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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Uma língua em perigo

Hoje tudo é escrito na Internet, desde um trabalho indispensável a algo sem importância. Desde pesquisas à elaboração de textos tudo passa pela Internet. É um ciclo vicioso. A sociedade está viciada em trabalhar neste dispositivo o que, no meu ponto de vista, a médio/longo prazo pode castigar a língua portuguesa. Não tenho quaisquer rodeios em expressar a minha opinião no que se trata deste facto, um vez que várias abreviaturas e erros básicos começaram a aparecer de uma forma estonteante com a banalização que se tem tornado o uso da Internet.

Perante isto fica-se com uma dúvida: será que a internet ajuda a que apareçam mais erros ortográficos ou ela vem apenas o levantar do véu de  muitos problemas linguísticos? Para mim, vem ajudar a que os erros aumentem. A velocidade com que se digita informação detém, naturalmente, inúmeras gralhas. A comunicação é mais rápida, eficiente e o mais importante de tudo é grátis, o que leva a uma grande procura. De acordo com a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), no primeiro trimestre de 2010, aproximadamente metade dos lares de Portugal continental (48,8%) dispunham de acesso à Internet. Se é bom para um país estar evoluído tecnologicamente o que se pode dizer da possibilidade das perdas diárias do uso do bom português? Esta democratização da Internet pode causar estragos em pequena ou media escala causa a nível nacional num futuro próximo, principalmente na faixa etária mais jovem.

Normalmente o uso de abreviaturas é bastante utilizado neste espaço, algo que até podia ser bom. Até porque se treina o processo de abreviação, mas tornar-se um malefício pois o uso torna-se tão recorrente que acaba-se por assimilar essa abreviação como a verdadeira palavra. Dados referentes a 2010 confirmam que a Internet é usada para procura ou verificação de factos por 42,2% dos internautas. O problema nisso é que criou-se a lógica que se está na Internet, é porque a informação é correcta e fidedigna. Um erro comum cada vez mais recorrente. Com tudo isto um grande problema começa a nascer: o desprezo pelos livros.

Assim sendo, a rápida pesquisa na Internet torna-se indispensável para o uso de trabalhos. Nas escolas, por exemplo, isso é já uma exigência. Mas esse requisito pode ser prejudicial, uma vez que o computador assinala e corrige os erros que são feitos ao longo da sua redacção. O utilizador não dá a devida importância aos erros acabando por voltar repeti-los num futuro próximo. O erro torna-se natural e escrever de forma correcta não…

A excessividade de erros e o uso frequente do “calão” são normais no dia-a-dia da Internet, espaço onde a língua portuguesa é muitas vezes desprezada. Os erros feitos durante a sua utilização, são vários e graves, tendo os utilizadores pouco cuidado com o que escrevem e procuram. Aliás, criou-se mesmo uma nova linguagem neste dispositivo com trocas de x e de s. Coerente? Nem por isso, a verdade é que na Internet não tem sido dado o real valor da língua portuguesa. Um dos espólios mais importantes de um povo, portanto é necessário cada mais proteger e preservar esta língua para não correr o risco de perde-la no futuro.

 

A vitória do jornalismo on-line em Portugal

O aparecimento da Internet revolucionou a vida em sociedade, passou a ser vital em qualquer tipo de actividade em todo o mundo. Com uma taxa de penetração inacreditável, é muito provavelmente uma das ferramentas mais utilizadas durante o dia-a-dia. Houve uma propagação em grande escala e o jornalismo não foi excepção no uso (e abuso) das novas redes de informação.

Nesta profissão em específico tornou-se indispensável a sua utilização, aliás agora é quase impossível trabalhar sem ela. Apesar da sua curta história, o jornalismo (em qualquer registo) nunca mais foi o mesmo desde implementação da Internet. O primeiro jornal on-line no mundo foi o norte-americano The New York Times, em 1970. Contudo, só na década de 90 é que a o jornalismo on-line chega a Portugal. Os jornalistas lusos começavam então a descoberta pelo mundo digital…

O jornalismo on-line em Portugal tornou-se uma realidade em 1995, através do lançamento do site do Jornal de Notícias, a 26 de Junho, mas a RTP foi a grande pioneira com o site a ser registado oficialmente como domínio a 28 de Maio de 1993. Em Janeiro de 1998, novo avanço… O semanário Setúbal na Rede entra para história do ciberjonalismo português como o primeiro jornal exclusivamente on-line em Portugal.

De facto, a Internet teve uma enorme importância para a evolução do jornalismo a nível mundial, disponibilizando várias funções que outrora eram impossíveis de conseguir. A rapidez da disponibilização da notícia é um exemplo gritante. Há uma maior capacidade de informar em momento real, ou seja, existe uma enorme distribuição instantânea. A verdade é que com este fenómeno mundial tornou-se possível a qualquer pessoa poder estar informada de uma forma corrente, mas também mais rápida. E isso tomou grandes proporções, revolucionando toda uma indústria…  

Hoje, o on-line em Portugal é uma aposta ganha, ninguém tem dúvidas que é o presente e o futuro do jornalismo. O número de visitas nos sites cresce de ano para ano e são batidos novos recordes. Este é um negócio bastante rentável para um meio de comunicação social, uma vez que exige um baixo custo de produção. O jornalismo tornou-se mais versátil e consistente, foi dada uma ideia de uma actualização constante, o que mostra um meio de comunicação atento 24 horas de dia e acima do acontecimento. O on-line foi, claramente, uma lufada de ar fresco num nicho de mercado estagnado, tornando-o mais global e próximo do cidadão.