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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Sala de Cinema (45) - Guardians of Galaxy Vol. 2

A equipa dos super-heróis mais alternativa do Universo Cinematográfico da Marvel voltou aos cinemas! Os Guardians of the Galaxy regressam em grande com o seu líder Star Lord (Chris Pratt), a poderosa Gamora (Zoe Saldana), o guerreiro Drax (Dave Bautista), o carismático Rocket Racoon (na voz de Bradley Cooper) e o inigualável Groot (na voz de Vin Diesel). O director James Gunn regressa para a sequência da história original iniciada em 2014. A título de curiosidade, este é o primeiro filme do mundo a usar a câmara especial RED 8K Weapon Vista Vision, que permite capturas até 8K e 150 frames por segundo.

O enredo começa seis meses após o primeiro filme e a equipa continua as suas viagens pelo universo da Marvel, lutando para manter a sua recém criada família unida e desvendar os mistérios envolvendo o pai do Star Lord. A temática da família está muito presente, num enredo que dá um enorme enfoque na redenção pessoal. Na verdade, acabamos por ser levados a uma história cósmica com mais de duas horas de duração com uma magia muito particular. Pessoalmente, Guardians of Galaxy Vol. 2 é um filme divertido, emocionante, com uma belíssima fotografia e uma excelente banda sonora. Mais um grande filme da Marvel!

Extraordinário trabalho do director James Gunn que pegou em tudo o que deu certo no primeiro filme e soube melhorar. Aliás, Guardians of Galaxy Vol. 2 consegue em vários momentos superar o seu antecessor, o que é incrível! Ele explora melhor os personagens,dando um maior desenvolvimento a cada um deles. Esta longa-metragem acaba por ter mais humor, mais acção, mais brigas, mais cores, mais planetas, mais alienígenas e, claro, mais loucura.

 

Ficaste curioso/a? Vê a minha opinião completa neste vídeo:

 
 

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Sala de Cinema (41) – V de Vingança

V de Vingança, um dos filmes mais polémicos e emblemáticos, é o destaque na vigésima terceira edição da Sala de Cinema. O thriller realizado por James McTeigue é uma adaptação da série de banda desenhada com o mesmo nome criada por Alan Moore e David Lloyd. As críticas foram bastante positivas, sendo nomeado para o Prémio Hugo de Melhor Apresentação Dramática. A revista Empire classificou esta longa-metragem como o 418º melhor filme de todos os tempos.

Este thriller político contém um enredo entusiasmante e repleto de momentos alucinantes. Na paisagem futurista de uma Inglaterra totalitária (que faz lembrar a Alemanha nazi), V de Vingança conta a história de uma jovem chamada Evey (Natalie Portman), que é resgatada de uma situação de vida e morte por um homem mascarado, conhecido apenas como “V” (Hugo Weaving). Incomparavelmente carismático, V inicia uma revolução quando pede que todos se ergam contra a tirania e opressão. Será que consegue trazer a liberdade e justiça de volta a uma sociedade repleta de crueldade e corrupção?

Este argumento sombrio e provocador é visualmente eficaz, não é surpresa que se torne num dos filmes mais apreciados da última década! A mensagem implícita impressiona pela frontalidade e exuberância. A sensação com que fico é que V de Vingança criou uma reputação forte com o legado que criou. No que diz respeito às interpretações, destaco o fantástico trabalho de Hugo Weaving que consegue criar uma personagem inteligente e memorável. Sem nunca vermos o seu rosto, esbanja carisma a cada cena. É da sua autoria os melhores momentos desta longa-metragem!

O filme acabou por ser interpretado por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. A popularidade da mensagem deste filme ganhou notoriedade através das máscaras que foram adoptadas nas mais recentes manifestações em todo o mundo. Aliás, o Anonymous, um grupo baseado na Internet, escolheu a máscara de Guy Fawkes como seu símbolo. Esta máscara acabou por tornar-se um ícone da revolução popular dando ao filme um maior protagonismo e a oportunidade de ficar ligado na história para a prosperidade. 

 O que é mais vos empressiona na persongem "V"? Qual pensam ter sido o maior legado que este filme deixou? As manifestações recentes são uma justa interpetação à mensagem do V de Vingança?

 
 

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Sala de cinema (40) - Ant Man

Há uns dias fui ver o mais recente filme dos cinemas da Marvel - o Ant Man – e não resisti a vir aqui deixar-vos a minha opinião. Se inicialmente estava um pouco de pé atrás com este filme, os trailers convenceram-me a que fosse para a sala de cinema com a esperança de ser agradavelmente surpreendido. E ainda bem que o fiz! Quando comecei a ver as primeiras cenas rapidamente entendi que ia ver algo de muito especial! O enredo é muito envolvente e está genuinamente bem escrito.

A história dá enfoque à vida de Scott Lang (Paul Rudd). Dotado com a capacidade incrível de encolher em escala mas aumentar em força, o antigo ladrão tem que encarar o seu herói interior e ajudar o seu mentor, Dr. Hank Pym (Michael Douglas), a proteger o segredo por detrás do fato espectacular do Ant Man. Contra obstáculos aparentemente intransponíveis, Pym e Lang vão planear uma forma de salvar o mundo, tudo isto em pequena escala...

O humor tão característico da Marvel está como sempre muito presente. Contudo, facilmente percebemos que este é um filme completamente diferente do que este estúdio nos tem habituado. A história no fundo é a caminhada de redenção de Scott Lang para se tornar um verdadeiro herói. É uma forma de ver o treino, o esforço, a dedicação e a responsabilidade que assumir o cargo de super-herói implica. O Ant Man tem a dose certa entre humor e acção! Como espectador, uma das coisas que mais me agradou foram as cenas  em que o herói cresce e encolhe que são fantásticas, muito bem executadas. Deu uma roupagem completamente diferente às cenas de luta. Sem dúvida, um dos melhores filmes da Marvel até agora! Para quem ainda não espreitou, recomendo totalmente!

 Ficaste curioso/a? Então vê a review completa que fiz para o meu canal no Yotube!

 

 
 

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Sala de cinema (39) – Avengers: Age of Ultron

Um dos filmes que estava mais curioso em ver neste ano era sem dúvida os Avengers: Age of Ultron. Quem me segue pelo Instagram (@miguel_alexandre7) já sabe que eu fui vê-lo na quinta-feira, confesso que tinha expectativas bastante altas e elas foram bem compensadas. O director Joss Whedon tinha a dura tarefa de fazer frente ao seu antecessor e, ainda assim, protagonizou um trabalho de muito valor. Pessoalmente, considerado que conseguiu viver o grande hype que criou!

Tentando proteger o planeta das ameaças alienígenas do primeiro filme The Avengers, Tony Stark procura construir um sistema de inteligência artificial que vai cuidar da paz mundial. O projecto acaba por dar errado e gera o nascimento de Ultron (na voz de James Spader). Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o dia diante desta grande ameaça. Esta batalha leva os heróis da Marvel ao seu extremo, será que estão preparados para a ultrapassar?

De facto, o tempo em que se fazia um filme de super-heróis repleto de acção e com pouca história é definitivamente algo do passado. Avengers: Age of Ultron vem mais uma vez desmistificar esse preconceito. O enredo tem cada vez mais densidade vemos cada vez mais uma versão humana destes heróis e os problemas que eles atravessam. Algo engraçado é que entrei na sala de cinema a não ser fã de uma personagem e ela tornou-se rapidamente numa das minhas preferidas. O Gavião Arqueiro ganha uma nova profundidade e é um dos grandes destaques, reconheço que adorei esta nova abordagem ao arqueiro da equipa. Especial destaque também para a interpretação de Paul Bettany em Vision que mesmo apesar de ter pouco tempo em tela rouba por completo o espectáculo.

Com uma banda sonora extraordinária, a longa-metragem exibe efeitos especiais exuberantes. As cenas de luta são muito bem estruturadas, gostei bastante das combinações que heróis já tinham em combate, o que demonstra que há uma ligação temporal ao longo dos filmes. Uma história bem estruturada e com vários pontos altos, além de inúmeras surpresas ao longo da trama. Foi, sem dúvida, uma boa forma de concluir a segunda fase do Universo Cinematográfico da Marvel e dar o pontapé de saída para a terceira.

 

 

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Sala de cinema (37) – Especial Óscares 2015

Na madrugada de ontem realizou-se a cerimónia dos Óscares com Birdman a sair como grande vencedor. Realizado no Dolby Theatre, em Los Angeles, premiou-se mais uma vez a excelência da indústria cinematográfica. Neil Patrick Harris, o inesquecível Barney da série How I meet your Mother, foi o apresentador da noite. O actor realizou um trabalho sólido mostrando toda a sua versatilidade e talento.

Numa passadeira vermelha de 90 metros longe de deslumbrar, parece ter havido o cuidado de não errar. A forte chuva que se fazia sentir talvez tenha sido iniibidora de looks mais arrojados. Poucos foram os que arriscaram, ainda assim o glamour e a beleza esteve mais uma vez presente em grande escala em Los Angeles. Com 9 indicações cada Birdman e The Grand Budapest Hotel foram os filmes com mais nomeações pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Este é um dos grandes fenómenos televisivos mundiais onde se estima a visualização de vários milhões de espectadores pelos quatro cantos do mundo. A octogésima sétima edição da cerimónia foi transmitida ao vivo pela emissora de televisão ABC e com o sinal que chegará a outras emissoras de mais de 225 países e territórios. Como já é tradição (ver aqui e aqui), o blogue acompanhou todo o evento em directo desde da passadeira vermelha até à entrega da última estatueta dourada.

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1 - O anfitrião da noite, Neil Patrick Harris, marcou presença no Dolby Theatre na companhia do seu marido David Burtka. Num fato cinzento, o actor de 41 anos aposta num visual mais sóbrio e elegante.

2 - Patricia Arquette foi uma das presenças mais notadas nesta noite inesquecível em Los Angeles. Elegante e num registo simples, a vencedora ao Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo trabalho em Boyhood espalhou charme com a sua simplicidade.

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3 - Julianne Moore não arriscou na escolha da indumentária, optando por algo que combina com o seu tom de pele clara. A vencedora ao Óscar de Melhor Actriz pelo seu papel em Still Alice esteve sempre sorridente, provavelmente a prever a noite mágica que ia ter.  

4 - Emma Stone apareceu divinal como é natural, numa escolha perfeita. Apesar da cor ser algo incomum ficou bastante bem na actriz nomeada para Melhor Actriz Secundária pela performance em Birdman.   

Birdman, do mexicano Alejandro González Iñarritu, foi o grande vencedor da 87ª edição dos Óscares 2015. O filme levou para casa quatro Óscares, inclusive o de Melhor Filme, considerado o galardão mais importante do evento. Além disso, arrecadou ainda o de Melhor Realizador, de Melhor Argumento Original e de Melhor Fotografia.

Numa noite muito repartida a nível de prémios quem também acabou com quatro estatuetas douradas foi Grand Budapest Hotel de Wes Anderson. O filme anglo-alemão arrecadou prémios mais técnicos ao vencer as categorias de Melhor Banda-Sonora, Melhor Caracterização e Melhor Guarda-Roupa. Com três estatuetas douradas Whiplash foi uma das grandes surpresas da noite. Melhor Actor Secundário (J.K. Simmons), Melhor Mistura de Som e Melhor Montagem foram as categorias premiadas.

De facto, na representação não houve qualquer surpresa com os favoritos a conquistarem os Óscares. Julianne Moore (Still Allice) para Melhor Actriz e  Eddie Redmayne (The theory of everything) para Melhor Actor receberam os louros das suas fantásticas representações. O grande derrotado da noite – Boyhood – ganhou o único prémio da noite pelo trabalho de Patricia Arquette (Melhor Actriz Secundária), apesar de estar nomeado para seis categorias. Outros derrotados de uma longa cerimónia de quase quatro horas foram The Imitation Game (Melhor Argumento Adaptado) que em oito nomeações apenas venceu uma e American Sniper (Melhor Edição de Som) com seis nomeações e apenas uma vitória.

Big Hero 6, uma produção Disney/Marvel, ganha a estatueta dourada para melhor animação, naquela que para mim é uma agradável surpresa. Uma parceria que tem um início bastante auspicioso. Para melhor filme estrangeiro, a longa-metragem polaca Ida arrecadou o prémio. Por sua vez, John Legend e Lonnie Lynn ganham o Óscar para melhor canção, com Glory, e foram aplaudidos de pé num dos grandes momentos da noite no Dolby Theatre.

Veja a lista de todos os vencedores:

- Melhor Filme: «Birdman» 

- Melhor Ator Principal: Eddie Redmayne, em «The theory of everything» 

- Melhor Atriz Principal: Julianne Moore, em «Still Alice» 

- Melhor Ator Secundário: J. K. Simmons, em «Whiplash» 

- Melhor Atriz Secundária: Patricia Arquette, em «Boyhood» 

- Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu, com «Birdman» 

- Melhor Argumento Original: «Birdman» 

- Melhor Argumento Adaptado: «The Imitation Game» 

- Melhor Guarda-Roupa: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Caracterização: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Filme Estrangeiro: «Ida», da Polónia 

- Melhor Curta-Metragem: «The Phone Call», de Mat Kirkby e James Lucas 

- Melhor Curta Documental: «Crisis Hotline: Veterans Press 1», de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry 

- Melhor Mistura de Som: «Whiplash» 

- Melhor Montagem de Som: «American Sniper» 

- Melhores Efeitos Especiais: «Interstellar» 

- Melhor Curta de Animação: «Feast» 

- Melhor Filme de Animação: «Big Hero 6» 

- Melhor Direcção Artística: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Fotografia: «Birdman» 

- Melhor Montagem: «Whiplash» 

- Melhor Documentário: «Citizenfour» 

- Melhor Música: «Glory», do filme «Selma» 

- Melhor Banda Sonora: Alexandre Desplat, de «Grand Budapest Hotel»

 

O que acharam desta noite de excelência cinematográfica? Birdman é o justo vencedor? Qual foi para vocês a maior surpresa? 

 

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