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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (42) - Dias repletos de esperança

Nesta semana estava mais que na hora de regressar aos dois posts semanais como já é tradição no Um Mar de Recordações. Os últimos ias tem sido caóticos na preparação de uma nova fase da minha vida tanto a nível pessoal como profissional, portanto isso acabou por diminuir bastante o meu tempo disponível. Mas agora com tudo mais organizado vou fazer regressar o blogue com mais frequência. É uma promessa! Hoje regressamos com uma das rubricas mais queridas - o Imagem Espontânea. É uma óptima forma de vos por um pouco actualizados de alguns dos momentos que tenho tido nos últimos tempos. Como é habitual as fotos são retiradas da minha conta do Instagram (@miguel_alexandre7). Confesso que tem sido momentos maravilhosos. E vocês, como tem sido os vossos últimos dias de calor? Estão preparados para o regresso às aulas/trabalho?

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1 - Perdido num olhar constante e persistente...

2 - Um dia para navegar por aguas misteriosas repletas de mistério.

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3 - Um almoço simplesmente perfeito, adoro arroz de marisco! 

4 - Ás vezes basta uma pequena mudança para avançar para o rumo certo!

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5 - Mesmo com pouco, ainda tive tempo de jogar um pouco o meu desporto favorito - ténis. 

6 - Um pequeno recorte de um dia de praia simplesmente fantástico! 

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7 - Fiquei completamente hipnotizado com a beleza desta flor... 

8 - A melhor prenda de anos que podia ter, ainda não nasceu e já me enche de orgulho!

 

 
 

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A jogada que mudou uma vida...

Naquelas duas semanas a capital francesa respirava e vivia ténis. Realizava-se Roland Garros, o grande torneio de terra batida. Uma das competições que criava autênticas lendas no desporto. Hoje, naquele dia quente, jogava-se a final de singulares masculina. Um jovem jogador saltava nervosamente tentando afastar a pressão, enquanto olhava para o outro lado do campo. Diante de si tinha aquele que era considerado como o deus da terra batida, um desportista espanhol que parecia quase invencível naquele terreno. O jogo encontrava-se no quinto set, no tie break final com vantagem para o rapaz de apenas 18 anos. Estava muito próximo de cometer um dos maiores feitos do desporto actual caso conseguisse mais um ponto. Agarrou a raquete com mais força sentido a responsabilidade da próxima jogada. Desejava aquele winner de direita que o catapulta-se para o sucesso. Era a grande chance de marcar uma geração, apenas precisava de bater uma resposta forte e imponente, sabia que tinha que acabar com o jogo o mais rápido possível. 

Um silêncio imperava naquele estádio esgotado, sentia-se a ansiedade naquele jogada que podia ser decisiva, o público olhava impacientemente esperando a decisão daquele emblemático duelo de gerações. O seu adversário levantou a bola e disparou um serviço muito forte, mas que saiu um pouco ao lado do campo. "Segundo serviço!", rugiu o árbitro da partida, numa voz grave e intensa. O jovem sueco passou a mão por uma testa suada, exausto pelas quatro horas daquele duelo intenso. A inesperada estrela avançou para o outro lado do campo, aquela era a sua chance de vencer algo grandioso e, logo, diante de um autêntico herói local. Ia aproveitar o desespero e a pressão do seu experiente adversário. Preparou-se para o ponto de uma vida, para a jogada que ia mudar a sua vida para sempre...

No segundo serviço, a bola viajou para o seu campo com imenso spin, contudo o sueco conseguiu acertar nela com uma força arrasadora. Ainda assim, o combativo espanhol chegou à bola com dificuldade. O pequeno esférico acabou a pingar muito próximo da rede. O talentoso adolescente correu com a pouca força que ainda possuía, deu tudo o que tinha naquela corrida decisiva. Atacar aquela bola era sinónimo de glória eterna. A bola estava em queda livre, mas não desistiu. Arriscou e deu um salto num enorme esforço para evitar que a bola batesse no solo. Conseguiu tocar-lhe levemente, não evitando uma colisão forte no chão. Naqueles pequenos segundos não sabia qual tinha sido o destino do jogo. O coração acelerou freneticamente. Antes de virar a cara à procura da bola, um estrondoso ruído ouviu-se pelo recinto. Olhou para o campo adversário e lá estava a pequena bola amarela. Tinha conseguido, conquistou o encontro e o torneio. Largou um enorme sorriso, afinal não era todos os dias que se alcançava um sonho de uma vida...

 

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Imagem espontânea (36) – Um Fevereiro em cheio

Já estava mais que na hora de fazer a edição deste mês do Imagem Espontânea, a rubrica onde faço uma pequena retrospectiva daquilo que aconteceu durante o último mês na minha conta de Instagram (@miguel_alexandre7). Durante estes 28 dias concentrei-me bastante nos meus treinos na Meia-Maratona para estar totalmente em forma para o grande desafio que se avizinha. Assim sendo, muitas manhãs foram passadas a ultrapassar quilómetros. Para mim é extraordinário ver a evolução que vai acontecendo ao longo dos treinos. Confesso sou um viciado em desporto. Acima de tudo, fui aproveitando cada dia ao máximo com as oportunidades que foram aparecendo. No âmbito geral. Fevereiro foi um belíssimo mês, repleto de boas surpresas e fantásticas memórias. Sem dúvida que foi um mês para recordar!

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1 - O mês começou com uma extraordinário notícia: a Sapo convidou-me para o Meet The Bloggers, uma  pequena entrevista onde falei um pouco da minha experiência como blogger e contei um pouco da minha aventura pelas letras.

2 - Dia 3 foi um dia bastante especial para mim e para minha namorada, pois marcou o nosso quinto ano de namoro.  

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3 - Aí está a oficialização, inscrito na Meia-Maratona preparado para mais um grande desafio!

4 - Fui à minha antiga escola secundária falar sobre o meu percurso e apresentar o meu primeiro livro. Foi um dia de muitas memórias...

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5 - É de ficar com água na boca, uma sobremesa simplesmente divinal...

6 - Tentei arranjar um par para este simpático urso, ele que está mesmo a precisar da cara metade!  

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7 - Adoro ténis, é o meu desporto favorito. Sempre que estou muito longe do court, a saudade aperta...

8 - Sou um assumido fã de Fernando Pessoa, adoro totalmente a sua obra. Uma referência!

 

 

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Imagem espontânea (32) – O Instagram contra-ataca…

Não estava nada à espera de receber tanto apoio neste tipo de rubrica, por isso decidi fazer-vos uma pequena surpresa e brindar-vos com uma novo post com mais algumas fotos retiradas da minha conta no Instagram (@miguel_alexandre7)! Como já tinha referido o meu objectivo passa por tornar o Um Mar de Recordações mais próximo de vocês leitores e estas retrospectivas são apenas mais uma medida para atingir essa meta. Faço votos para que estejam a gostar destas mudanças e continuem a apoiar e a dar força a este projecto que cresce cada vez mais graças a vocês! Um sincero obrigado a todos os que perdem um bocado do vosso dia para comentar este espaço. Tem sido absolutamente fantásticos e estão a ajudar a que 2014 seja um ano ainda mais excepcional. Assim sendo, espero que gostem destes novos momentos que escolhi para vocês!

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1 – Uma selfie com a mulher da minha vida. Com ela, os sorrisos são sempre uma constante!

2 – Quando estou num bloqueio criativo nada melhor do que fazer uma visita ao mar…

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3 – Já vos disse que sou guloso? Não? Confesso, o chocolate é a minha perdição!

4 – Pela primeira vez vi o meu livro numa livraria, não podia estar mais orgulhoso por esta conquista.

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5 – O primeiro vídeo daquele que é o começo da minha aventura pelo Youtube. Podes subscrever o canal aqui.

6 – O ténis é uma das minhas grandes paixões, sempre que posso gosto de fazer um treino. Sabe sempre tão bem!

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7 – A primeira entrevista de promoção d’ A Analogia da Morte nos estúdios da Sesimbra FM. Inesquecível!

8 – Fechar o fim-de-semana com marisco, nada melhor para motivar para uma semana de muito trabalho… 

 

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O príncipe dos courts

A final das nacionais de ténis realizava-se dentro de poucos minutos, o jogo mais importante da curta carreira daquele jovem franzino de apenas 16 anos. O seu currículo impressionante faziam dele um génio precoce naquele desporto. Começava a ser apelidado por todos de ‘príncipe dos courts’ dado ao enorme domínio que infligia aos seus opositores.
Entrou no campo com passadas seguras. Largou um sorriso arrogante quando olhou para o seu adversário. Tinha uma estampa física impressionante, parecia ter o dobro do seu tamanho. Era uma montanha, a última que ele tinha de subir para atingir o sucesso. Começou o seu aquecimento, iniciou o seu transe. O transe da vitória e o transe de um campeão…
Respirou bem fundo, sentiu a força e a determinação a crescer, aquele sentimento que lhe fazia lutar sempre por mais um ponto. Dentro de si, sentia uma confiança imensa. A liberdade, a disciplina e a táctica começam a esvoaçar na sua cabeça com toda a naturalidade, naquela que era a junção ideal para a vitória. Enfim, estava totalmente preparado para aquele encontro. Agarrou na raquete com força, estava com imensas ganas. “Vamos a isto!”, gritou. A partir daquele momento, parecia ser outra pessoa com apenas e só com um único objectivo: vencer.
Naquele quadrado de jogo era um jogador frio, calculista e oportunista. Não perdia uma oportunidade para se colocar em vantagem. Aproximou-se da rede com um sorriso trocista. Os jogos mentais começavam logo durante o sorteio de quem ia começar a servir. Fez um olhar intimidatório ao seu adversário, sabia como colocar pressão e fazer aparecer as fraquezas aos seus oponentes. Depois, só precisava que o seu talento o levasse à glória.
Era o primeiro a servir. Voltou a sorrir provocatoriamente, adorava ter o controlo do jogo desde do seu início. Deu quatro ou cinco pulos e correu até à linha de saque. A crença na vitória era enorme. Agarrou na raquete com ainda mais força e faz o seu primeiro serviço. A partida inicia-se, o desejo de mostrar quem o vencedor está mais forte que nunca. Ele começa a correr determinado em direcção a bola. E… bam !

Se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

Análise de uma fotografia

Dados Gerais:

Titulo: Jogador de Ténis

Autor: Harold E. Edgerton

Nacionalidade: Americano 

Ano: 1938

Origem da Imagem: Colecção Gruber

Género: Fotografia estroboscópica

Género 2: Fotografia artística

Movimento: Escola fotográfica (nova objectiva)

 

Parâmetros técnicos:

Cor/ P/B: Preto e branco

Formato: Grandes Dimensões (24/19 cm)

Câmara: Informação indisponível

Suporte: Impressão a gelatina e brometo de prata

Objectivas: Informação indisponível

 

Harold E. Edgerton fotógrafo americano, desenvolveu o seu trabalho na fotografia estroboscópica, ou seja, acção cinética de alta velocidade. É nesta perspectiva que a fotografia “Jogador de Ténis” (1938) se enquadra.

Devido ao gosto que tenho por esta modalidade, na qual eu pratico sempre que posso, decidi escolher esta imagem, além do facto de este efeito prender o olhar.

Vou então analisar esta fotografia segundo a análise de Roman Jakobson. Esta análise encontra-se dividida em cinco funções, a saber: a referencial, a emotiva, a conotativa, a fática e a poética.

Passando então para a análise em si, começo por frisar a função referencial, a fotografia que analiso contêm um jogador de ténis a fazer todo o movimento do serviço, ou seja, existe uma reprodução do real.

Prosseguindo agora com a função emotiva, o fotógrafo Harold E. Edgerton escolheu representar os vários momentos desta pancada, estando o jogador em pleno destaque na fotografia, ou seja encontra-se em primeiro plano. Sendo assim o autor dá-nos oportunidade para uma análise mais subjectiva.  

Quanto à função conotativa, não se consegue observar o tenista, dando assim uma ideia de universalidade, pois poderia ser qualquer pessoa. Penso que a iniciativa principal do fotógrafo em questão é mostrar as diversas fases que o serviço tem e como é, sem dúvida, uma pancada difícil e determinante no jogo.

Falando agora da função fática,  o fotógrafo consegue prender a nossa atenção com os múltiplos movimentos que são feitos desde do princípio até ao final da batida. A imagem leva-nos a ter tendência para observa-la da esquerda para à direita, que consequentemente é do início ao fim da batida, respectivamente. A oposição que existe entre o jogador (cores claras) e o chão e o fundo (cores escuras) constitui um marco forte para esta função.

Finalmente, falando da função poética, a fotografia tem uma composição forte, na qual a simetria não se encontra centrada, estando ligeiramente para a esquerda, onde se encontra o tenista,  sendo que a parte direita tem muito menos destaque. Sendo que a verticalidade encontra-se num plano mais dominante.     

Em conclusão, penso que a luminosidade e o efeito de movimento trazem dinâmica e observadores à fotografia.