Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Capítulo 6 - A pior coisa em Londres...

Novembro de 2016... Desde que comecei a contar a minha aventura em Inglaterra no blogue que apenas tenho abordado as coisas boas que Londres me proporcionou até agora. Mas desenganem-se, esta não é a história de uma cidade perfeita. Não, Londres não é de todo uma cidade perfeita. Longe disso. Claro que como em todos os lugares, a capital britânica tem os seus aspectos negativos. 

Hoje vou falar aquele que mais me atormenta. Provavelmente acho que não vou surpreender ninguém a dizer isto, mas a pior coisa em Londres é... o tempo! A chuva e o frio são uma constante em Londres. Mas isso não foi surpresa nenhuma para mim, eu já estava preparado psicologicamente para um clima adverso. Há muitos anos conhecia a fama do tempo britânico. No entanto, uma coisa é estar preparado, outra bem diferente é viver isso diariamente...

Acordar às 6 da manhã e olhar para a janela e ver que um diluvio me espera lá fora é complicado. Principalmente nos dias de trabalho, esses são os que custam mais. Óbvio que com o tempo consegui habituar-me a isso, mas ainda assim ainda custa passar por aqueles dias cinzentos onde o sol não aparece. Não é uma situação fácil, mas bem há coisas muito piores na vida...

 
 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Enfrentar os medos!

"Não consigo! Tenho medo...", admitiu-lhe aquela bonita jovem que não devia ter mais de 17 anos. Expressou-se em voz baixa, sem conseguir olhar-lhe nos olhos. Era evidente o desconforto que sentia ao admitir aquela limitação.

O rapaz que devia ter mais um ano que ela sorriu de forma afectiva. De certa forma, reviu-se um pouco naquele momento. Ele próprio, no passado, já tinha perdido tanta coisa porque não teve coragem de arriscar. De enfrentar os seus medos, no entanto agora era alguém pronto para qualquer desafio.

Soube lutar contra as adversidades e afastar os seus fantasmas.
Quase instantaneamente , deu-lhe a mão de forma carinhosa. "A vida é feita de medos, de inseguranças. Não te deixes dominar por isso, pois só assim podes ir mais longe. Levanta a cabeça e vai em frente, não te deixes limitar. Eu estou aqui, vai correr tudo bem!", disse-lhe com sinceridade. A rapariga respondeu com um sorriso tremulo. Abanou a cabeça de forma mais convincente e começou a escalar a montanha íngreme ."

Texto originalmente publicado na rubrica Conta-me Histórias

 

 
 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Quando se tem pouco tempo...

"Não tenho tempo", murmurou ela, naquela voz solene tão característica.

Não consegui deixar de sorrir com aquela afirmação. "Falta de tempo", enfim o grande problema da humanidade. Nunca há tempo para nada, passamos a vida a correr de um lado para o outro num stress constante. Deixamos de aproveitar o momento, deixámos de saborear as pequenas vitórias. Minutos depois, já estamos em nova correria para atingir uma nova meta qualquer. Não sabemos descansar, vivemos nesse frenesim diário com a vida ocupada com tudo e mais alguma coisa. A vida é assim mesmo...

Temos aquele irreal de conseguir conquistar todos os nossos objectivos num dia. No fundo, não passamos de pessoas permanente insatisfeitas, lutando com a dedicação máxima pelos nossos sonhos. Ainda assim, por muito esforço e dedicação é impossível vencer tudo num dia. É por isso que passamos a vida a priorizar tudo, a fazer escolhas constantes. Portanto temos de escolher o rumo certo, é é naquilo que gostamos que devemos sempre gastar o nosso tempo...

 

 
 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Imagem espontânea (33) – Instagram Time

Hoje é dia de mais uma Imagem Espontânea! Como aconteceu nas mais recentes edições vou deixar algumas das fotos que publiquei mais recentemente na conta do Instagram (@miguel_alexandre7). Já devem ter reparado que desde que fiz a alteração nesta rubrica que ela tem aparecido com maior frequência, confesso que estou a gostar imenso desta mudança!

Desta vez vou partilhar alguns dos momentos mais especiais de Novembro, como a maioria de vocês já sabem foi um mês muito importante para mim. Logo no início tive o lançamento do meu primeiro livro – A Analogia da Morte – um dos dias mais emocionante e marcantes que já tive. Mas esse foi apenas um dos momentos inesquecíveis destes últimos dias. É verdade que tem sido muito cheios e intensos, mas todos eles repletos de boas energias e cheios de felicidade. De facto, este final de ano tem sido mesmo sensacional, só espero que continue assim para 2015!

Lançamento.jpgChocos.jpg

1 - Durante o lançamento na Livraria Desassossego, uma foto a promover o meu primeiro livro - A Analogia da Morte. 

2 - Um almoço simplesmente fantástico, uns chocos à algarvia simplesmente deliciosos. Adorei!

Starbucks.jpgFacebook.jpg

3 - Uma saída com a minha namorada, passamos pelo Starbucks. O amor e o carinho foram uma constante. 

4 - O momento em que a minha página de autor chegou aos 1000 gostos, o meu obrigado a todos pelo apoio e carinho. 

Hunger Games.jpgCastanhas.jpg

5 - Não podia perder a primeira parte do último capítulo de Hunger Games. Sem dúvida, uma boa tarde de cinema!

6 - Adoro esta altura do ano pelas castanhas, é uma das coisas que mais gosto de comer. O sabor é divinal...

Chuva.jpgLogo.jpg

7 - Os dias tem sido muitas vezes repletos de chuva, mas é uma execelente oportunidade para dar uma boa leitura.

8 - O logotipo criado pela minha namorada para o canal do Youtube. Ficou um trabalho fantástico!

 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||

Um luto devastador

Passou um mês depois daquela tempestade devastadora, mas ainda permaneciam alguns destroços do dia sinistro. A vila tinha perdido a sua alegria, outrora colorida e jovial, agora eram os tons negros que imperavam. Parecia um local completamente transfigurado. A população ainda estava a tentar absorver a perda de Bruno Pires. O jovem desaparecera sem deixar rasto naquele temporal destruidor. Naquela pequena vila piscatória, a saudade ainda era extremamente dolorosa.

Numa tosca casa junto ao mar, o silêncio reinava. No chão sentado contra a parede um embriagado José Brandão permanecia miseravelmente. Desde da tempestade que não tinha voltado ao mar. Estava com um aspecto deplorável, umas longas olheiras mostravam o pouco descanso que tinha tido nos últimos tempos, enquanto uma barba por fazer dava ênfase ao desnorte daquele homem. O seu olhar não tinha qualquer tipo de vida, era uma sombra do corajoso e aventureiro capitão. Lá fora começou a chover com uma enorme intensidade, cada gota parecia uma faca no seu coração ferido, numa dor ardente e contínua.

Com o desenrolar dos minutos aquele som destrutivo fê-lo sentir algo diferente, desejou pela primeira vez enfrentar os fantasmas do passado.  Não saia de casa há algum tempo, isolara-se naquela depressão destruidora. Culpabilizava-se pela morte do seu companheiro.  Grunhiu ao tentar mexer as suas pernas dormentes, os primeiros passos foram extenuantes. Parecia estar a tentar redescobrir a sua força. Saiu de casa de uma forma desarticulada. Sabia onde tinha de ir, precisava de enfrentar o seu medo.

Quando Brandão percorreu o denso areal, ficou parado em frente do mar agitado. Ao fundo observava a zona de rebentação. As lágrimas caíam-lhe fervorosamente. Continuava revoltado. Gritou descontroladamente, parecia um homem possuído.  Permaneceu num longo silêncio depois daquela descarga emocional. Apenas desejava que o tempo voltasse atrás. Ficou assim durante horas, Só abandonou aquele local quando a última gota caiu do céu, aquela era a sua homenagem.  Antes de ir embora largou um “Desculpa ter-te falhado companheiro” quase imperceptível…

 Imagem retirada de: http://oglobo.globo.com/

Parte 1 | Parte 2

 

 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||