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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

O Windows 10 já chegou e é grátis!

O Windows 10 já está disponível a partir de ontem em cerca de 190 países, incluindo Portugal, naquela que é considerada a melhor actualização do sistema operativo da Microsoft. Esta mudança pretende corrigir os erros da versão anterior e melhorar alguns componentes nucleares. Por enquanto, as críticas que têm surgido à nova versão do sistema operativo são positivas. 

A empresa de tecnologia norte-americana vai oferecer durante um ano a nova versão, com actualizações gratuitas para aparelhos com as versões Windows 7, 8 e 8.1. Para quem tiver essas versões, a alteração do sistema será gratuita e uma vez instalado num dispositivo continuará a não ser pago durante o tempo de vida do aparelho que tiver o Windows 10. 

Para os utilizadores que usem um sistema operativo anterior ao Windows 7 será necessário não um upgrade mas uma nova versão e isso sim terá custos. Nesse caso, "a versão integral do Windows 10 estará nas principais cadeias de retalho, a partir de 20 de Agosto", adianta a Microsoft Portugal em comunicado. Já o presidente da Microsoft, Satya Nadella, considerou em declarações à BBC que o Windows 10 “não é apenas uma nova versão [do sistema operativo] mas o começo de uma nova era”.

Pessoalmente, pretendo fazer a actualização nos próximos dias para experimentar esta nova evolução. Confesso que tenho muito boas expectativas para este novo sistema operativo e só espero que venha revolucionar o mercado das novas tecnologias. Pelo que tenho visto, as novas mudanças de interface estão fantásticas. Agora basta esperar para ver…

Estás a pensar actualizar software do teu computador com este novo sistema operativo? Quais são as tuas expectativas para o Windows 10?

 

 
 

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Uma viagem ao encontro do amor…

Conheciam-se há meses através das evoluções da tecnologia, não passavam um dia sem se falar. Ele vivia numa cidade em constante alvoroço, já ela morava numa vila pacata. Partilhavam tudo, eram os maiores confidentes, de alguma maneira, eram mesmo verdadeiros amantes. Nenhum dos dois conseguia explicar aquele sentimento que nutriam um pelo outro, apenas amaldiçoavam a distância que os afastava. Não havia dia que não fantasiassem com uma vida em conjunto. Faziam planos, contavam os maiores segredos, a confiança entre os dois era cega. Ainda assim nunca tinham estado juntos, desconheciam a sensação de colocar os seus sonhos em prática. Cobiçavam diariamente esse momento, desejavam ardentemente sentir o toque um do outro. Queriam, no fundo, amar-se em toda a plenitude.

Naquele dia, em que a saudade o atormentava especialmente decidiu cometer uma loucura. Saiu de casa e comprou um bilhete para a vila da sua amada. Era uma decisão intempestiva, mas inevitável. Tinha-se cansado de evitar aquela decisão! Como podia? Estava a lutar pela sua felicidade, por aquele amor intenso e verdadeiro. A viagem seria dentro de cinco dias e decidiu não lhe contar o que tinha feito. Queria-a surpreender, ver a sua reacção genuína. A espera foi uma tortura interminável, estava ansioso para que o dia chegasse finalmente. Enquanto falavam tentava afastar o entusiasmo que sentia, não queria estragar a surpresa…

O dia acabou por chegar, tremia de ansiedade mas tinha um enorme sorriso na cara. Ia vê-la e isso não tinha preço! Na verdade, era um sonho tornado realidade, nada podia se igualar aquela sensação. Horas depois, chegou aquela pequena vila e dirigiu-se à morada onde já tinha enviado dezenas de cartas. Andava depressa, quase a correr, estava muito entusiasmado. Agora tinha de ir em frente, o encontro iria realmente acontecer. Tocou à campainha e pouco tempo depois ouviu passos apressados a correr até à porta. Uma bonita jovem abriu-a e ficou embasbacada com quem se encontrava do lado de fora. Nervosa, sorriu timidamente. O rapaz, também sem jeito, retribuiu o gesto. Ambos sabiam que estavam a olhar para a sua alma gémea.

Questões Inevitáveis (13)

No fim-de-semana passado terminou a 82.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, um evento que leva a que os hábitos de leitura sejam discutidos nesta décima terceira pergunta das Questões Inevitáveis. Com o aparecimento das novas tecnologias muitos defendem que a sobrevivência dos livros está em risco. A aposta nos e-books e o preço elevado dos livros podem ser algumas justificações que potenciam este problema. No entanto, a organização do evento realizado no Parque Eduardo VII considera que as vendas foram bastante positivas. Miguel Freitas da Costa, director da Feira do Livro de Lisboa, garantiu ao ‘Correio da Manhã’ que o evento está a correr "excepcionalmente bem", revertendo factores preocupantes, como a quebra "bastante acentuada" da venda de livros nos primeiros meses deste ano. Parece que apesar da enorme evolução tecnológica, os livros conseguem persistir pelo tempo. Pelo simbolismo ou pela tradição, eles continuam a dar que falar. E tu, qual é a tua opinião?

 

A sobrevivência do livro está em perigo? Como prefere ler um texto: no computador ou num livro? Porquê?

 

 

Uma língua em perigo

Hoje tudo é escrito na Internet, desde um trabalho indispensável a algo sem importância. Desde pesquisas à elaboração de textos tudo passa pela Internet. É um ciclo vicioso. A sociedade está viciada em trabalhar neste dispositivo o que, no meu ponto de vista, a médio/longo prazo pode castigar a língua portuguesa. Não tenho quaisquer rodeios em expressar a minha opinião no que se trata deste facto, um vez que várias abreviaturas e erros básicos começaram a aparecer de uma forma estonteante com a banalização que se tem tornado o uso da Internet.

Perante isto fica-se com uma dúvida: será que a internet ajuda a que apareçam mais erros ortográficos ou ela vem apenas o levantar do véu de  muitos problemas linguísticos? Para mim, vem ajudar a que os erros aumentem. A velocidade com que se digita informação detém, naturalmente, inúmeras gralhas. A comunicação é mais rápida, eficiente e o mais importante de tudo é grátis, o que leva a uma grande procura. De acordo com a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), no primeiro trimestre de 2010, aproximadamente metade dos lares de Portugal continental (48,8%) dispunham de acesso à Internet. Se é bom para um país estar evoluído tecnologicamente o que se pode dizer da possibilidade das perdas diárias do uso do bom português? Esta democratização da Internet pode causar estragos em pequena ou media escala causa a nível nacional num futuro próximo, principalmente na faixa etária mais jovem.

Normalmente o uso de abreviaturas é bastante utilizado neste espaço, algo que até podia ser bom. Até porque se treina o processo de abreviação, mas tornar-se um malefício pois o uso torna-se tão recorrente que acaba-se por assimilar essa abreviação como a verdadeira palavra. Dados referentes a 2010 confirmam que a Internet é usada para procura ou verificação de factos por 42,2% dos internautas. O problema nisso é que criou-se a lógica que se está na Internet, é porque a informação é correcta e fidedigna. Um erro comum cada vez mais recorrente. Com tudo isto um grande problema começa a nascer: o desprezo pelos livros.

Assim sendo, a rápida pesquisa na Internet torna-se indispensável para o uso de trabalhos. Nas escolas, por exemplo, isso é já uma exigência. Mas esse requisito pode ser prejudicial, uma vez que o computador assinala e corrige os erros que são feitos ao longo da sua redacção. O utilizador não dá a devida importância aos erros acabando por voltar repeti-los num futuro próximo. O erro torna-se natural e escrever de forma correcta não…

A excessividade de erros e o uso frequente do “calão” são normais no dia-a-dia da Internet, espaço onde a língua portuguesa é muitas vezes desprezada. Os erros feitos durante a sua utilização, são vários e graves, tendo os utilizadores pouco cuidado com o que escrevem e procuram. Aliás, criou-se mesmo uma nova linguagem neste dispositivo com trocas de x e de s. Coerente? Nem por isso, a verdade é que na Internet não tem sido dado o real valor da língua portuguesa. Um dos espólios mais importantes de um povo, portanto é necessário cada mais proteger e preservar esta língua para não correr o risco de perde-la no futuro.

 

Dependência

Sentido. As palavras não têm sentido, falta-lhes lógica. Nós damos essa lógica. O mundo carece dessa componente. Falta-lhes tudo, mas principalmente sentido. Na realidade, não há certo nem errado, nós é que lhe damos essa avaliação. Não existe falhas, pois é o Homem que lhes dá essa condição…

E se esse pensamento estiver enganado? No fundo, se o certo for errado e o errado for certo. Isso pode muito estar a acontecer. Se não passarmos de seres ilógicos que procuram a coerência, mas que nunca conseguem atingi-la, nem sequer aproximar-se a ela. Passamos a ser apenas e só animais? Mas nós continuamos a sê-lo! Queremos guerras, conquistas e mortes. Não evoluímos, só perdemos a cada dia que passa.

No entanto, a sociedade actual diz que progredimos que estamos numa nova era. A da tecnologia. Que o mundo vai mudar, que tudo vai ficar e ser melhor. E nós acreditamos. Prestamos vassalagem às máquinas, como se elas fossem a nossa salvação, mas são a nossa perdição! Estamos iguais, apenas mais mortíferos e sozinhos. Está tudo fora do controlo. Com a tecnologia perdemos o outro, perdemo-lo e só ganhamos o EU. Eu posso, eu faço, eu mando, eu isto e aquilo! E o nós? E tu, onde andas? Desapareceste, escondeste-te, deixaste-te apenas consumir…

Desaproveitamos a mobilidade, o amor e a vida. Tudo se transfigura numa deflagração de solidão e isolamento, na qual sistematicamente é utilizado o mesmo registo: o esquecimento. É esse o preço do egoísmo e o egocentrismo cada vez mais patente na sociedade actual.

 

 

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