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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (32) – O Instagram contra-ataca…

Não estava nada à espera de receber tanto apoio neste tipo de rubrica, por isso decidi fazer-vos uma pequena surpresa e brindar-vos com uma novo post com mais algumas fotos retiradas da minha conta no Instagram (@miguel_alexandre7)! Como já tinha referido o meu objectivo passa por tornar o Um Mar de Recordações mais próximo de vocês leitores e estas retrospectivas são apenas mais uma medida para atingir essa meta. Faço votos para que estejam a gostar destas mudanças e continuem a apoiar e a dar força a este projecto que cresce cada vez mais graças a vocês! Um sincero obrigado a todos os que perdem um bocado do vosso dia para comentar este espaço. Tem sido absolutamente fantásticos e estão a ajudar a que 2014 seja um ano ainda mais excepcional. Assim sendo, espero que gostem destes novos momentos que escolhi para vocês!

Eu e TU.jpgMar.jpg

1 – Uma selfie com a mulher da minha vida. Com ela, os sorrisos são sempre uma constante!

2 – Quando estou num bloqueio criativo nada melhor do que fazer uma visita ao mar…

MILKA.jpgAnalogia.jpg

3 – Já vos disse que sou guloso? Não? Confesso, o chocolate é a minha perdição!

4 – Pela primeira vez vi o meu livro numa livraria, não podia estar mais orgulhoso por esta conquista.

YOUTUBE.jpgTénis.jpg

5 – O primeiro vídeo daquele que é o começo da minha aventura pelo Youtube. Podes subscrever o canal aqui.

6 – O ténis é uma das minhas grandes paixões, sempre que posso gosto de fazer um treino. Sabe sempre tão bem!

Entrevista.jpgMarisco.jpg

7 – A primeira entrevista de promoção d’ A Analogia da Morte nos estúdios da Sesimbra FM. Inesquecível!

8 – Fechar o fim-de-semana com marisco, nada melhor para motivar para uma semana de muito trabalho… 

 

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Um luto devastador

Passou um mês depois daquela tempestade devastadora, mas ainda permaneciam alguns destroços do dia sinistro. A vila tinha perdido a sua alegria, outrora colorida e jovial, agora eram os tons negros que imperavam. Parecia um local completamente transfigurado. A população ainda estava a tentar absorver a perda de Bruno Pires. O jovem desaparecera sem deixar rasto naquele temporal destruidor. Naquela pequena vila piscatória, a saudade ainda era extremamente dolorosa.

Numa tosca casa junto ao mar, o silêncio reinava. No chão sentado contra a parede um embriagado José Brandão permanecia miseravelmente. Desde da tempestade que não tinha voltado ao mar. Estava com um aspecto deplorável, umas longas olheiras mostravam o pouco descanso que tinha tido nos últimos tempos, enquanto uma barba por fazer dava ênfase ao desnorte daquele homem. O seu olhar não tinha qualquer tipo de vida, era uma sombra do corajoso e aventureiro capitão. Lá fora começou a chover com uma enorme intensidade, cada gota parecia uma faca no seu coração ferido, numa dor ardente e contínua.

Com o desenrolar dos minutos aquele som destrutivo fê-lo sentir algo diferente, desejou pela primeira vez enfrentar os fantasmas do passado.  Não saia de casa há algum tempo, isolara-se naquela depressão destruidora. Culpabilizava-se pela morte do seu companheiro.  Grunhiu ao tentar mexer as suas pernas dormentes, os primeiros passos foram extenuantes. Parecia estar a tentar redescobrir a sua força. Saiu de casa de uma forma desarticulada. Sabia onde tinha de ir, precisava de enfrentar o seu medo.

Quando Brandão percorreu o denso areal, ficou parado em frente do mar agitado. Ao fundo observava a zona de rebentação. As lágrimas caíam-lhe fervorosamente. Continuava revoltado. Gritou descontroladamente, parecia um homem possuído.  Permaneceu num longo silêncio depois daquela descarga emocional. Apenas desejava que o tempo voltasse atrás. Ficou assim durante horas, Só abandonou aquele local quando a última gota caiu do céu, aquela era a sua homenagem.  Antes de ir embora largou um “Desculpa ter-te falhado companheiro” quase imperceptível…

 Imagem retirada de: http://oglobo.globo.com/

Parte 1 | Parte 2

 

 

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Enfrentar a força do mar

A onda aproximava-se perigosamente, por momentos José Brandão ficou petrificado. Um medo intenso percorreu-o, durante preciosos segundos permaneceu de boca aberta sem reacção. Não conseguia mexer-se, atordoado por aquele destino incerto. Parecia estar numa luta interna para combater aquele sentimento novo que tinha dentro de si. No entanto, a sua longa experiência a enfrentar contrariedades levou a melhor.  Abanou freneticamente a cabeça. Deu uma chapada na cara e voltou a si. “Quero toda a gente a agarrar-se ao barco, vamos sair desta vivos”, rugiu bem alto para os cinco companheiros que sempre o acompanhavam naquelas longas jornadas marítimas.

A chuva caía ainda com mais força, a tempestade estava cada mais intensa. Em 30 anos no mar Brandão nunca tinha visto uma onda daquele tamanho. Na sua mente, os remorsos de ter colocado tantas vidas em perigo estavam a atormentá-lo. Cerrou os punhos, tinha de esquecer isso. Era necessário reagir aquele perigo, precisava que todos se salvassem. A sua personalidade forte e audaciosa rugia exuberantemente. O embate estava perto, agarrou-se ao leme com todas as forças que possuía. Gritou sonoramente quando a onda se aproximava, enfrentando aquele gigantesco perigo. Era um capitão obstinado que não virava à cara a um desafio.

Devastadora a onda levou o barco a frente, os tripulantes gemeram  com a força do impacto. Brandão foi abalroado com aquela força destrutiva dando perigosos abanões. A sua respiração estava acelerada, mas ainda assim deu um pequeno riso quando aquilo terminou. Contudo, aquela vitória durou pouco. Á sua frente uma onda do mesmo tamanho preparava-se para atingir a embarcação. O impacto foi mais doloroso, o leme quase que cedeu. O capitão arquejou, as suas forças fragilizaram. Receoso, olhou para o horizonte e reparou que as próximas ondas seriam mais pequenas. Suspirou de alivio, aquilo daria tempo. Gritou pelos nomes dos seus companheiros, gelou quando Bruno Pires não respondeu. O medo devorou-o, baixou a cabeça de forma derrotada e voltou a agarrar-se ao leme. Aquele seria um dia difícil. Enquanto isso, a chuva caía com força…

 Imagem retirada de: http://www.imagenesfullhd.com/

Parte 1

 

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Dentro de uma tempestade devastadora

Chovia torrencialmente, o mar estava muito perigoso. O tempo parecia não dar tréguas, nem dava mostras de alguma melhoria. Naquele oceano, apenas um pequeno barco encontrava-se a lutar contra aquelas ondas enormes. Considerados loucos e corajosos pela comunidade, aqueles audaciosos marinheiros não viravam a cara à luta. As ondas cada vez estavam maiores, as vidas daqueles homens estavam em constante perigo.

Ainda assim o capitão daquele barco, não parecia atormentado com medo. José Brandão, era experiente e já tinha passado por outros desafios. Nada o atormentava! Num corpo tonificado, a sua pele estava  castigada pela idade, os seus lábios secos e com sabor salgado. Era um autêntico lobo do mar. Destemido e pronto para uma nova aventura. Naquela manhã ignorou todas as previsões e decidiu mesmo assim partir para o mar. 

Completamente encharcado, olhou para o horizonte. O mar estava a ficar mais agitado, José Brandão não teve outra opção além de se agarrar ao leme com força para não perder o equilíbrio. A chuva caía cada vez com mais intensidade, não deixando ver nada à sua frente. Aquele capitão percebeu que aquela era uma tempestade completamente diferente de todas as outras que tinha enfrentado. De repente, reparou no aparecimento de uma enorme onda, isso fez com que entendesse o verdadeiro perigo em que estava. “Merda”, praguejou.

Imagem retirada de: www.ojovemeomundo.com

 

 

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Imagem espontânea (13)

Após o desafio fotográfico do Sapo Blogs, a Imagem espontânea regressa ao Um Mar de Recordações para a sua décima terceira edição. A foto que vos trago hoje foi tirada durante uma visita a Óbidos, na Foz do Arelho. Este local é uma vila (foi elevada recentemente: em Junho de 2009) e freguesia portuguesa do concelho de Caldas da Rainha, que é conhecida como destino de férias por possuir praias fabulosas. De facto, é um local de beleza natural enorme e que recomendo vivamente a quem puder visitar! Aliás, a escolha desta fotografia deveu-se à presença do mar, mas também por poder retratar muito bem o título deste blogue. Espero que gostem da foto, bem como da respectiva ilustração e que deixem as vossas opiniões!

 

 

“O mar não é um obstáculo: é um caminho.” (Amyr Klink)