Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (30) – Sá Carneiro

Nome:  FRANCISCO Manuel Lumbrales de SÁ CARNEIRO

Data e Local de Nascimento: Porto, 19 de Julho de 1934 

Data e Local da sua Morte:  Camarate, 4 de Dezembro de 1980

Profissão que se notabilizou: Advogado e político

 

Feitos importantes:

  • Cresceu no seio de uma família católica da alta burguesia no Porto, mas acabou por licenciar-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1956. Exerceu a profissão de advogado na sua cidade natal. Mais tarde, em 1969, foi eleito deputado à Assembleia Nacional pelas listas da União Nacional, o partido único do regime salazarista. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Acabou por resignar ao cargo de deputado após ser recusada a proposta com outros membros da Ala Liberal, entre os quais Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota.
  • Em Maio de1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Sá Carneiro tornou-se o primeiro secretário-geral do partido e, em Outubro de 1976, após a reforma dos estatutos, o primeiro presidente do partido, que então passou a designar-se Partido Social Democrata (PSD).
  • Em finais de1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Partido do Centro Democrático Social (CDS) de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico (PPM) de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril) que demonstrava todo o seu carisma e apoio popular.
  • Faleceu na noite de4 de Dezembro de 1980 em circunstâncias nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, quando se dirigia para o Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa.
  • O aeroporto internacional do Porto, para o qual ele se dirigia, foi posteriormente rebaptizado com o seu nome. A 13 de Julho de 1981 foi agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz daOrdem Militar de Cristo, a 17 de Março de 1986 com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e a 20 de Dezembro de 1990 com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

 

 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

"Os Grandes Portugueses" (29) – Marquês de Pombal

Nome: Sebastião José de Carvalho e Melo (conhecido como MARQUÊS DE POMBAL)

Data e Local de Nascimento: Lisboa, 13 de Maio de 1699 

Data e Local da sua Morte:  Pombal, 8 de Maio de 1782

Profissão que se notabilizou: Estadista 

 

Feitos importantes:

  • Foi embaixador de D. João V nas cortes inglesa e austríaca. Embora sem significativo sucesso para Portugal, estas missões foram importantes para a formação política e económica de Sebastião José de Carvalho e Melo. Em 1750, com a subida ao trono de D. José, foi nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra.
  • A sua grande capacidade de trabalho e de chefia revelou-se na forma como encarou o trágico terramoto de 1755, momento a partir do qual se tornou o homem de confiança de D. José I. A partir daí empenhou-se fortemente no reforço do poder régio, diminuindo o poder de algumas casas nobres.
  • A 13 de Janeiro de 1759, acusados de tentativa contra a vida do rei, o duque de Aveiro, o marquês de Távora e a sua mulher foram torturados e executados em acto público. Expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus devido a serem um entrave ao fortalecimento do poder régio. Em 1759, recebe o título de conde de Oeiras e, em 1769, o de marquês de Pombal.
  • As dificuldades económicas no Reino, provocadas sobretudo pela interrupção na exploração do ouro brasileiro, obrigaram o marquês a retomar a política de fomento industrial. Reformou o ensino, anteriormente nas mãos dos Jesuítas, através da adopção de novos métodos pedagógicos e da criação de novas escolas. Reformou a administração, as finanças e o sistema militar.
  • Cometeu vários abusos do poder, o que lhe valeu a antipatia e a criação de inúmeros inimigos. Com o falecimento de D. José I, a oposição ao marquês tornou-se muito activa. Exilado em Pombal, o marquês defendeu-se atribuindo responsabilidades ao rei D. José I. Atendendo à sua idade avançada, 80 anos, foi apenas condenado a viver afastado de Lisboa…

Qual é a tua opinião sobre uma das figuras mais controversas em Portugal? As suas decisões foram ou não importantes para o desenvolvimento do país?

O 'Um Mar de Recordações' agora tem uma conta no Twitter, portanto o pessoal que anda por lá, faça o favor de adicionar aqui.  Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

        

Questões inevitáveis (29) – Europeias 2014

O Partido Socialista, liderado por Francisco Assis, venceu as Europeias 2014. A vitória era esperada, mas a vantagem revelou-se curta dadas as perspectivas iniciais. O PS elegeu oito deputados para o Parlamento Europeu com 31,46% da votação. Especial destaque para o valor histórico da abstenção com 66,10%, o maior de sempre! Uma situação preocupante que deve valer muita reflexão para todos os partidos políticos. Sem dúvida, um problema que deve ser combatido!

Numa campanha onde se falou muito pouco da Europa e dos problemas que ela atravessa, o derrotado da noite acabou por ser a Aliança Portugal (coligação entre o PSD e o CDS-PP), liderado por Paulo Rangel e Nuno Melo. A dupla arrecadou sete deputados com 27,71% da votação. Assim sendo, o povo decidiu castigar os partidos do governo pelas diversas restrições que foram feitas nos últimos três anos.

Importa também fazer referência ao desempenho da CDU, de João Ferreira, que aumentou as intenções de votos (12,68%) e elegeu três deputados. Os comunistas reforçaram a sua posição como terceira força política nacional. A surpresa da noite foi o Partido da Terra (MPT), que conquistou dois lugares no Parlamento Europeu (7,14% dos votos). Marinho Pinto destacou-se na noite eleitoral, a sociedade deixou uma forte mensagem da descrença que há na política nacional. Por outro lado, Marisa Matias, a única deputada eleita do BE, teve um fraco desempenho nas urnas (4,56%), um sinal de que os bloquistas precisam de alterar muita coisa para acabar com esta queda livre nas intenções de votos. 

Resultado das votações:

PS  31,46% (8 deputados eleitos)

Aliança Portugal (PSD e CDS-PP)  27,71% (7 deputados eleitos)

CDU 12,68% (3 deputados eleitos)

MPT  7,14% (2 deputado eleitos)

BE 4,56% (1 deputado eleito)

 

Um vitória justa do Partido Socialista? Quais as consequências destes resultados? O voto devia ser obrigatório em Portugal?

Se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

"Os Grandes Portugueses" (27) - Cavaco Silva

Nome: Aníbal António CAVACO SILVA

Data e Local de Nascimento: Loulé, em 15 de Julho de 1939

Profissão que se notabilizou: Economista e Político

 

Feitos importantes:

  • Cresce em Boliqueime, perto de Loulé, onde o pai se dedicava à exploração de frutos secos e ao comércio de combustíveis. Tira o curso de Contabilidade no Instituto Comercial de Lisboa em 1959 e licencia-se em 1964 em Finanças no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF) com a mais alta qualificação do seu ano. No final de 1965 torna-se bolseiro do Centro de Economia e Finanças da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se dedica à investigação.
  • Inicia funções como assistente de Finanças Públicas, no ISCEF até 1978. Parte com a família para Grã-Bretanha onde doutora-se em Economia Pública, na Universidade de York (1971). Em 1977 muda-se para o Banco de Portugal, assumindo o cargo de director do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Ao mesmo tempo, passa a integrar, como vogal, a Comissão Instaladora da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Acabaria por chegar a professor catedrático nesse estabelecimento de ensino.
  • Chega à política em 1979, a convite de Francisco Sá Carneiro. Um ano mais tarde, toma posse como ministro das Finanças do VI Governo Constitucional. Em Fevereiro de 1981 é eleito, pela Assembleia da República, presidente do Conselho Nacional do Plano (órgão que antecedeu o Conselho Económico e Social). Após a demissão de Carlos Alberto da Mota Pinto em 1985, acaba, surpreendentemente , por se eleito para presidente do partido. Nas eleições legislativas desse ano, o PSD obteve o melhor resultado de sempre (29,8% dos votos) dando início a um governo minoritário.
  • Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido a pessoa que mais tempo esteve na liderança do governo do país desde o 25 de Abril. Cavaco Silva leva a cabo reformas estruturais da administração e na direcção económica do país. Nesses anos foram feitas reformas fiscais, que introduziram o IRS e o IRC, privatizaram-se empresas públicas, reformaram-se as leis laborais e agrárias e liberalizou-se a comunicação social, de que resultou a abertura da televisão à iniciativa privada e mais liberdade de informação. Foi também nesta altura que Portugal aderiu à Comunidade Económica Europeia (futura União Europeia).
  • Desde 2006, torna-se presidente da Republica Portuguesa, o que marca pela primeira vez, em democracia portuguesa, a eleição de um presidente oriundo do centro-direita. Foi reeleito nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro de 2011.

Cavaco Silva é o político portugues mais relevante? Como classificam o seu trabalho como presidente da Republica?

Se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

 

Questões inevitáveis (22)

A semana passada foi uma das mais loucas que há memória em Portugal dignas que de um livro repleto de suspense . Na segunda-feira, Vítor Gaspar demitiu-se do cargo de Ministro das Finanças e para o seu lugar foi escolhida Maria Luís Albuquerque. No dia seguinte, surge o pedido de demissão de Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi negado por Pedro Passos Coelho horas depois. Os restantes dias foram uma luta constante para encontrar uma plataforma de entendimento para que a coligação continuasse viva. Até notícia em contrário, parece que esse entendimento foi conseguido.
Era difícil de prever estas constantes mudanças de guião sobre um assunto tão sério para o futuro do país. Houve mesmo momentos em que se sentiu serem importantes vitórias pessoais. O certo é que esta situação veio por ainda mais em causa a credibilidade e estabilidade desta união. De facto, o que Portugal menos precisa era de uma crise política e os mercados deixaram isso bem claro! Aliás, esta trapalhada ainda vai provocar vários prejuízos a medio-longo prazo.
A oposição, por seu turno, defende eleições antecipadas, justificando que é preciso abrir um novo ciclo político. Nesse contexto, o PS parte partiria com uma grande vantagem. É quase certo que José António Seguro acabaria por ser eleito primeiro-ministro com maior ou menor dificuldade. O PSD e o CDS-PP estão demasiado fragilizados para constituírem uma forte oposição, enquanto o PCP e o BE não são apontados como ameaça aos lugares de poder.
O país está num momento decisivo e é indispensável a maior responsabilidade por parte de todos os quadrantes políticos. É indispensável colocar o país numa melhor situação do que aquela que se encontra. O momento é agora. O trabalho está longe de ser fácil, mas é indispensável dar a volta a esta situação e meter Portugal num bom rumo.

 

 

Qual a vossa opinião sobre esta semana? Quem é que saiu mais prejudicado nesta situação? As eleições antecipadas são uma hipótese viável?