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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (29) – Europeias 2014

O Partido Socialista, liderado por Francisco Assis, venceu as Europeias 2014. A vitória era esperada, mas a vantagem revelou-se curta dadas as perspectivas iniciais. O PS elegeu oito deputados para o Parlamento Europeu com 31,46% da votação. Especial destaque para o valor histórico da abstenção com 66,10%, o maior de sempre! Uma situação preocupante que deve valer muita reflexão para todos os partidos políticos. Sem dúvida, um problema que deve ser combatido!

Numa campanha onde se falou muito pouco da Europa e dos problemas que ela atravessa, o derrotado da noite acabou por ser a Aliança Portugal (coligação entre o PSD e o CDS-PP), liderado por Paulo Rangel e Nuno Melo. A dupla arrecadou sete deputados com 27,71% da votação. Assim sendo, o povo decidiu castigar os partidos do governo pelas diversas restrições que foram feitas nos últimos três anos.

Importa também fazer referência ao desempenho da CDU, de João Ferreira, que aumentou as intenções de votos (12,68%) e elegeu três deputados. Os comunistas reforçaram a sua posição como terceira força política nacional. A surpresa da noite foi o Partido da Terra (MPT), que conquistou dois lugares no Parlamento Europeu (7,14% dos votos). Marinho Pinto destacou-se na noite eleitoral, a sociedade deixou uma forte mensagem da descrença que há na política nacional. Por outro lado, Marisa Matias, a única deputada eleita do BE, teve um fraco desempenho nas urnas (4,56%), um sinal de que os bloquistas precisam de alterar muita coisa para acabar com esta queda livre nas intenções de votos. 

Resultado das votações:

PS  31,46% (8 deputados eleitos)

Aliança Portugal (PSD e CDS-PP)  27,71% (7 deputados eleitos)

CDU 12,68% (3 deputados eleitos)

MPT  7,14% (2 deputado eleitos)

BE 4,56% (1 deputado eleito)

 

Um vitória justa do Partido Socialista? Quais as consequências destes resultados? O voto devia ser obrigatório em Portugal?

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Questões inevitáveis (22)

A semana passada foi uma das mais loucas que há memória em Portugal dignas que de um livro repleto de suspense . Na segunda-feira, Vítor Gaspar demitiu-se do cargo de Ministro das Finanças e para o seu lugar foi escolhida Maria Luís Albuquerque. No dia seguinte, surge o pedido de demissão de Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi negado por Pedro Passos Coelho horas depois. Os restantes dias foram uma luta constante para encontrar uma plataforma de entendimento para que a coligação continuasse viva. Até notícia em contrário, parece que esse entendimento foi conseguido.
Era difícil de prever estas constantes mudanças de guião sobre um assunto tão sério para o futuro do país. Houve mesmo momentos em que se sentiu serem importantes vitórias pessoais. O certo é que esta situação veio por ainda mais em causa a credibilidade e estabilidade desta união. De facto, o que Portugal menos precisa era de uma crise política e os mercados deixaram isso bem claro! Aliás, esta trapalhada ainda vai provocar vários prejuízos a medio-longo prazo.
A oposição, por seu turno, defende eleições antecipadas, justificando que é preciso abrir um novo ciclo político. Nesse contexto, o PS parte partiria com uma grande vantagem. É quase certo que José António Seguro acabaria por ser eleito primeiro-ministro com maior ou menor dificuldade. O PSD e o CDS-PP estão demasiado fragilizados para constituírem uma forte oposição, enquanto o PCP e o BE não são apontados como ameaça aos lugares de poder.
O país está num momento decisivo e é indispensável a maior responsabilidade por parte de todos os quadrantes políticos. É indispensável colocar o país numa melhor situação do que aquela que se encontra. O momento é agora. O trabalho está longe de ser fácil, mas é indispensável dar a volta a esta situação e meter Portugal num bom rumo.

 

 

Qual a vossa opinião sobre esta semana? Quem é que saiu mais prejudicado nesta situação? As eleições antecipadas são uma hipótese viável?

O (des)acordo ortográfico

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu que não haverá qualquer revisão do acordo ortográfico, mas adiantou a hipótese de acertos no Vocabulário Ortográfico Comum, que deverá ficar concluído em 2014. “Será apresentada uma versão beta ainda este ano e até 2014 será encerrado. Ainda nem sequer foram incluídas no Vocabulário Ortográfico Comum as contribuições de Angola e Moçambique”, reforçou à agência Lusa.
Por sua vez, o escritor Vasco Graça Moura, um dos mais acérrimos opositores do actual acordo ortográfico, defende “a supressão das asneiras que lá estão [no documento]”. “O acordo é uma pura manifestação neocolonialista negociada entre Portugal e o Brasil com o mero corpo presente dos outros países participantes e isso é uma ofensa a culturas que se produzem na nossa língua, em África, por exemplo”, enalteceu.
O acordo ortográfico está a tornar-se cada vez mais um desacordo ortográfico, tendo em conta a controvérsia que tem gerado em muitos quadrantes da sociedade. Antes de mais, questiono-me o porquê desta alteração, quais são os benefícios que advém desta mudança. Sinceramente não consigo encontrar uma razão forte para esta medida, até porque acredito que não são estas ideias que vão unificar a língua portuguesa. Assim sendo, o que fica de benéfico neste acordo? Pouco ou quase nada.
Para quem não sabe este é uma temática que já anda a ser discutida há 22 anos, ou seja, desde 1990(!). É inconcebível estar tanto tempo a discutir sobre algo sem ainda se ter chegado a uma conclusão palpável. Digna de ser apresentada à população. No meu ponto de vista, é inqualificável os anos que são necessários para se tomada uma decisão que vai influenciar cerca de cento e oitenta milhões de pessoas! Por alguma razão esta demora acontece: porque este acordo ortográfico, realmente, não faz sentido nenhum…
Num acordo que contém dezassete páginas e vinte e um tópicos são defendidas que as alterações são mínimas nos dois países de maior importância: Brasil e Portugal (0,5% e 1,5%, respectivamente). Contudo, a supressão das consoantes mudas é fortemente criticada em Portugal. Algo natural, até porque isto é uma modificação demasiado radical  e que levanta problemas básicos.  De um momento para outro a grande maioria das pessoas no nosso país deixou de saber escrever ‘correctamente’.
Existem inúmeros países com a mesma língua, mas com diferenciações que são derivadas à sua história, cultura e sociedade. Inglaterra e Estados Unidos da América são os melhores exemplos. É natural que isto aconteça, até porque promove uma diversidade linguística que permite uma constante evolução da língua. A tentativa de unificar o português é uma medida desnecessária, despropositada e desenquadrada. Reflecte uma visão limitada e pouco virada para um futuro que aposta cada vez mais na diversidade e não na união.
Apesar de ainda faltarem dois anos, a implementação deste acordo a 2014 continua a parecer pouco viável. Longínqua, mesmo! Ainda se vê poucas preparações para uma alteração deste tipo, o que me leva a defender que este é um assunto que vai voltar a ser adiado. Se não se consegue chegar a um consenso nesta medida, isso só significa que não existe uma preparação real para uma modificação deste tipo…

 

Questões inevitáveis (8)

Hoje marca o dia do primeiro ‘Questões Inevitáveis’ do ano, que regressa para a sua oitava edição e logo com um tema bastante controverso. O acordo ortográfico tem sido alvo de muitas criticais das variadas áreas nacionais, tendo vindo a ser muito discutido.

O caso mais mediático em Portugal é talvez o caso de Vasco Graça Moura. O presidente do Centro Cultural de Belém emitiu uma circular interna com instruções para a suspensão do Acordo Ortográfico. Segue-se uma enorme polémica em que várias instituições aceitaram e negaram a utilização desta nova forma de escrever.

Este parece-me ser um tema pertinente e muito actual, por isso, considero ser positivo ser debatido neste espaço. Portanto, nesta oitava edição vamos ver qual é a vossa opinião perante esta temática. E tu, qual é a tua opinião?  

 

Concorda com a utilização do acordo ortográfico? Porquê?

 

Fado, um património português

O Fado é a genialidade que transpira no sopro português. Um encantamento sonoro e delicioso ao ouvido de todo o mundo. É a canção da solidão que exalta a alma lusitana. É o cantar de um povo! É o cantar de Portugal!
Numa nostálgica melodia com uma sonoridade única, especial… nossa! Um expendido e eterno orgulho nacional que nasceu nas ruas da capital, por volta do século XIX, e trespassou as barreiras temporais. Eternizou-se aquela que é a canção da saudade!
Uma arte desconhecida e singular, num silêncio cantado, é um pesar de insuficiência em completa ebulição! Um sentimento intenso e explosivo numa voz que conduz o nosso sincero e excepcional património… Um património musical histórico que transmite Portugal numa só canção!
É a tristeza e a felicidade num só… O orgulho de transportar a cultura na própria voz, a paixão lusa, aquela que não é mais do que todos os nossos sentimentos. Os nossos sentidos secretos, os desejos ocultos e os pensamentos de sempre…