-metragem é um dos nomeados para os Prémios de Cinema Europeu na categoria de 'prémio do público' , prémios esses que serão entregues a 7 de Dezembro em Berlim (Alemanha). O sucesso foi tão grande que uma  produtora norte-americana já entrou em contacto com Ruben Alves sobre a possibilidade de um remake.


Quais são as razões para esta corrida aos cinemas para ver ‘A Gaiola Dourada’? É uma demonstração de como os filmes que passam no cinema em Portugal não agradam à maioria da população ou há outros motivos para o sucesso deste filme? Concordam com as notícias que dão como possibilidade um remake feito pelos EUA?

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Fado, um património português

O Fado é a genialidade que transpira no sopro português. Um encantamento sonoro e delicioso ao ouvido de todo o mundo. É a canção da solidão que exalta a alma lusitana. É o cantar de um povo! É o cantar de Portugal!
Numa nostálgica melodia com uma sonoridade única, especial… nossa! Um expendido e eterno orgulho nacional que nasceu nas ruas da capital, por volta do século XIX, e trespassou as barreiras temporais. Eternizou-se aquela que é a canção da saudade!
Uma arte desconhecida e singular, num silêncio cantado, é um pesar de insuficiência em completa ebulição! Um sentimento intenso e explosivo numa voz que conduz o nosso sincero e excepcional património… Um património musical histórico que transmite Portugal numa só canção!
É a tristeza e a felicidade num só… O orgulho de transportar a cultura na própria voz, a paixão lusa, aquela que não é mais do que todos os nossos sentimentos. Os nossos sentidos secretos, os desejos ocultos e os pensamentos de sempre…

 

"Os Grandes Portugueses" (7) - Amália Rodrigues

Nome: AMÁLIA da Piedade Rebordão RODRIGUES

Data e Local de nascimento: Lisboa, 23 de Julho de 1920

Data e Local da sua morte: Lisboa, 6 de Outubro de 1999

Profissão que se notabilizou: Fadista

 

Feitos importantes:

  • A sua faceta de cantora cedo se revela, começa a cantar para o avô e os vizinhos, que lhe pediam, cantarolava tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia e lhe pediam para cantar.
  • O ensaiador da Marcha Popular de Alcântara alicia Amália a inscrever-se numa prova de descoberta de talentos, chamada Concurso da Primavera, em que se disputava o título de Rainha do Fado. Amália acabaria por não participar, pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela.
  • Em 1940, estreia-se no teatro de revista, como atracção da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. Quatro anos depois, consegue um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Poucos anos mais tarde, em 1947, estreia-se no cinema com o filme Capas Negras, o filme mais visto em Portugal até então, ficando 22 semanas em exibição.
  • Marcante na contribuição da história do Fado, uma das grandes novidades que introduziu foi cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados. Amália dá um novo folgo ao Fado. Em 1997 é editado o álbum Segredo com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975.  É ainda publicado o livro (Versos) com os seus poemas. No ano seguinte, é-lhe feita uma homenagem nacional na Expo 98.
  • Tornou-se conhecida mundialmente como a ‘Rainha do Fado’ sendo considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras da cultura portuguesa no mundo. Encontra-se sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres. Amália Rodrigues representou o país em todo o mundo, de Lisboa ao Rio de Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris.
Amália Rodrigues é maior referência da cultura portuguesa? É a grande voz de Portugal no mundo? Qual a vossa opinião sobre o Fado?

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