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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

O fim do mundo vai realmente acontecer?

Muitas teses foram e são formalizadas sobre um suposto fim do mundo. Apesar dessas inúmeras projecções sobre essa possível calamidade, o certo é que nada ainda se realizou…

Este tema voltou a ser base de grande discussão, após a comunidade cientifica recordar a existência de uma profecia Maia que previa o fim do mundo no final de 2012. Esse fenómeno tornou-se mundial e muitos são aqueles que temem a chegada dessa fatídica data. Mas desengane-se quem pense que o fim apocalíptico do mundo é um fenómeno actual…

Uma das mais conhecidas foi decerto a passagem do milénio. Especulou-se muito sobre a possibilidade do fim do mundo com a chegada do ano 2000 e acabou por haver uma enorme divulgação em torno deste tema. Depois de mais de uma década, o planeta encontra-se como estava, talvez um pouco mais poluído, mas é certo que não houve problemas de maior a registar. Assim, após este falso alarme, a credibilização sobre o fim do mundo roçou a nulidade e generalizou-se um grande cepticismo sobre esta problemática.

A profecia Maia não passa de mais uma teoria a juntar a tantas outras. Mas afinal o que esta tem de diferente? Antes de mais a sua autoria. Os Maias, civilização outrora situada na América Central, no actual México, foram os seus grandes impulsionadores. Para isso contaram com os vastos conhecimentos a nível científico e astrológico.

De acordo com este povo, encontramo-nos na terceira era, que começou a 12 de Agosto de 3114 a.C. e que termina a 21 de Dezembro de 2012. Nessa data, projecta-se catástrofes do foro ambiental, tais como terramotos, cheias, erupções vulcânicas, entre outras.

Grande parte da população achará a ideia ridícula, mas o aumento das catástrofes naturais por todo o mundo, as opiniões começam a divergir… Além disso, o calendário desta civilização, projectou vários cometas e asteróides que iriam passar pela Terra e até a data, não houve qualquer erro ou imprecisão. Aliás, se pensarmos que estas previsões já vêm de há mais de 500 anos e não tem qualquer mácula, torna-se no mínimo desconfortante. Fica a dúvida: se acertaram tudo até agora, será que voltam a acertar mais uma vez?

 

Acreditam na Profecia Maia? Dão algum valor às profecias do fim do mundo? Se o mundo terminar realmente a 23 de Dezembro, o que não deixavam de fazer?



Descredibilização do mito vampiro

O vampiro é talvez um das personagens mais comuns na literatura, existindo inúmeras versões do seu mito. Apesar, desta personagem já advir do século dezanove, só na actualidade ganhou um mediatismo incalculável. Muito provavelmente esta febre nasceu através da estado-unidense, Stephenie Meyer, autora da série Twilight, que trouxe uma nova visão desses seres mitológicos. Mas terá sido a forma mais correcta?

As histórias sobre vampiros são bastante antigas, aparecendo na mitologia de várias regiões, sendo os casos mais mediáticos a Europa e o Médio Oriente. Segundo a lenda, o vampiro é um ente mitológico que se alimenta de sangue humano para sobreviver, não podendo sair na luz do sol. Para além disso, dormem em caixões enquanto existe luz e atacam à noite, sendo que as formas de combatê-lo são o uso de objectos sagrados, alhos e água benta. Esta criatura veio amplamente a ser adoptada na literatura com estas características, mas se confrontarmos estas informações com o trabalho realizado por Stephenie Meyer, é fácil perceber que pouco ou nada se mantém a lenda original…

Na série Twilight, encontramos vampiros adolescentes com vidas extremamente ocupadas, lutando por manter em segredo a sua vida paralela. Como se isso não bastasse, estes seres quando estão em confronto com o sol brilham, como se algo de divino tivessem… A mesma divindade que supostamente os deveria matar! Para estes vampiros, a morte só acontecem quando são esquartejados e em seguida queimados. Algumas contradições, talvez mesmo contradições a mais da lenda original… Contudo, a aceitação foi incrível e existem milhões de seguidores desta série, principalmente o público do sexo feminino, isso acontece muito provavelmente pela utilização de uma reencarnação do amor vivido entre Romeu e Julieta, um amor impossível.

Não está em causa aqui a qualidade literária da escritora estado-unidense, mas sim a forma como ela reutilizou uma lenda com séculos de história. Apesar dos resultados dessa mudança estarem aos olhos de todos com um lucro astronómico, tenho grandes dúvidas se esta não será mais uma moda que daqui a alguns anos, vai encontrar-se gasta e esquecida por todos. É o preço de uma sociedade que se encontra na era das modas e que segue as tendências sem um espírito crítico.

John Polidori e Bram Stoker, dois dos autores vanguardistas neste mito na literatura, andam com certeza à volta nos seus respectivos caixões. Objecto esse com enorme simbologia neste mito, que nem dispõe de menção nos livros de Meyer. Na actualidade, observamos um vampiro desfigurado, completamente afastado da criatura maligna, que foi outrora. Agora o senhor das trevas não passa de um ser cheio de amor e compaixão pelos outros…