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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Hipnose televisiva

Desde o seu aparecimento, a utilidade televisão tem motivado muito debate. Afinal a televisão forma ou empobrece o cidadão? Esta é uma dúvida pertinente cada vez mais presente no quotidiano. A aposta na imbecilidade da televisão confirma que pouco se ganha ao ligar este aparelho. A razão para esta afirmação? Simples. Cada vez mais chegam até nos programas única e exclusivamente para aumentar o “share” do canal e que não beneficiam em nada o telespectador. Não se está preocupado em melhorar competências, mas em ganhar dinheiro com este negócio.
Infelizmente, os canais televisivos raramente transmitem programas culturais, que instruam o povo português. Muito pelo contrário. Inúmeros programas com pouco teor cultural, entram nas nossas casas com uma frequência aterradora, como por exemplo os “reality shows”, que não tem qualidade alguma. Programas como estes desfilam dramaticamente nas grelhas televisivas e cada vez mais multiplicam-se.
Mas não é só nos “reality shows” que existe problemas. Uma coisa que me revolta é o facto de o horário nobre estar repleto de telenovelas, a história é sempre a mesma e começa cada vez mais a tornar-se saturante. O que mais me choca é que continuam a ser vistas por inúmeras pessoas, tendo um “share” altíssimo… Há como que uma hipnose televisiva em Portugal! A televisão é um espalho da sociedade, portanto se temos uma sociedade retrógrada, tacanha e negativa, a televisão apenas reflecte exactamente isso…
É certo que este aparelho deve chegar a todas as faixas etárias, mas é possível fazê-lo de forma diferente e com melhor qualidade. Existem tão bons programas que podiam ser posicionados em lugares destaque que torna-se inconcebível a continuação de produtos com tão pouca qualidade.
Algo que me preocupa neste actual estado da televisão é que em horários simultâneos encontram-se a dar programas semelhantes em canais diferentes. Torna-se cada vez mais complicado para um telespectador que não aprecie um certo tipo de produto encontrar um registo diferente. Na minha perspectiva, é necessário alterar a grelha televisiva drasticamente para que todos os espectadores se possam sentir atraídos pelo que vêem. No caso da televisão nacional é certo uma coisa: é urgente mudar e necessário inovar.

 

Biggest Loser: o fenómeno nacional

‘Biggest Loser’ é um programa de televisão,onde o objectio é que pessoas obesas percam peso, através de um plano rigoroso que combina boas práticas alimentares e exercício físico. A estreia deste reality show data a 19 Outubro de 2004, nos Estados Unidos, e pouco a pouco tornou-se num fenómeno a nível mundial.  

Ao longo da temporada somos confrontados com uma caminhada (quase) impossível de diversos concorrentes obesos a mudarem os seus hábitos alimentares, perdendo quilos e ganhando uma nova vida. Para motivar a esta mudança, uma quantia avultada de dinheiro é o prémio para aquele que perder a maior percentagem de peso. 

A capacidade de ultrapassar o problema do peso é uma mensagem fundamental para uma sociedade que cada vez mais sofre mais de obesidade. É nesse contexto que me parece correcta a produção deste programa. Independente das técnicas utilizadas serem ou não discutíveis, o que é certo é que os concorrentes ganham novo fôlego para uma segunda oportunidade na vida. Se é certo que alguns vão lá pelo dinheiro, a verdade é que também acabam por ganhar hábitos de vida saudáveis.  

Em Portugal, o programa começou a ganhar popularidade com a transmissão dos episódios do programa estado-unidense na SIC Mulher. Aliás, esta transmissão coloca mesmo o canal temático da SIC como o mais visto do cabo a essa hora do dia. As audiências foram aumentando de tal maneira que tornou-se num dos fenómenos nacionais, conquistando uma média diária de 16,3% de share. Segundo a agência Carat, o ‘Biggest Loser’ acabou por ser o programa mais visto em Portugal, na oferta temática, em 2010.

O fenómeno tem sido tal que a SIC decidiu fazer uma versão portuguesa do programa, onde vai tentar capitalizar os fãs que foram criados ao longo das temporadas estado-unidenses, onde despontaram fantásticas histórias de vida. A ideia é coerente, até porque um dos objectivos dos canais temáticos passa por este tipo de apostas que caso corram bem, podem entrar para o canal principal. Contudo, a produção do programa deve ser cuidadosa e muito bem preparada…

O público está formatado a ver uma série de vasta experiência (nos EUA vai na 11.ª temporada) e preparada para um certo tipo de público. Este pode bem ser o programa do ano em Portugal, cabe aos produtores da SIC ter a capacidade de colocar a fasquia alta e aproximarem o melhor possível do programa original, para que o público se mantenha e, talvez, aumente. Essa é uma situação muito complicada, visto que a cópia é sempre inferior ao original…

Com a estreia marcada para Abril, este pode ser o momento fulcral para a estação de Carnaxide, que aposta forte neste ano. Depois do forte investimento em várias áreas este é o ano do assalto à liderança e o ‘Biggest Loser’ pode ser o programa chave para cumprir esse objectivo.

 

 

 

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