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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Capítulo 4 - Como é o custo de vida em Londres?

Primeiros dias de Outubro de 2016... Londres é provavelmente uma das cidades que desperta mais curiosidade a nível mundial, imensa gente tem o sonho de viver aqui pelo menos uma temporada. Poder ter a experiência de passar pelos locais mais emblemáticos daquela que é uma das capitais mais cosmopolitas da Europa. E é justa essa curiosidade, pois a cada rua podes ser surpreendido com algo completamente diferente e especial...   
Mas esse interesse voraz neste lugar acaba por ser nocivo em alguns aspectos, talvez um dos mais relevantes seja o custo de vida. Londres é uma cidade cara! O mercado imobiliário é provavelmente um dos mais lucrativos na capital britânica, sendo os preços bastante elevados. Mesmo um estúdio aqui é uma autêntica loucura! É uma verdadeira dor de cabeça encontrar algo que corresponda com a qualidade/preço.
Já a rede de transportes é incrível! Com 11(!) linhas diferentes, o Metro pode levar-te a qualquer lugar da cidade de forma rápida. Eu uso os autocarros, pois tenho a sorte de ter um directo para o trabalho. Em Londres, uma viagem de autocarro custa sempre uma libra e meia independentemente se fores até à paragem seguinte ou até ao final do percurso. Apesar de haver um passe mensal (cerca de 80 libras por mês), para mim fica mais barato pagar diariamente (3 libras por dia)...     
Talvez uma das coisas que mais surpreendeu foi mesmo a comida, Sinceramente, estava à espera que os preços fossem mais caros. Muitas das coisas acabam por ser mais baratas do que em Portugal. Há imensas lojas (Iceland, Sainsbury's, Lidl, etc.) com preços acessíveis, basta perder algum tempo a fazer um bom planeamento e é possível poupar algumas libras mensalmente.
Desde que lembro que tenho um vício de comprar uma coisa - LIVROS! Londres é um paraíso neste panorama, os preços são mesmo maravilhosos! Vou dar um pequeno exemplo: comprei a trilogia do Milennium do Stieg Larsson por 3 libras, ou seja, paguei uma libra por cada livro... Vale mesmo a pena comprar, a diversidade é enorme e os preços são sempre apetecíveis!  

Em suma, o essencial é ter capacidade de gerir o dinheiro, isso é o segredo de teres ou não uma vida mais desafogada na capital inglesa. Mas isso acontece em qualquer lugar...

 
 

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Páginas Folheadas (9) – Aposta nacional

Quando vos disse que neste mês o Um Mar de Recordações ia ter bastante enfoque na literatura não estava a brincar. Hoje temos mais uma rubrica das Páginas Folheadas onde deixo algumas recomendações de livros que merecem ser lidos! Espero que estejam a gostar deste Abril de muita literatura, em caso afirmativo digam na caixa de comentários se querem que continue a produzir este tipo de posts. A nova edição desta rubrica aborda a temática dos autores nacionais. Na minha perspectiva, é importante cada vez mais preservar e elogiar aquilo que é produzido pelos escritores portugueses. A cultura é um dos pilares da sociedade e mara a história de um país. Apostar na cultura é sempre algo seguro! Assim, é essencial apoiar a arte que é produzida em Portugal seja ela na literatura, na música ou no audiovisual. Vamos então às minhas sugestões:

Os Maias – Publicado em 1888 por Eça de Queiroz, os Maias é uma obra que descreve a história de uma família ao longo de três gerações, dando especial destaque ao amor incestuoso entre Carlos da Maia e Maria Eduarda. Repleta de discrições, é um fiel retrato da sociedade portuguesa na segunda metade do século XIX. O importante é não ficar intimidado com as primeiras páginas!

Mensagem – A única obra de Fernando Pessoa em vida foi publicada no ano de 1934 (um ano antes da sua morte). Composto por 44 poemas, este livro retrata do glorioso passado de Portugal e a decadência existente na época em que o livro foi escrito. Uma leitura que leva a uma enorme reflexão do leitor. Destaco principalmente os versos de Mar Português.

O Cavaleiro da DinamarcaSophia de Mello Breyner editou O Cavaleiro da Dinamarca em 1964, o conto infantil que conta a viagem de um cavaleiro que pare em peregrinação à Terra Santa, para orar na gruta onde Jesus de Nazaré tinha nascido. Perfeita para quem procura dar incutir o gosto pela leitura a uma criança!

 

Qual é o vosso livro favorito de autor português? Acham que está a ser feito o suficiente para promover a nossa cultura?

 

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Páginas Folheadas (8) – No mundo da fantasia

Reparei que faz algum tempo que não fazia alguma recomendação literária, esta rubrica andou um pouco parada o que não me agrada nada. Assim sendo e para compensar esta grave falha, o mês de Abril vai ter muitas sugestões no que diz respeito a livros. Não escondo a ninguém que é uma das áreas que mais me fascina, portanto parece-me mais do que justo mostrar essa paixão por aqui. Vamos então dar um pontapé de saída com um dos géneros que mais gosto de ler – a fantasia. Confesso que sou um apaixonado por esse tipo de livros, grande parte da minha adolescência foi passada a ler este tipo de obras. Vou então deixar algumas das minhas leituras preferidas, todas elas fazem parte de trilogias. Espero que gostem destas escolhas!

- Senhor dos Anéis: Uma trilogia de livros escrita pelo escritor britânico J. R. R. Tolkien, publicado entre 1954 e 1955. Uma aventura extraordinária pela Terra-Média, no qual Frodo e companhia partem na demanda pela destruição do anel. É bastante saboroso desfrutar desta viagem contada através das pinceladas do génio que é Tolkien. As descrições ao longo da obra são simplesmente brilhantes!

- Joias Negras: Da autoria da Anne Bishop, os livros publicados entre 1998 e 2000, é-nos um registo extraordinário num mundo extremamente detalhado. O que me fascina nesta obra é todas as questões morais e sociais que são levantadas ao longo das páginas. Uma fantástica demonstração de uma abordagem forte do que é a luta pelo poder. Uma trilogia que cativa da primeira à última página.  

- Senhores da Guerra: Publicado entre 1995 e 1997, é uma trilogia de livros escrita por Bernard Cornwell sobre a lenda do Rei Artur. Para quem é fã sobre esta lenda, é mesmo uma leitura obrigatória. É feito um relato completamente díspar daquilo que estamos habituados na ficção arturiana. Destaque especial para toda a estratégia bélica existente nestas obras, algo que me deixou bastante agradado.

 

Gostam de livros de fantasia? Qual é o vosso género literário favorito?

 

A minha página de autor está quase a chegar aos dois mil gostos graças à vossa ajuda incrível em apoiar este meu sonho, o que vos peço é mais um esforço para chegar a este patamar. Posso contar com a vossa ajuda? É algo muito simples e ajuda imenso na divulgação! Segue-me também no:

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Imagem espontânea (32) – O Instagram contra-ataca…

Não estava nada à espera de receber tanto apoio neste tipo de rubrica, por isso decidi fazer-vos uma pequena surpresa e brindar-vos com uma novo post com mais algumas fotos retiradas da minha conta no Instagram (@miguel_alexandre7)! Como já tinha referido o meu objectivo passa por tornar o Um Mar de Recordações mais próximo de vocês leitores e estas retrospectivas são apenas mais uma medida para atingir essa meta. Faço votos para que estejam a gostar destas mudanças e continuem a apoiar e a dar força a este projecto que cresce cada vez mais graças a vocês! Um sincero obrigado a todos os que perdem um bocado do vosso dia para comentar este espaço. Tem sido absolutamente fantásticos e estão a ajudar a que 2014 seja um ano ainda mais excepcional. Assim sendo, espero que gostem destes novos momentos que escolhi para vocês!

Eu e TU.jpgMar.jpg

1 – Uma selfie com a mulher da minha vida. Com ela, os sorrisos são sempre uma constante!

2 – Quando estou num bloqueio criativo nada melhor do que fazer uma visita ao mar…

MILKA.jpgAnalogia.jpg

3 – Já vos disse que sou guloso? Não? Confesso, o chocolate é a minha perdição!

4 – Pela primeira vez vi o meu livro numa livraria, não podia estar mais orgulhoso por esta conquista.

YOUTUBE.jpgTénis.jpg

5 – O primeiro vídeo daquele que é o começo da minha aventura pelo Youtube. Podes subscrever o canal aqui.

6 – O ténis é uma das minhas grandes paixões, sempre que posso gosto de fazer um treino. Sabe sempre tão bem!

Entrevista.jpgMarisco.jpg

7 – A primeira entrevista de promoção d’ A Analogia da Morte nos estúdios da Sesimbra FM. Inesquecível!

8 – Fechar o fim-de-semana com marisco, nada melhor para motivar para uma semana de muito trabalho… 

 

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Imagem espontânea (31) – Instagram Time

Hoje trago-vos uma Imagem Espontânea muito diferente do que é habitual neste blogue. Em vez de algumas fotos sobre algum espaço que visitei recentemente vou fazer uma pequena retrospectiva dos últimos dias através da minha conta de Instagram (@miguel_alexandre7). Como sabem ultimamente tenho tido oportunidade de viver momentos inesquecíveis, sendo assim decidi começar a partilhar com vocês algumas dessas situações. Com o objectivo de tornar o Um Mar de Recordações um espaço cada vez mais pessoal e intimo. No fundo, o desejo passa por tornar este cantinho mais próximo de vocês leitores, faço votos para que gostem desta decisão. Já agora querem mais posts deste tipo? Espero que esta pequena colectânea seja do vosso agrado e se gostaram do conteúdo e ainda não me seguem nesta aplicação estão mais que convidados a fazê-lo!

Blogue.jpgCataplana.jpg

1 - Um espaço que é cada vez mais o meu orgulho! 

2 - Um almoço simplesmente delicioso, adoro esta cataplana!

Analogia.jpgtreino.jpg

3 - A chegada do meu primeiro livro - A Analogia da Morte - a casa. Um momento extremamente emocionante!

4 - Os meus longos treinos para a meia-maratona. O desporto é um autêntico vício!

Bolacha.jpgBolacha.jpg

5 - Bolo de bolacha: a minha sobremesa favorita! Sim, eu sou guloso!

6 - O meu primeiro livro chegou há pouco tempo, mas o segundo já está a ser escrito!

Sonho Febril.jpgChiado.jpg

7 - Sou um viciado por leitura, ultimamente tenho mergulhado nas palavras de George R. R. Martin... 

8 - Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é de passear por Lisboa. Uma cidade apaixonante!

 

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Páginas Folheadas (7) – A Chave para Rebecca

Há algumas semanas tive oportunidade de mergulhar num livro que me encantou pelo seu enredo e respectivo desenvolvimento. A Chave para Rebecca, do britânico Ken Follett, foi uma fantástica surpresa. Publicado originalmente em 1980, tornou-se um enorme sucesso literário a nível mundial. Em Portugal, a obra foi editada recentemente pela Bertrand Editora.

Elogiada pelo detalhe histórico com que descreve o Égipto durante a Segunda Guerra Mundial, A Chave para Rebecca é um thriller cativante da primeira à última página. A obra decorre durante o Verão de 1942, num momento em que Rommel parece quase imbatível, aproveitando o espião Alex Wolff e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier – Rebecca. Wolf cruza o escaldante deserto do Saara e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. Enquanto isso, o  major Vandam encontra-se no seu encalço e encarrega a encantadora Elene de seduzi-lo. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo… Qual das duas facções vai sair por cima?

Algo que me agradou bastante nesta obra foi ver como era a espionagem antes da era tecnológica e entender como as coisas evoluíram tão rapidamente. De facto, para quem gosta de uma boa intriga este é o livro certo, quando se começa a ler é complicado não ficar deliciado com estas páginas de cortar a respiração. Ao longo de todo o enredo, há uma tensão que vai crescendo e que é muito bem explorada por Ken Follett. A capacidade narrativa do britânico é extraordinária, confesso que adoro a forma como ele escreve. Através de descrições fantásticas fazemos quase uma viagem no tempo para assistir a todos os acontecimentos. Além disso, destaco a riqueza e diversidade de personagens, é fácil ficar ligado com os diversos caminhos tomados por cada elemento da história. Cada um acaba por lutar contra os seus fantasmas…

Aproveitando o sucesso, a obra acabou por ganhar uma versão cinematográfica. Em 1985, o filme estreou nas televisões numa longa-metragem dividia em duas partes com quatro horas de duração. As filmagens decorreram na Tunísia e o director da adaptação foi o inglês David Hemmings.

Imagem retirada de: http://portalivros.wordpress.com/ 

Quem já leu este livro? Qual é a vossa opinião sobre a escrita de Ken Follett? Gostam de livros que retratam acontecimentos históricos?

 

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Páginas Folheadas (6) – O Dragão de Inverno

Hoje, no Páginas Folheadas, venho falar-vos de uma obra que li muito recentemente, falo d’ O Dragão do Inverno, de George R. R. Martin. O autor da mediática saga Guerra dos Tronos (‘As Crónicas de Gelo e Fogo’ em livros) publicou uma série de contos de literatura fantástica e ficção-científica. O livro conta com dez histórias e é a tradução de alguns contos presentes em ‘GRRM: A RRetrspective’ (2003). Em Portugal, o livro foi publicado em 2012 pela editora Saída de Emergência.

Algo que desde logo me deixou agradado é que antes de cada conto existe uma contextualização do próprio George R. R. Martin. Na minha perspectiva é bastante interessante e didático ele contar um pouco das peripécias que se deparou ao longo da construção e publicação de cada texto. Acrescenta valor ao texto e as abordagens são bastante elucidativas. 

Confesso que sou um grande fã do estilo de Martin. É numa escrita fluída e criativa que o escritor norte-americano leva-nos a emocionantes e interessantes histórias. A sua mestria na exploração literária é arrebatadora, exibindo um forte dinamismo ao longo de todos os textos. É fácil e natural começar a imaginar os espaços descritos, as palavras facilmente invocam o lugar, o que demonstra a boa capacidade existente em todos os enredos. 

Nestes dez contos, há uma grande diversidade de temáticas desde dragões até viajantes do tempo. Dado aos vários temas apresentados, há alguns que pessoalmente me cativaram mais – como por exemplo Recordando Melody, Variações falaciosas e Retrato dos seus filhos – do que outros. De facto, é impossível ler uma pequena colectânea de todos os contos que estão integrados. Uma coisa é garantida em todos eles há uma grande qualidade na escrita. Assim sendo, na minha opinião, é uma obra bem executada e que expõe o talento do autor neste género literário… 

 

 (Se ficaste interessada/o no livro, clica na imagem para comprar)

 

Para quem já leu o livro, qual é o vosso conto favorito? Gostam da escrita de George R. R. Martin? São fãs do estilo de fantasia?

 

 

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