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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Ricardomania invade a rádio

Ricardo Araújo Pereira é o homem do momento, um nome que está na moda! A sua irreverência faz com que seja impossível ficar indiferente a esta figura. Após um regresso pontual à televisão em Janeiro com o ‘Conversas Improváveis’ da SIC Notícias, tornou-se a grande estrela das manhãs da Rádio Comercial. Está mais que visto que as ‘Mixórdia de Temáticas’ vai tomar de assalto as manhãs radiofónicas portuguesas!

O formato, inserido nas manhãs apresentadas por Nuno Markl, Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim, é patrocinado pela PT, empresa com a qual os Gato Fedorento têm um contrato de publicidade, para darem a cara pela MEO. Ricardo Araújo Pereira continua ainda com a sua participação no ‘Governo Sombra’, da TSF, ao lado de Pedro Mexia e João Miguel Tavares. A versatilidade é imensa o que comprova as crónicas semanais no jornal A Bola e na revista Visão.

Foi aluno de colégios de freiras Vicentinas, Franciscanos e Jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se depois o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias, até tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português.

Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, criou os Gato Fedorento juntamente com José Diogo Quintela, Miguel Góis e Tiago Dores. Um grupo que tornou-se uma referência do humor português contemporâneo. Os programas eram feitos de várias cenas que englobavam temas diversos, ridicularizando-os até ao máximo possível. Com temas actuais e fazendo inúmeras referências ao governo são inesquecíveis as imitações de Alberto João Jardim, Paulo Bento ou Marcelo Rebelo Sousa. Todas feitas, inevitavelmente, pelo Ricardo.

A verdade é que sempre se conseguiu destacar do grupo e afirmou-se como líder de um projecto com um sucesso estonteante. A inteligência, o carisma e a forma muito peculiar tornam-no num dos maiores nomes do humor em Portugal de sempre. Tem uma graça natural. Só de olhar para ele, dá vontade de dar uma enorme gargalhada! Para além disso, tudo o que toca é êxito garantido. Caiu em graça ao povo português, está mais que provado. Até porque já participou em todas as áreas da comunicação e está mais que visto que Ricardo Araújo Pereira é sinónimo de audiências e… de humor de qualidade!

 

Uma homenagem à rádio

Amanhã, comemora-se, pela primeira vez, o Dia Mundial da Rádio, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Uma das maiores evoluções do século XIX foi o aparecimento da rádio. Tornou possível uma maior divulgação, além de uma capacidade de chegar mais rápido a um maior número de pessoas.

A data tem como objectivo consciencializar o público e os meios de comunicação acerca da importância da rádio, alertar para a criação e acesso à informação, bem como melhorar a cooperação internacional entre os organismos de rádio-difusão.

Este aparelho receptor de radiofonia foi inventado pelo norte-americano D. Hughes, em 1879, que construiu um emissor-receptor rudimentar. Este acabaria por ser o primeiro antepassado da rádio que conhecemos. Após muita evolução foi mesmo nos Estados Unidos da América que apareceu a primeira emissora de rádio decorria o ano de 1920. Tinha nascido o movimento da voz.  

Segundo a UNESCO, é necessário considerar a rádio como um meio de comunicação de baixo custo, apropriado para chegar às comunidades longínquas e às pessoas vulneráveis. A rádio é um meio de comunicação de massa, mais prevalente no mundo, com capacidade de atingir 95 porcento da população do planeta, assegura o organismo mundial.

Em Portugal, a primeira emissora da rádio surgiu em 1925, onde Abílio Santos Jr. foi o grande impulsionador. Eram rádios amadoras, também conhecidas como Rádios Minhocas, ou seja, emissoras com poucos recursos que muitas vezes faziam rádio como passatempo. Nessa altura, a música, as palestras e programas infantis eram os três sectores que a rádio aposta. O desejo passava por chegar ao maior número de pessoas possíveis, desde do público mais idoso ao mais novo, desde do público mais intelectual até às pessoas com menos formação. Tornou-se um meio de massas por excelência.  

Actualmente, a rádio já não tem a mesma força, para isso muito contribuiu a expansão da televisão e, mais recentemente, da Internet. Ainda assim continua no quotidiano da maioria das pessoas, a verdade é que a rádio ainda reflecte uma enorme importância para a nossa sociedade. Dessa forma, a criação desta data é legítima e pode ajudar este meio de comunicação a crescer.

Pessoalmente, julgo que a rádio é bastante útil pois tanto serve para ouvir música como para saber as noticias do dia. Existe uma dupla função de lazer e trabalho bastante importante para uma boa dinâmica. Este é um meio que serve para relaxar e nos abstrairmos do mundo lá fora, tornando-se num tónico perfeito para recarregar baterias.