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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

A espera é mais fácil com um café

Bebia demoradamente um Frappuccino de caramelo, enquanto esperava nervoso pela sua chegada. Ficava mais fácil de aguentar o tempo a passar, enquanto se deliciava com aquela fantástica bebida. Deu um longo suspiro, as suas demonstrações de nervosismo eram cada vez mais frequentes. Arregaçou as mangas da camisa justa que evidenciava um físico bem trabalhado. Não conseguia controlar a ansiedade, para ele é como se fosse sempre o primeiro encontro, as borboletas na barriga persistiam. Uma gota de suor caiu pela face, o seu coração estava a mil à hora. “Ela nunca mais chega”, lamentou-se em voz baixa, enquanto se punha numa melhor posição naquele desconfortável sofá. Há um mês que não a via, era sempre assim no Verão. A saudade era mais que muita, queria voltar a vê-la, senti-la até mesmo cheirá-la. Desde do último golo de café, tinha consultado o relógio dez vezes. Contudo, de um momento para o outro um sorriso nasceu nos seus lábios carnudos. Á porta do café, ali estava ela com aquela beleza resplandecente. O dia pareceu ganhar uma nova cor. Levantou-se desajeitadamente, deixando quase o café cair. Mexeu nos óculos de forma nervosa e abraço-a com imensa força. Ao ouvido disse-lhe: “Bem-vinda a casa”.

 

 
 

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Nas brumas da esperança

A temperatura descia consideravelmente com o desenrolar das horas, o Porto vivia uma fria noite de Inverno. Um nevoeiro começava a cobrir a emblemática cidade dando-lhe uma imagem misteriosa. Poucas pessoas, tinham sido corajosas para sair de casa com aquelas condições preferindo o conforto do seu lar. Contudo, Artur Pinto mantinha-se no mesmo banco perdido nos seus sonhos.

Muito raramente, alguns jovens casais passavam perto de si. Estavam de mãos dadas, trocando segredos e carícias. Não conseguia deixar de sentir inveja por aquele amor e felicidade. Durante toda a sua vida desejou ter aqueles momentos. Estava há anos à espera de alguém que não sabia se alguma vez voltasse. Recordava-se das promessas de amor que disseram na despedida, mas a verdade é que todas as noite eram rodeadas de um doloroso silêncio.

Uma forte ventania fez com que aquele homem não conseguia suster um arrepio. Ainda assim, não se afastou um centímetro. Por vezes, amaldiçoava-se por aquela teimosia que nunca lhe tinha dado resultados. Ainda assim, não era capaz de desistir, por aquele sentimento valia a pena lutar. Aquele velho sonhador ia viver para aquele sonho, a esperança não o ia abandonar. O seu espírito era difícil de abalar…

Uma forte névoa cobriu todo o Parque Urbano da Pasteleira permitindo pouca visibilidade. Artur Pinto olhou à sua volta e pouco conseguia ouvir. De repente, ouviu algum que o sobressaltou. Passos. À sua frente começava a surgir uma figura no meio daquele forte nevoeiro. Não conseguia ver a face mas o seu coração acelerou. Uma mulher com alguma idade apareceu junto dele, apesar das diferenças da idade não teve dúvidas em reconhecer o seu amor.

Ela parou perto dele, queria dizer alguma coisa. Justificar-se. Mas foi Artur Pinto quem falou: “Não digas nada, apenas abraça-me”. Ela abanou a cabeça e abraçaram-se. Ficaram assim durante uma série de tempo com a certeza de que a espera tinha valido a pena.

Votaram 71 pessoas e 44% dos votantes quis que Artur Pinto encontrasse o seu amor. Aqui fica gravado esse momento. Quero agradecer o apoio que me deram nesta nova ideia, sabe bem ver a forma como aderiram. Senti que foi algo que vocês gostaram muito. Assim sendo, lanço-vos outro desafio. Desta feita, vão escolher que tipo de conto é que vocês querem. Já sabem, vocês decidem e eu escrevo.

Que tema desejas para o próximo conto?
  
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Uma caminhada constante

Nas ruas da Invicta, um homem avançava vagarosamente num passo arrastado e em esforço. A idade já dificultava os movimentos daquele homem de 71 anos, mas nada abrandava a sua força e perseverança . Por mais de uma vez teve parar para recuperar o fôlego , mas retomava a marcha pouco tempo depois. Não vacilava na vontade de chegar ao seu destino.

Era uma noite fria de Inverno, mas não havia que quebrasse a força do seu espírito. Confiava que aquele esforço valia sempre a pena. Tinha um objectivo e não ia desistir. Essa palavra não pertencia ao seu dicionário, já tinha enfrentado obstáculos maiores do que uma noite gelada. Apesar dos seus movimentos inseguros, a sua determinação era enorme.

Artur Pinto era um homem elegante vestido com um luxuoso fato com um corte requintado. Era um homem orgulhoso e com uma vida longa. Depois de uma longa caminhada tinha enfim chegado ao Parque Urbano da Pasteleira. O velho homem já via o seu banco. Fazia aquilo há 30 anos, não falhava um dia. A esperança do seu grande amor voltar mantinha-se viva naqueles olhos cansados. Ela prometera voltar aquele local, mas nunca o fez. Naquele lugar fantasiava com uma vida a dois que nunca tinham tido. 

Aquele passeio era o fazia ter força para continuar a lutar. Esperara uma vida inteira por aquele amor, portanto que mal faria se o continuasse a fazer? Não tinha dúvidas que aquele era o amor da sua vida. Toda a sua experiência fê-lo ver que a única coisa que importava na sua vida era aquele sentimento. O resto era dispensável. Continuava disposto a viver aquela paixão atroz! Sentou-se extenuado naquele banco de madeira e esperou…

Vou colocar a decisão do final deste texto a vocês leitores. Portanto, vocês decidem e eu escrevo. No final da votação a opção que tiver mais votos dará a continuação da história. Acho que isso é um óptimo desafio para todos e cria mais interactividade . Espero que gostem da ideia e participem!  
Como queres que a história continue?
  
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Saudades de ti

O meu coração vive atormentado com saudades por não te ter aqui junto a mim. Passaram-se dias desde a última vez que te vi, e é cada vez mais insuportável passar esses dias sem o teu sorriso e carinho. Sinto a tua falta, preciso de ti! Nunca soube lidar bem com esta saudade impossível de suportar. A única coisa que me consola nestes momentos de dor é que a cada dia que passa fico mais perto do teu fabuloso toque.
Enquanto isso desespero pelo nosso reencontro. Não consigo resistir a sonhar e pensar em ti a cada momento. Por muito longe que estejas, a verdade é que não saís do meu pensamento, nem do meu coração. Nenhum obstáculo é forte o suficiente para me afastar do prazer de recordar todos os momentos de felicidade que já passamos juntos. Não consigo esconder o sorriso de quão feliz me fazes, meu amor!
Sei que quando voltarmos a estar juntos vai ser uma explosão de sentimentos. Na realidade, não há maior felicidade que ter-te novamente nos meus braços. Só de pensar nisso fico completamente arrepiado… E sabes o que é que tudo isto quer dizer? É simples, minha amada… Significa que amo-te incondicionalmente de uma forma que nem eu sei explicar e que teres aparecido foi a melhor coisa que me aconteceu na minha vida!