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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Um dia mágico!

A manhã despertou solarenga, um calor tímido aquecia num rotineiro dia de Inverno. A temperatura tinha estado particularmente baixa nos últimos tempos, no entanto aquele jovem tinha acordado para um dia de Dezembro especial. Vestido de formal, avançava num passo apressado para o trabalho. Olhou rapidamente para o relógio, estava a ficar atrasado. Pensava que ia para mais um dia monótono e rotineiro, não podia estar mais enganado. Quando já tinha chegado à rua da empresa, o telemóvel começou a vibrar no seu bolso. "Nasceu ontem à noite", ouviu do outro lado na linha num tom de voz embriagada. Nasceu um sorriso enorme naquele jovem que começava a ficar atrasado. O tempo parou por momentos. Era aquilo que precisava de ouvir para fazer daquele dia inesquecível. Rapidamente, combinou encontrar-se naquela tarde sem conter o entusiasmo por aquela boa nova. A partir daí, o dia foi passado a contar as horas que teimavam em avançar tão lentamente. O coração batia de forma acelerada quando a hora de saída finalmente chegou. Começou a correr, apenas descansou quando passou por aqueles corredores despidos do hospital. Não precisou de muito tempo para chegar à ala de maternidade. "O padrinho chegou", ouviu mal entrou na pequena sala. 

 
 

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"Os Grandes Portugueses" (26) - Eusébio

Nome: EUSÉBIO da Silva Ferreira

Data e Local de Nascimento: Lourenço Marques (Moçambique), 25 de Janeiro de 1942

Data e Local da sua morte: Lisboa, 5 de Janeiro de 2014

Profissão que se notabilizou: Futebolista

 

Feitos importantes:

  • Começou a sua carreira de futebolista no Sporting Lourenço Marques, onde jogou 42 partidas e marcou 77 golos. Com apenas 18 anos, já estava a ser disputado pelo Sporting e Benfica, mas foram as águias que conseguiram a sua contratação. O desporto português não mais seria o mesmo…
  • O ‘Pantera Negra’ jogou pelo Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, onde somou 614 partidas oficiais e marcou 638 golos (melhor marcador de sempre da equipa). Durante a estadia no clube conseguiu ser: 1 vez campeão europeu e 3 vezes finalista da mesma prova; 11 vezes campeão nacional; 5 vezes vencedor da taça de Portugal. Recebeu ainda, sete vezes a bola de prata e duas vezes a bota de ouro!
  • Na selecção, levou Portugal ao honroso 3º lugar no Mundial da Inglaterra, numa competição onde foi o melhor marcador da prova com nove golos. Um desempenho que colocou Portugal no mapa do desporto internacional.
  • Era conhecido pelo conhecido pela sua velocidade, técnica, atleticismo e pelo seu poderoso e preciso remate de pé direito. Ganhou a Bola de Ouro em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966, feito que o leva a ser considerado o melhor futebolista português de todos os tempos. Desde que se retirou em 1979, Eusébio tem sido um embaixador de futebol e é um dos rostos mais conhecidos do desporto nacional e internacional.
  • Foi eleito o nono melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela IFFHS, enquanto que no  Jubileu de Ouro da UEFA foi colocado na sétima posição. Em Novembro de 2003, para comemorar o Jubileu da UEFA, foi escolhido como o jogador de ouro de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol como o seu melhor jogador dos últimos 50 anos.

“Em 1966 choraste por Portugal, hoje o país chora por ti!” A maior referência da história do desporto nacional partiu, na memória ficam as grandes partidas, os golos e o seu enorme fair-play! Um nome que ficará imortalizado na hitórial nacional!

 

Qual o momento mais marcante da carreira de Eusébio? O ‘Pantera Negra’ é o melhor jogador português de sempre? 

Um dia...

Um dia precisei de me deslocar e comecei a andar

Tu já tinhas quilómetros nas pernas… 

Um dia vi todos a minha volta e precisei de falar

Tu já tinhas dito as mais belas palavras…

 

Um dia quis-me juntar aos outros meninos e brincar

Tu já sabias todos os jogos possíveis e imaginários…

Um dia comecei a conhecer o mundo e a observar

Tu já tinhas visto passar tanto por esses olhos…

 

Um dia olhei para tudo a minha volta e comecei a pensar

Tu já tinhas as tuas ideias e opiniões…

Um dia apaixonei-me por uma rapariga e aprendi a amar

Tu já me amavas desde de o meu nascimento…

 

Um dia olhei para trás e recordei

Tu já tinhas recordado todos os bons momentos…

Um dia percebi que a vida não era só vitórias e chorei

Tu já tinhas sofrido ao longo da vida…

 

Um dia tive vontade de me divertir

Tu já tinhas passado por momentos de pura diversão…

Um dia tive que optar e decidir

Tu já tinhas tomado tantas decisões…

 

Tudo isto foi ensinado, aperfeiçoado e relembrado por ti

Importante? Para todo o sempre.

Vai nascendo, crescendo e alastrando um sentimento de agradecimento

Mas será apenas isso o necessário?

 

(O poema foi entregue como presente à minha mãe no Natal passado)

 

Fernando Pessoa, um ídolo

Fernando Pessoa será para sempre lembrado como um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura. Além do mais, este poeta do Modernismo é também um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos (traduzido em trinta e sete línguas) e com inúmeros fãs em todas as partes do globo. É, assim, um poeta universal, que inovou ao ponto de ter criado três célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Mas, afinal, quem foi Fernando Pessoa? Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa. De famílias da pequena aristocracia, pelo lado paterno e materno, o pai, Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, era funcionário público do Ministério da Justiça e crítico musical do Diário de Notícias. A mãe, D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira Pessoa, era natural dos Açores (Ilha Terceira).

Com cinco anos, o pai morreu a 24 de Julho de 1893, com 43 anos, vítima de tuberculose. No ano seguinte, o irmão Jorge viria também a falecer, sem completar um ano. É nesta sucessão de acontecimentos, que a sua mãe vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e mudar-se para uma casa mais modesta. Em 1895, Maria Pessoa casa-se pela segunda vez por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul). Fernando Pessoa parte com a sua mãe para África do Sul, onde passa a maior parte da juventude e recebe educação inglesa conseguindo resultados brilhantes.

Em 1905, regressa sozinho a Portugal e matricula-se no ano seguinte no Curso Superior de Letras, em Lisboa, que abandona sem sequer completar o primeiro ano. Em Agosto de 1907, morre a sua avó Dionísia, deixando-lhe uma pequena herança, com a qual monta uma pequena tipografia, sob o nome de Empreza Ibis — Typographica e Editora — Officinas a Vapor, que rapidamente faliu. A partir de 1908, começa a trabalhar como correspondente estrangeiro, num escritório da Baixa, aquele que iria ser o seu trabalho ao longo da sua vida. Inicia a sua actividade de ensaísta e crítico literário em 1912 e colabora em diversas revistas como: “Águia”, “Orpheu”, “Portugal Futurista” e “Athena”.

Muitos afirmam que 1914 é o ano triunfal de Fernando Pessoa, o momento da criação dos três heterónimos mais ilustres (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis). A morte do seu amigo Mário de Sá Carneiro e o assassinato de Sidónio Pais foram dois acontecimentos que marcaram o poeta. Além disso, é também conhecido um relacionamento amoroso com Ofélia Queiroz, com quem mantêm uma longa correspondência amorosa. É no ano de 1935, que escreve uma famosa carta a Adolfo Casais Monteiro, onde explica a existência dos mediáticos heterónimos. Nesse mesmo ano acaba por falecer a 30 de Novembro de cólica hepática sendo sepultado no Cemitério dos Prazeres. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, um dia antes de falecer: "I know not what tomorrow will bring" (em português: Não sei o que o amanhã trará). No cinquentenário da sua morte (1985) o seu corpo foi transladado para o claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

No que diz respeito à sua obra ortónima, a Mensagem (1934) foi o único livro publicado em vida, deixando uma arca recheada de textos inéditos. Escreveu poemas como “Autopsicografia”; “Isto”; “O menino de sua Mãe”; que vão ficar marcados na história da nossa literatura. A sua obra ficou também conhecida pelos seus heterónimos, o seu “mestre” Alberto Caeiro (1889-1915), o “guardador de rebanhos”, que não possuía qualquer instrução académica. Ficou conhecido por ser o poeta bucólico e do olhar, mas também por ser o “poeta do não pensar”. O “Guardador de Rebanhos” foi a sua obra mais notabilizada. Um dos discípulos de Caeiro era Ricardo Reis (1887-1935); era médico e monárquico, foi educado num colégio de Jesuítas, é o poeta pagão cujas odes tinham duas filosofias de vida: o estoicismo e o epicurismo. Foram da sua criação poemas como: “Vem sentar-te comigo”, “Segue o teu destino” e “Não tenhas nada nas mãos”. Finalmente, o discípulo futurista de Caeiro, Álvaro de Campos que era engenheiro naval formado em Glasgow, mas permaneceu inactivo em Portugal. Foi o heterónimo mais arrojado, tornou-se mediático por querer sentir tudo de todas as maneiras. A “Ode Triunfal”, “Todas as cartas de amor”; e “Opiário” foram alguns dos poemas mais marcantes deste heterónimo.

A complexidade da vida de Fernando Pessoa permite um trabalho biográfico fabuloso, seja qual for o espaço que esteja a ser trabalhado. Daí o imenso fascínio que existe por este autor luso. Independente de qualquer diferença na forma de apresenta-lo, em qualquer discurso uma ideia parece certa: Fernando Pessoa é, de facto, um dos maiores génios português. Ao longo da sua obra demonstrou sempre medo da morte, mas com tanto talento e numa obra tão vasta, pode-se dizer que Fernando Pessoa nunca morreu pois conseguiu chegar à imortalidade através da escrita. 

 

Amor, esta é por ti…

Louco e inequívoco é o sentimento que nutro por ti, o doce sabor do que é o verdadeiro e incessante amor. A sensação sistemática de não querer perder um momento que seja contigo, pois todos eles são indispensáveis, essenciais e importantes. A cada beijo, a cada carinho, a cada toque, faz surgir arrepios de contentamento, num sorriso apaixonado e verdadeiro que insiste em perdurar enquanto estou contigo. Todos esses momentos de volúpia e paixão levaram ao nascimento de um sentimento que abriu um novo nível de confiança e comunicação, criando uma ligação mútua de amor. Isso provoca um constante toque entre duas almas, que justificam todos os sacrifícios e loucuras. Cada segundo contigo, vale a pena… É bom sentir tudo isto, é bom poder renascer a teu lado, num instante de purificação interior. Imploro-te, peço-te, que fiques sempre nos meus braços, agarra-te ao meu corpo e nunca me largues, como se fosse a única forma de sobrevivência. Amor, esta é por ti, por tudo, pela importância, pela companhia e, principalmente, por esse sentimento que é e será sempre recíproco.