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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

A febre da Guerra dos Tronos está de volta

As séries fantáticas estão cada vez mais na moda e isso muito se deve ao sucesso de Guerra dos Tronos, a série baseada nos livros A Song of Ice and Fire, escritos por George R. R. Martin. Após o enorme sucesso que atingiu a primeira e segundas temporadas, a terceira vai ter estreia mundial a 31 de Março (em Portugal começa a 8 de Abril através do canal SyFy).

 “Quando se joga ao jogo dos tronos, ganha-se ou morre-se. Não existe meio-termo”. Esta deve ser a frase mais importante em toda a série e que sintetiza toda a história. Produzida pelo canal HBO, a série premiada com um Emmy e Globos de Ouro é um drama épico passado no mundo de Westeros, onde ambiciosos homens e mulheres com honra e sem ela vivem numa terra onde os Verões e Invernos podem durar anos. De facto, a Guerra dos Tronos é uma aventura inteligente e empolgante do início ao fim, que é impossível abandonar.

Esta série traz guerras, intrigas, mentiras, traição, orgulho, inveja, política, preconceito, numa história onde não se sabe em quem confiar. A trama não é governada pelo típico duelo entre o bem e o mal, mas pelos interesses materiais de famílias poderosas. Além disso, a sua personagem favorita pode morrer a qualquer altura. Aqui não há medo em matar personagens… Aliás, admito que fiquei bastante surpreendido em ver tantas já terem sido mortas e acredito que isso irá continuar ao longo das próximas temporadas. Neste terceiro capitulo, que vai trazer os habituais dez episódios, tem como pano de fundo o Inverno que se aproxima rapidamente. Com tensões e acordos, animosidade e alianças, a terceira temporada desta série vai ser uma viagem emocionante num mundo inesquecível.
Este épico de George R. Martin prima por uma audácia e uma criatividade fora do comum, numa história em que existe diversos arcos narrativos em jogo. A ‘Guerra dos Tronos’ faz tanto sucesso nos últimos tempos, graças à enorme competência do escritor norte-americano. Pode parecer um paradoxo que um épico de fantasia medieval se faça notar pelo realismo, mas essa é a principal característica da sua obra. Por exemplo, a aparência física dos personagens é dada de maneira minuciosa e frequentemente impiedosa, com ênfase em defeitos físicos e cicatrizes horrorosas. Esta é, sem dúvida, uma série que considero obrigatória para os fãs de fantasia e aventura. Não percam!

 

Quais são as vossas expectativas para esta série? Qual a vossa personagem favorita? Quem pensam que vai terminar no Trono de Ferro?

 

Questões inevitáveis (19)

Enquanto me encontrei a arrumar o sótão neste último fim-de-semana deparei-me com inúmeras recordações e várias memórias da minha infância Posto isto, o Questões Inevitáveis vai dar ênfase sobre aquela que é uma das melhores fases da nossa vida – a infância. Não existem responsabilidades e o nosso único ‘trabalho’ é arranjar novas formas para nos divertir. É nessa perspectiva que proponho esta nova edição da rubrica.

Naturalmente que uma das coisas que mais gostava de ver era desenhos animados. Tive a felicidade de crescer nos anos 90 rodeado de alguns dos programas infantis mais icónicos da televisão portuguesa. Comecei por ver a Rua Sésamo , admito que era louco por aquela série. Cheguei mesmo a ter um bolo de aniversário com o Popas Amarelo que na altura era a minha personagem favorita. Os anos foram passando e comecei a não perdia um episódio do Dartacão , das Tartarugas Ninjas, dos Power Ragers ou do inevitável Dragon Ball . Agora com 23 anos ainda me consigo lembrar das músicas de abertura destas animações.

De facto, foram horas à frente do televisor a dar muitas gargalhadas de satisfação. Guardo essas recordações num local muito especial. Tenho a certeza que vocês também tem memórias muito especiais de quando eram mais novos/as. Acho que vai ser bastante divertido partilhar um pouco das nossas memorias e recordar alguns bons momentos.

 

Quais foram os desenhos animados que mais os marcaram? Ainda há alguma música dessa animação que ainda hoje conseguem cantar de cor? Sentem que os canais em sinal aberto deviam dar mais destaque à programação infantil?

Hipnose televisiva

Desde o seu aparecimento, a utilidade televisão tem motivado muito debate. Afinal a televisão forma ou empobrece o cidadão? Esta é uma dúvida pertinente cada vez mais presente no quotidiano. A aposta na imbecilidade da televisão confirma que pouco se ganha ao ligar este aparelho. A razão para esta afirmação? Simples. Cada vez mais chegam até nos programas única e exclusivamente para aumentar o “share” do canal e que não beneficiam em nada o telespectador. Não se está preocupado em melhorar competências, mas em ganhar dinheiro com este negócio.
Infelizmente, os canais televisivos raramente transmitem programas culturais, que instruam o povo português. Muito pelo contrário. Inúmeros programas com pouco teor cultural, entram nas nossas casas com uma frequência aterradora, como por exemplo os “reality shows”, que não tem qualidade alguma. Programas como estes desfilam dramaticamente nas grelhas televisivas e cada vez mais multiplicam-se.
Mas não é só nos “reality shows” que existe problemas. Uma coisa que me revolta é o facto de o horário nobre estar repleto de telenovelas, a história é sempre a mesma e começa cada vez mais a tornar-se saturante. O que mais me choca é que continuam a ser vistas por inúmeras pessoas, tendo um “share” altíssimo… Há como que uma hipnose televisiva em Portugal! A televisão é um espalho da sociedade, portanto se temos uma sociedade retrógrada, tacanha e negativa, a televisão apenas reflecte exactamente isso…
É certo que este aparelho deve chegar a todas as faixas etárias, mas é possível fazê-lo de forma diferente e com melhor qualidade. Existem tão bons programas que podiam ser posicionados em lugares destaque que torna-se inconcebível a continuação de produtos com tão pouca qualidade.
Algo que me preocupa neste actual estado da televisão é que em horários simultâneos encontram-se a dar programas semelhantes em canais diferentes. Torna-se cada vez mais complicado para um telespectador que não aprecie um certo tipo de produto encontrar um registo diferente. Na minha perspectiva, é necessário alterar a grelha televisiva drasticamente para que todos os espectadores se possam sentir atraídos pelo que vêem. No caso da televisão nacional é certo uma coisa: é urgente mudar e necessário inovar.

 

O fim anunciado da RTP2

António Borges, consultor do Governo para as privatizações confirmou nesta quinta-feira a Judite de Sousa, no ‘Jornal das 8’, na TVI, que “provavelmente a RTP2 vai fechar porque é um serviço caro para a audiência que tem”. O anuncio não causa nenhuma surpresa, até porque há muito se esperava esta medida. O mais estranho nisto tudo é ter sido um funcionário do Governo a anunciar os planos para a estação pública…

O canal que iniciou as suas emissões a 25 de Dezembro de 1968 deu sempre um enorme destaque à componente cultural. Curiosamente, a 14 de Maio de 2012, a RTP2 tornou-se no primeiro canal generalista português a emitir em 16:9. O que demonstra que foi uma estação parada no tempo e que tentou sempre evoluir e estar mais próximo dos seus telespectadores.

No meu ponto de vista, este sempre foi um projecto com pouca audiência mas de reconhecida qualidade. E, atenção, porque esta estação não tem que se preocupar com o número de telespectadores, mas sim com a qualidade informação que divulga. Não se pode negar. A RTP2 é um canal de minorias, claro que sim. Contudo, o Estado também tem de se preocupar com essas minorias e não só com o grande público. Não basta só satisfazer o público com programação comercial e o segundo canal tem provado isso ao longo dos anos.

De facto, é de lamentar o fecho desta estação televisiva, mas até agora parece ser a solução possível numa altura em que o Governo tenta cortar no orçamento. No entanto, desde há muito tempo, que é na RTP2 que passam os melhores programas quer a nível de desporto (e não só de futebol), cultura, ciências, séries, informação e desenhos animados. Caso se confirme (e não tenho nenhumas dúvidas que isso vai acontecer), é uma grande perda na formação e divulgação de qualidade no nosso país. 

Irrita-me particularmente que os conteúdos na televisão portuguesa são tudo a nivelar para baixo. Isso não acontece no segundo canal. Realmente, é de louvar a forma como este projecto tem sabido gerir a sua grelha e atrair novos públicos mesmo com um orçamento mais baixo que a casa mãe. Na verdade, é injusto que o canal mais transversal de Portugal seja aquele que está próximo de fechar.

A solução para menorizar os danos do desaparecimento deste emblemático canal passa por colocar os melhores programas no primeiro canal. É a melhor forma de manter o cartaz cultural defendido na RTP2. Reduzia-se os custos, mas os programas de maior qualidade resistiam a esta extinção… No meio disto tudo, é triste ver que a cultura em Portugal continua vulnerável e sem um verdadeiro apoio.   

 

Ricardomania invade a rádio

Ricardo Araújo Pereira é o homem do momento, um nome que está na moda! A sua irreverência faz com que seja impossível ficar indiferente a esta figura. Após um regresso pontual à televisão em Janeiro com o ‘Conversas Improváveis’ da SIC Notícias, tornou-se a grande estrela das manhãs da Rádio Comercial. Está mais que visto que as ‘Mixórdia de Temáticas’ vai tomar de assalto as manhãs radiofónicas portuguesas!

O formato, inserido nas manhãs apresentadas por Nuno Markl, Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim, é patrocinado pela PT, empresa com a qual os Gato Fedorento têm um contrato de publicidade, para darem a cara pela MEO. Ricardo Araújo Pereira continua ainda com a sua participação no ‘Governo Sombra’, da TSF, ao lado de Pedro Mexia e João Miguel Tavares. A versatilidade é imensa o que comprova as crónicas semanais no jornal A Bola e na revista Visão.

Foi aluno de colégios de freiras Vicentinas, Franciscanos e Jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se depois o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias, até tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português.

Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, criou os Gato Fedorento juntamente com José Diogo Quintela, Miguel Góis e Tiago Dores. Um grupo que tornou-se uma referência do humor português contemporâneo. Os programas eram feitos de várias cenas que englobavam temas diversos, ridicularizando-os até ao máximo possível. Com temas actuais e fazendo inúmeras referências ao governo são inesquecíveis as imitações de Alberto João Jardim, Paulo Bento ou Marcelo Rebelo Sousa. Todas feitas, inevitavelmente, pelo Ricardo.

A verdade é que sempre se conseguiu destacar do grupo e afirmou-se como líder de um projecto com um sucesso estonteante. A inteligência, o carisma e a forma muito peculiar tornam-no num dos maiores nomes do humor em Portugal de sempre. Tem uma graça natural. Só de olhar para ele, dá vontade de dar uma enorme gargalhada! Para além disso, tudo o que toca é êxito garantido. Caiu em graça ao povo português, está mais que provado. Até porque já participou em todas as áreas da comunicação e está mais que visto que Ricardo Araújo Pereira é sinónimo de audiências e… de humor de qualidade!