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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Num estado de delírio

Escrevo de madrugada quando a inspiração me absorve na totalidade. Se pensas que escrevi por este dia ser especial, não podias estar mais enganado! Foi apenas um dia patético como qualquer outro nesta vida miserável! Perdi-me de mim mesmo, mergulhado numa espiral depressiva sinistra. Desconheço qual o passo que devo dar… A cada dia que passa esta escuridão vai-me absorvendo mais, tirando a alegria e as boas memórias que ainda me restam. Não me agrada o caminho que costumo percorrer todos os dias, aquele que no passado tinha orgulho de me reger. Falta-me garra, mesmo coragem. A vontade de mudar escasseia, percorro um lodo imenso chamado sedentarização. Cada vez mais deixo-me consumir por ela, não há motivação nem desejo de me movimentar para outro lugar. Acomodei-me à situação e não consigo reagir. Sinto que me falta algo, o que realmente é não o sei, mas necessito disso urgentemente. Necessito urgentemente de saciar esta dor que me consome, para que este devaneio que me percorre seja destronado. Oh, mas que dor é esta tão deprimente e intensa! Não passa de mais um delírio avassalador na minha mente!

[Ficção]

O meu blogue é neutro em CO2, neutralize o seu também aqui. Entretanto, se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

Dependência

Sentido. As palavras não têm sentido, falta-lhes lógica. Nós damos essa lógica. O mundo carece dessa componente. Falta-lhes tudo, mas principalmente sentido. Na realidade, não há certo nem errado, nós é que lhe damos essa avaliação. Não existe falhas, pois é o Homem que lhes dá essa condição…

E se esse pensamento estiver enganado? No fundo, se o certo for errado e o errado for certo. Isso pode muito estar a acontecer. Se não passarmos de seres ilógicos que procuram a coerência, mas que nunca conseguem atingi-la, nem sequer aproximar-se a ela. Passamos a ser apenas e só animais? Mas nós continuamos a sê-lo! Queremos guerras, conquistas e mortes. Não evoluímos, só perdemos a cada dia que passa.

No entanto, a sociedade actual diz que progredimos que estamos numa nova era. A da tecnologia. Que o mundo vai mudar, que tudo vai ficar e ser melhor. E nós acreditamos. Prestamos vassalagem às máquinas, como se elas fossem a nossa salvação, mas são a nossa perdição! Estamos iguais, apenas mais mortíferos e sozinhos. Está tudo fora do controlo. Com a tecnologia perdemos o outro, perdemo-lo e só ganhamos o EU. Eu posso, eu faço, eu mando, eu isto e aquilo! E o nós? E tu, onde andas? Desapareceste, escondeste-te, deixaste-te apenas consumir…

Desaproveitamos a mobilidade, o amor e a vida. Tudo se transfigura numa deflagração de solidão e isolamento, na qual sistematicamente é utilizado o mesmo registo: o esquecimento. É esse o preço do egoísmo e o egocentrismo cada vez mais patente na sociedade actual.

 

 

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