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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Só Ronaldo para abater o gigante checo

Portugal qualificou-se para as meias-finais do Europeu 2012, após bater a Republica Checa por 1-0. Numa exibição de garra da selecção nacional foi Cristiano Ronaldo, aos 79 minutos, a carimbar a qualificação portuguesa. Mais uma grande exibição do extremo português, que está agora a assumir-se como uma das grandes figuras da competição.

A selecção nacional até podia ter goleado os checos, mas um gigante ergueu-se na baliza adversária. Uma enorme exibição do super-guardião Petr Cech com várias defesas de grande nível. Foi enorme entre os postes! Uma demonstração cabal de porque é que é actualmente o melhor guarda-redes do mundo. Protagonizou defesas de outro mundo e foi uma muralha (quase) intransponível para os jogadores portugueses.

Mas quem poderia ultrapassar o melhor guardião da actualidade? O melhor jogador do mundo, pois claro. Cristiano Ronaldo protagonizou uma grande exibição e foi, mais uma vez, decisivo. Tentou por várias vezes visar a baliza de Cech , mas o checo foi sempre um gigante. E quando o guarda-redes da Republica Checa não estava lá, o poste mais uma vez foi inimigo dos desejos de todos os portugueses. Tal como contra a Holanda, Ronaldo rematou por duas vezes ao poste (45’ e 48’). Começa a tornar-se uma tradição da estrela portuguesa… Muito azar para CR7 , mas que acabou por ser recompensado com o golo tardio do encontro.

Só aos 79 minutos é que Portugal conseguiu colocar-se à frente do marcador, através do inevitável Cristiano Ronaldo. Cruzamento de João Moutinho, com a bola a chegar à área checa, onde Ronaldo cabeceia para o fundo das redes! Mais uma vez decisivo para as pretensões portuguesas. Estava, assim, derrubada a muralha checa!

No entanto, o jogo não foi nada fácil para Portugal. Os primeiros 45 minutos foram um deserto de ideias, as duas selecções encaixaram uma na outra e não quiseram arriscar. No primeiro tempo, os jogadores portugueses tiveram muitas dificuldades na construção de jogo e mostraram algumas desconcentrações e hesitações que poderiam ser fatais para as aspirações lusas. Sentiu-se um grande nervosismo em campo. Contudo após uma primeira parte paupérrima , surgiu um segundo tempo completamente diferente!

Na segunda parte, Portugal foi a melhor equipa, jogou mais e criou diversas oportunidades. Foi um festival de ataque! A equipa exibiu-se a grande nível, onde João Moutinho foi o rei do meio-campo português. Um domínio avassalador! Na verdade, durante quase toda a partida (excepto os 15 minutos iniciais), os checos jogaram muito encolhidos, muito à defesa. Em 90 minutos, apenas remataram duas vezes à baliza defendida por Rui Patrício Um número muito curto para uma equipa que disputa os quartos-de-final de um Europeu. Valeu a inspiração de Cech para os checos não saírem de Varsóvia com uma goleada…

Destaque ainda para Hélder Postiga que sofreu uma lesão muscular na coxa direita e está fora de meia-final. A razão desta lesão pode muito bem ser o estado deplorável do relvado do estádio nacional de Varsóvia (Polónia). É vergonhoso uma competição desta qualidade ser disputada neste tipo de condições. Já no capitulo disciplinar, o arbitro inglês Howard Webb fez uma boa partida com poucos erros. Com a qualificação para as ‘meias’ garantida, Portugal vai ter de esperar pelo resultado do jogo entre França e Espanha para saber quem é o seu próximo adversário.

 

Portugal secou sumo holandês

A selecção portuguesa derrotou a sua congénere holandesa por 2-1, em encontro referente à última jornada do grupo B do Euro 2012. Van der Vaart , aos 11 minutos, colocou a equipa holandesa na liderança do marcador, mas Cristiano Ronaldo marcou dois golos, aos 28' e 74’, e qualificou Portugal para os quartos-de-final do Europeu que se disputa na Polónia e na Ucrânia.

Durante quase todo a partida, Portugal foi superior à Holanda, secou por completo o sumo atacante do país das tulipas. A ‘laranja mecânica ’ só nos dez primeiros minutos conseguiu estar melhor que a armada portuguesa. Após o golo, a formação holandesa caiu de produção, perdeu-se, e esteve francamente mal. Durante grande parte do encontro, a equipa limitou-se a tentar chegar à baliza portuguesa através de lançamentos longos, que nunca incomodaram. Tudo somado, muito pouco para uma equipa que era dada como uma das favoritas à vitória final.

Esta é, assim, uma vitória justíssima da Selecção Nacional que até peca por escassa, devido a tantas oportunidades que foram criadas. No Estádio Metalist , em Kharkiv (Ucrânia), Portugal não falhou no momento decisivo e o sonho continua! A selecção nacional, comandada por Cristiano Ronaldo, protagonizou um encontro de luxo. Marcou, jogou e fez jogar! Uma exibição de raiva do capitão português que parece querer calar os críticos e demonstrou mais uma vez porque é considerado um dos melhores jogadores do mundo. Excelente reacção ao encontro com a Dinamarca.

Nos minutos finais, a Holanda ainda cresceu um pouco e teve algumas oportunidades para marcar. Van der Vaart chegou mesmo a disparar ao poste da baliza defendida por Rui Patrício, aos 82 minutos . No entanto, Portugal ainda teve tempo para retribuir uma bola ao poste através do remate de Ronaldo, aos 90 minutos. Por sua vez, no capitulo disciplinar, o árbitro italiano Nicola Rizzoli devia ter expulso Willems por uma entrada bárbara a João Moutinho e dado um cartão amarelo a João Pereira por pisar um adversário.

Dessa forma, no grupo mais difícil do Europeu, a tarefa não se previa nada fácil para Portugal. Uma Alemanha muito forte destacava-se como o adversário mais complicado e com as sempre perigosas Holanda e Dinamarca também presentes. Naturalmente, as expectativas não eram altas para os portugueses, mas a equipa das quinas conseguiu mostrar que era capaz de ultrapassar os obstáculos e qualificar-se para a ronda seguinte. Foi necessária muita garra, mas a esperança valeu a pena.

Agora, nos ‘quartos’, Portugal vai enfrentar a surpreendente Republica Checa, que venceu o grupo A. A equipa das quinas é a clara favorita à vitória, mas os checos já mostraram que gostam de espantar o mundo. É preciso manter a humildade e lutar os 90 minutos pela vitória.