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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (28) – Mário Crespo

Nome: MÁRIO CRESPO

Data e Local de Nascimento: Coimbra, em 13 de Abril de 1947

Profissão que se notabilizou: Jornalista

 

Feitos importantes:

  • Natural de Coimbra, passou a sua juventude em Lourenço Marques. Regressa a Portugal, onde se matricula pouco depois em Engenharia, no Instituto Superior Técnico, mas acaba por desistir no primeiro ano. Chamado a cumprir o serviço militar obrigatório, em 1970, foi transferido para Moçambique, numa altura em que o país está em plena guerra de independência. 
  • Após o 25 de Abril, parte para Joanesburgo (África do Sul) acompanhado da mãe e sem quaisquer pertences. É aí que inicia a carreira jornalística como estagiário na rádio da South African Broadcasting Corporation, onde foi depois promovido a chefe de redação. Em 1982, regressa a Lisboa e vai para a redação da RTP, onde apresenta diversos programas informativos.
  • Com os estalar da Guerra do Golfo, em 1991, é destacado como correspondente da RTP em Israel. Pouco tempo depois,  é destacado como correspondente para os EUA pela estação pública. Trabalha como chefe de agência em Washington e correspondente em Nova Iorque. Durante em esse período, surgem uma série de desentendimentos entre Mário Crespo e a RTP. Em 1998, o canal televisivo deixou de pagar o salário e as despesas, o que leva ao jornalista a regressar a Portugal.
  • Como um ano e meio de contrato e sem lhe ser atribuídas funções, meteu um processo em tribunal contra a estação. A RTP acaba por colocá-lo num edifício fora da redação, recebendo apenas um terço do salário que recebia em Washington. É também alvo de alguns processos disciplinares. Durante esse período deu aulas na Universidade Independente.
  • Em Agosto de 2000, após receber confirmação que podia ingressar na redação da SIC Notícias como editor de jornalismo internacional, apresenta à RTP a carta de demissão por justa causa por não ter funções atribuídas. Já neste ano e depois de treze anos a trabalhar na SIC e SIC Notícias, pediu a passagem à reforma. Em 26 de Março de 2014, apresentou pela última vez o Jornal das 9, concluindo com uma despedida emocionada.
     
O que acham do trabalho de Mário Crespo? É uma figura que faz falta ao jornalismo nacional?

Se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

"Os Grandes Portugueses" (16) - José Rodrigues dos Santos

Nome: JOSÉ António Afonso RODRIGUES DOS SANTOS

Data e Local de Nascimento: Beira (Moçambique), 1 de Abril de 1964

Profissão que se notabilizou: Jornalista e Escritor

 

Feitos importantes:

  • Nasceu em Moçambique, mas aos nove anos foi viver com a mãe para Lisboa, após a separação dos pais. Devido a dificuldades económicas acaba por ir viver com o pai para Penafiel. No entanto, a difícil adaptação do seu pai a terras lusas motivou a partida para Macau.
  • Em 1980, com apenas 17 anos, inicia-se no jornalismo fazendo parte do elenco da Rádio Macau. Três anos mais tarde, regressa a Portugal para frequentar o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa.
  • Após terminar o curso universitário viaja para Inglaterra onde faz um estágio de três meses na BBC. É galardoado com o Prémio Ensaio do Clube Português de Imprensa (1986) e o Prémio de Mérito Académico do American Club of Lisbon (1987), o que lhe vale um convite pela BBC World Service para trabalhar em Londres, onde fica durante três anos, até 1990.
  • Da BBC segue para a RTP, onde começa a apresentar o noticiário 24 Horas. Em 1991, passa para a apresentação do diário Telejornal e torna-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. Ocupa por duas vezes o cargo de Director de Informação da televisão pública Portuguesa. Em 2000, arrecadou o Contributor Achievement Award, pelo seu trabalho, prémio que é considerado o Pullitzer do jornalismo televisivo.
  • Doutorado em Ciências da Comunicação, com uma tese sobre reportagem de guerra, é professor da Universidade Nova de Lisboa.  José Rodrigues dos Santos alcançou ainda um enorme sucesso no mundo literário, onde é um dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada.

 

Livros publicados:

A Ilha das Trevas, 2002

A Filha do Capitão, 2004

O Codex 632, 2005

A Fórmula de Deus, 2006

O Sétimo Selo, 2007

A Vida Num Sopro, 2008

Fúria Divina, 2009

O Anjo Branco, 2010

O Ultimo Segredo, 2011

A Mão do Diabo, 2012

 

Ligações externas: http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/telejornal/rostos.shtm

 

"Os Grandes Portugueses" (10) - Judite de Sousa

Nome: JUDITE Fernanda de Jesus Rocha e SOUSA

Data e Local de Nascimento: 2 de Dezembro de 1960, no Porto

Profissão que se notabilizou: Jornalista

 

Feitos importantes:

  • Licenciou-se em História Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1987, mas começou a trabalhar no jornalismo com apenas 18 anos como repórter da RTP no Porto.
  • Depois de se tornar pivot do Jornal da Tarde é convidada para a redacção de Lisboa em 1991, vindo a notabilizar-se na apresentação do Telejornal. Sem deixar o trabalho de repórter, realizou várias deslocações ao estrangeiro, cobrindo acontecimentos como o Genocídio do Ruanda (1994); a ofensiva da Sérvia na Guerra dos Balcãs (1995), a Declaração Conjunta Luso-Chinesa (1999); a crise que se sucedeu o 11 de Setembro, no Paquistão (2001).
  • Em 2000 foi nomeada directora-adjunta de Informação da RTP, colaborando com José Rodrigues dos Santos. Após a remodelação de Almerindo Marques (2002), manteve-se como uma das principais figuras da informação do canal, tendo a seu cargo a Grande Entrevista.
  • Após 33 anos na RTP, abandona a estação do estado e ingressa na TVI, onde também é sub-directora de informação. Actualmente, para além deste cargo, apresenta o Jornal das 8, em que modera no domingo o comentário político do professor Marcelo Rebelo de Sousa.
  • É comendadora da Ordem do Mérito, distinção atribuída pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.

Reforço da Informação na TVI

Os jornalistas José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, duas das caras da informação da RTP, vão reforçar a TVI. Com estas alterações prevê-se uma mudança no jornalismo nacional, pelo menos, na componente televisiva.

Acima de tudo, a estação pública perde dois activos essências e precisa de procurar internamente ou externamente substitutos para manter a qualidade que lhe é reconhecida nesse sector. Algo que digamos não é fácil… Estas saídas tem de ser consideradas como prejudiciais, sendo necessário uma reflexão das razões que levaram estes dois profissionais a abandonar o canal que lidera a informação.

A verdade é que na RTP pouca gente fica a lucrar. A não ser claro as pessoas que serão promovidas aos lugares da direcção de informação. Nesse caso, José Rodrigues do Santos é um dos que ira beneficiar com estas saídas, permitindo-lhe assumir um novo cargo na estação pública. Fátima Campos Ferreira, mediadora do ‘Prós e Contras’, é outro elemento que poderá ver ser aumentado o seu estatuto na empresa.

Não é possível esconder que o abandono de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa são más notícias para a RTP. No meu ponto de vista, a ‘Grande Entrevista’ de Judite de Sousa será uma perda descomunal, visto que este é um programa líder no seu registo. A sua manutenção parece-me pouco viável, pois a estação pública não dispõe de uma alternativa actual à altura. Dessa forma, além da perda de dois activos importantes é também criado um grande buraco na grelha que merece uma cuidada e rigorosa análise. O jornalismo de investigação pode ser uma alternativa viável para atenuar esta perda.

De certo que ninguém é insubstituível e neste meio é importante haver uma mudança de pessoas com o tempo. O jornalismo rege-se por uma sucessiva regeneração de novas caras. Aliás, esta situação que é negativa pode acabar por ser a rampa de lançamento para novos talentos no canal.  

Por outro prisma, a TVI garante dois profissionais de mão cheia. Depois de perder a liderança na informação para a RTP, a estação de Queluz reforça a equipa e enfraquece o rival. Na prática, uma óptima estratégia. Só, mais tarde, as audiências podem confirmar a sua viabilidade…

Além do acréscimo de qualidade e competência, a informação da TVI ganha essencialmente uma maior credibilidade, elemento que é muitas vezes criticado no quarto canal da grelha televisiva. Com esta mudança de direcção de informação, espera-se uma obrigatória alteração no registo noticioso do canal. Um programa de entrevistas semanais pode ser um registo a apostar que, em princípio, terá bons resultados de audiências.  

De facto, esta notícia é uma grande surpresa e acarreta uma enorme relevância mediática. É de esperar várias alterações nos dois canais, até porque não me parece que as mudanças fiquem por aqui… A face do jornalismo televisivo nacional encontra-se em mutação, que isso seja promotor de um trabalho mais rigoroso e com maior qualidade.   

 

 

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