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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (22)

A semana passada foi uma das mais loucas que há memória em Portugal dignas que de um livro repleto de suspense . Na segunda-feira, Vítor Gaspar demitiu-se do cargo de Ministro das Finanças e para o seu lugar foi escolhida Maria Luís Albuquerque. No dia seguinte, surge o pedido de demissão de Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi negado por Pedro Passos Coelho horas depois. Os restantes dias foram uma luta constante para encontrar uma plataforma de entendimento para que a coligação continuasse viva. Até notícia em contrário, parece que esse entendimento foi conseguido.
Era difícil de prever estas constantes mudanças de guião sobre um assunto tão sério para o futuro do país. Houve mesmo momentos em que se sentiu serem importantes vitórias pessoais. O certo é que esta situação veio por ainda mais em causa a credibilidade e estabilidade desta união. De facto, o que Portugal menos precisa era de uma crise política e os mercados deixaram isso bem claro! Aliás, esta trapalhada ainda vai provocar vários prejuízos a medio-longo prazo.
A oposição, por seu turno, defende eleições antecipadas, justificando que é preciso abrir um novo ciclo político. Nesse contexto, o PS parte partiria com uma grande vantagem. É quase certo que José António Seguro acabaria por ser eleito primeiro-ministro com maior ou menor dificuldade. O PSD e o CDS-PP estão demasiado fragilizados para constituírem uma forte oposição, enquanto o PCP e o BE não são apontados como ameaça aos lugares de poder.
O país está num momento decisivo e é indispensável a maior responsabilidade por parte de todos os quadrantes políticos. É indispensável colocar o país numa melhor situação do que aquela que se encontra. O momento é agora. O trabalho está longe de ser fácil, mas é indispensável dar a volta a esta situação e meter Portugal num bom rumo.

 

 

Qual a vossa opinião sobre esta semana? Quem é que saiu mais prejudicado nesta situação? As eleições antecipadas são uma hipótese viável?

Questões inevitáveis (20) – Demissão de Miguel Relvas

A notícia do dia é o pedido de demissão de Miguel Relvas e é impossível ficar alheio a este acontecimento. A saída do ministro dos Assuntos Parlamentares deve-se ao que tudo indica pelo processo de verificação do seu curso. 

O braço-direito de Pedro Passos Coelho resistiu durante um ano às revelações sobre a sua licenciatura na Universidade Lusófona, mas não conseguiu suportar o processo de verificação das equivalências pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência. Dos 120 estudantes investigados pelo Ministério da Educação, nenhum recebeu tantos créditos como Relvas (160). No entanto, uma licenciatura, em regra, equivale a 180 créditos…
O até agora ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo justificou as razões para a sua saída do Executivo de Pedro Passos Coelho, referindo não ter "condições anímicas para continuar" no cargo. Durante a conferência de imprensa, Relvas referiu ainda as áreas que, no seu entender, deixou a sua marca: a realização do mapa autárquico, traduzido na redução de freguesias, mas também a estrutura da reforma da administração local, bem como a RTP.
Numa altura em que se fala de uma remodelação do Governo, um dos ministros mais polémicos nos últimos tempos. Miguel Relvas alimentou muitas controvérsias o que fez com que se torna-se uma das figuras mais visadas da contestação popular.

 

 

O desempenho do ministro dos Assuntos Parlamentares foi positivo ou negativo? Concordam com a saída de Miguel Relvas e quais são as principais consequências desta decisão? Quem pode ser o seu sucessor?