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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Hipnose televisiva

Desde o seu aparecimento, a utilidade televisão tem motivado muito debate. Afinal a televisão forma ou empobrece o cidadão? Esta é uma dúvida pertinente cada vez mais presente no quotidiano. A aposta na imbecilidade da televisão confirma que pouco se ganha ao ligar este aparelho. A razão para esta afirmação? Simples. Cada vez mais chegam até nos programas única e exclusivamente para aumentar o “share” do canal e que não beneficiam em nada o telespectador. Não se está preocupado em melhorar competências, mas em ganhar dinheiro com este negócio.
Infelizmente, os canais televisivos raramente transmitem programas culturais, que instruam o povo português. Muito pelo contrário. Inúmeros programas com pouco teor cultural, entram nas nossas casas com uma frequência aterradora, como por exemplo os “reality shows”, que não tem qualidade alguma. Programas como estes desfilam dramaticamente nas grelhas televisivas e cada vez mais multiplicam-se.
Mas não é só nos “reality shows” que existe problemas. Uma coisa que me revolta é o facto de o horário nobre estar repleto de telenovelas, a história é sempre a mesma e começa cada vez mais a tornar-se saturante. O que mais me choca é que continuam a ser vistas por inúmeras pessoas, tendo um “share” altíssimo… Há como que uma hipnose televisiva em Portugal! A televisão é um espalho da sociedade, portanto se temos uma sociedade retrógrada, tacanha e negativa, a televisão apenas reflecte exactamente isso…
É certo que este aparelho deve chegar a todas as faixas etárias, mas é possível fazê-lo de forma diferente e com melhor qualidade. Existem tão bons programas que podiam ser posicionados em lugares destaque que torna-se inconcebível a continuação de produtos com tão pouca qualidade.
Algo que me preocupa neste actual estado da televisão é que em horários simultâneos encontram-se a dar programas semelhantes em canais diferentes. Torna-se cada vez mais complicado para um telespectador que não aprecie um certo tipo de produto encontrar um registo diferente. Na minha perspectiva, é necessário alterar a grelha televisiva drasticamente para que todos os espectadores se possam sentir atraídos pelo que vêem. No caso da televisão nacional é certo uma coisa: é urgente mudar e necessário inovar.

 

A força de acreditar

Sempre apontei para grandes façanhas, mas será que se não tivesse expectativas altas, faria com que nunca me magoasse? Dúvida, ainda estou repleto num mar de dúvidas. Depois de muita indecisão e uma demolidora dose de nervosismo, estou muito próximo do meu sonho. O grande dia chegou, finalmente terminei a minha tese de mestrado! O desafio mais fácil está conseguido, agora sim vão aparecer os desafios reais. Foi uma dura batalha chegar até estas quarenta páginas e apresenta-las, mas hoje tudo chegou ao fim.

Julgo que sem esforço e dedicação é impossível atingir os objectivos a que nos propomos, é necessário estar completamente focado nesse fim, concentrado até ao último segundo. Estive-o durante vários meses em busca deste meu desafio. Apesar das dúvidas que persistem, hoje é um dia de alegria. É impossível roubarem-me este sorriso. Na verdade, a vida é feita destas vitórias, destes momentos de satisfação com nós próprios.

Apesar desta caminhada difícil sempre me mantive concentrado e focado no grande objectivo. Não descansei até dar por terminado este trabalho. Lutei até encontrar a melhor palavra, a melhor frase, o melhor raciocínio para que tudo pudesse fazer sentido. Hoje mereço um dia para celebrar depois de vários a deambular pelos caminhos do jornalismo on-line. Momento único este poder saborear mais um degrau que foi subido numa interminável escadaria. A escadaria dos sonhos…

O alívio de não me ter desiludido, a alegria de estar tão próximo é a melhor coisa do mundo. Felicidade no seu estado puro. De facto, os sonhos comandam a vida que ninguém tenha dúvidas disso. E, hoje, num dia em que um sonho avançou finalmente para o seu fim, outros começam a crescer e a aparecer. Por vezes, eles são difíceis de realizar, mas quando se luta por eles tudo é possível. Basta sonhar, acreditar e nada é impossível.

 

A minha caminhada universitária:

Uma homenagem à rádio

Amanhã, comemora-se, pela primeira vez, o Dia Mundial da Rádio, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Uma das maiores evoluções do século XIX foi o aparecimento da rádio. Tornou possível uma maior divulgação, além de uma capacidade de chegar mais rápido a um maior número de pessoas.

A data tem como objectivo consciencializar o público e os meios de comunicação acerca da importância da rádio, alertar para a criação e acesso à informação, bem como melhorar a cooperação internacional entre os organismos de rádio-difusão.

Este aparelho receptor de radiofonia foi inventado pelo norte-americano D. Hughes, em 1879, que construiu um emissor-receptor rudimentar. Este acabaria por ser o primeiro antepassado da rádio que conhecemos. Após muita evolução foi mesmo nos Estados Unidos da América que apareceu a primeira emissora de rádio decorria o ano de 1920. Tinha nascido o movimento da voz.  

Segundo a UNESCO, é necessário considerar a rádio como um meio de comunicação de baixo custo, apropriado para chegar às comunidades longínquas e às pessoas vulneráveis. A rádio é um meio de comunicação de massa, mais prevalente no mundo, com capacidade de atingir 95 porcento da população do planeta, assegura o organismo mundial.

Em Portugal, a primeira emissora da rádio surgiu em 1925, onde Abílio Santos Jr. foi o grande impulsionador. Eram rádios amadoras, também conhecidas como Rádios Minhocas, ou seja, emissoras com poucos recursos que muitas vezes faziam rádio como passatempo. Nessa altura, a música, as palestras e programas infantis eram os três sectores que a rádio aposta. O desejo passava por chegar ao maior número de pessoas possíveis, desde do público mais idoso ao mais novo, desde do público mais intelectual até às pessoas com menos formação. Tornou-se um meio de massas por excelência.  

Actualmente, a rádio já não tem a mesma força, para isso muito contribuiu a expansão da televisão e, mais recentemente, da Internet. Ainda assim continua no quotidiano da maioria das pessoas, a verdade é que a rádio ainda reflecte uma enorme importância para a nossa sociedade. Dessa forma, a criação desta data é legítima e pode ajudar este meio de comunicação a crescer.

Pessoalmente, julgo que a rádio é bastante útil pois tanto serve para ouvir música como para saber as noticias do dia. Existe uma dupla função de lazer e trabalho bastante importante para uma boa dinâmica. Este é um meio que serve para relaxar e nos abstrairmos do mundo lá fora, tornando-se num tónico perfeito para recarregar baterias.   

 

Morrer com dignidade num país envelhecido

Este país não é para velhos! Podia ser assim que os meios de comunicação podiam introduzir as últimas notícias que dão conta das recentes mortes de idosos que têm contagiado os noticiários nacionais. Num país onde existe cada vez mais longevidade de vida, é necessário accionar sectores que possam trazer tranquilidade aos últimos anos das pessoas idosas. É o mínimo a ser feito: dar a oportunidade de morrer com dignidade.

Estes casos causam mais estranheza por acontecerem nas grandes cidades e não em zonas mais recatadas do país. Seria mais natural acontecer nas províncias e o certo é que acontece, mesmo apenas não são falados pelos meios de comunicação social. Esta situação levanta um problema muito sério: como é possível em pleno século XXI não haver uma entidade oficial que possa evitar estas situações? A idade é muitas vezes sinónima de solidão e, mais cedo ou mais tarde, terão que se exercer mecanismo para acompanhar as pessoas que já não conseguem sobreviver sozinhas. Se há muito que havia a ideia do envelhecimento do país, penso que é natural aliar-se a isso uma preocupação pelo bem-estar desses mesmos idosos.

Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) deu conta que Portugal apresenta, desde 2006, mais idosos do que jovens. Obviamente que esta noticia não é surpresa para ninguém! Grande parte de nós já sabe, que vivemos num país (muito) envelhecido. Este estudo acabou apenas por ser a confirmação disso mesmo. Os tempos mudaram! Se em 1900 encontravam-se 100 jovens para 17 idosos, agora esta relação passou a ser de 112 para cada 100 jovens. Há muito que a pirâmide etária do país previa que isto fosse acontecer, sendo assim o abandono que existe da terceira idade torna-se mais complexo e estranho.

Se é certo que Portugal precisa de um rejuvenescimento imediato e que deve haver uma maior promoção da natalidade, as pessoas mais velhas não podem ser esquecidas…É preciso ajudas nos dois casos, pois ambos têm os mesmos direitos. E esse apoio tem que partir acima de tudo do poder local. A proximidade aqui é essencial! Têm surgido grupos a sensibilizar censos para a terceira idade, uma boa ideia que poderia prevenir muitas infelicidade… No entanto, estas medidas teriam de ser permanentes e não esporádicas.    

É certo que existe cada vez mais uma maior preocupação para trazer melhores condições de vida a esta classe. Existem medos implícitos com o envelhecimento e que merecem todo o apoio de profissionais nessa área. Assim, é essencial serem tomadas medidas que proporcionem boas condições de vida aos idosos, Este foco mediático pode ser a ‘desculpa’ para alterar uma situação que com o tempo só tende a aumentar.

 

 

 

A vitória do jornalismo on-line em Portugal

O aparecimento da Internet revolucionou a vida em sociedade, passou a ser vital em qualquer tipo de actividade em todo o mundo. Com uma taxa de penetração inacreditável, é muito provavelmente uma das ferramentas mais utilizadas durante o dia-a-dia. Houve uma propagação em grande escala e o jornalismo não foi excepção no uso (e abuso) das novas redes de informação.

Nesta profissão em específico tornou-se indispensável a sua utilização, aliás agora é quase impossível trabalhar sem ela. Apesar da sua curta história, o jornalismo (em qualquer registo) nunca mais foi o mesmo desde implementação da Internet. O primeiro jornal on-line no mundo foi o norte-americano The New York Times, em 1970. Contudo, só na década de 90 é que a o jornalismo on-line chega a Portugal. Os jornalistas lusos começavam então a descoberta pelo mundo digital…

O jornalismo on-line em Portugal tornou-se uma realidade em 1995, através do lançamento do site do Jornal de Notícias, a 26 de Junho, mas a RTP foi a grande pioneira com o site a ser registado oficialmente como domínio a 28 de Maio de 1993. Em Janeiro de 1998, novo avanço… O semanário Setúbal na Rede entra para história do ciberjonalismo português como o primeiro jornal exclusivamente on-line em Portugal.

De facto, a Internet teve uma enorme importância para a evolução do jornalismo a nível mundial, disponibilizando várias funções que outrora eram impossíveis de conseguir. A rapidez da disponibilização da notícia é um exemplo gritante. Há uma maior capacidade de informar em momento real, ou seja, existe uma enorme distribuição instantânea. A verdade é que com este fenómeno mundial tornou-se possível a qualquer pessoa poder estar informada de uma forma corrente, mas também mais rápida. E isso tomou grandes proporções, revolucionando toda uma indústria…  

Hoje, o on-line em Portugal é uma aposta ganha, ninguém tem dúvidas que é o presente e o futuro do jornalismo. O número de visitas nos sites cresce de ano para ano e são batidos novos recordes. Este é um negócio bastante rentável para um meio de comunicação social, uma vez que exige um baixo custo de produção. O jornalismo tornou-se mais versátil e consistente, foi dada uma ideia de uma actualização constante, o que mostra um meio de comunicação atento 24 horas de dia e acima do acontecimento. O on-line foi, claramente, uma lufada de ar fresco num nicho de mercado estagnado, tornando-o mais global e próximo do cidadão.