Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (30) – Graffiti

Ao sairmos a rua, é difícil encontrar uma lugar impune de grafftis . Alguns chamam-lhe arte, outros vandalismo. De facto, a arte urbana está cada vez mais forte e multiplica-se por todo o lado, independente dessa actividade ser proibida por lei. A verdade é que este um debate controverso e que dificilmente conseguimos ficar alheados.
Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade, normalmente um espaço público. Podem ficar surpreendidos , mas os primeiros graffitis surgiram na antiguidade (Egipto, Grécia e Roma), altura em que já havia inscrições feitas em paredes. O crescimento mediático surgiu nos anos 60 como suporte para inscrições de carácter poético e político. Deu-se também uma proliferação de estilos estando também associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.
Dentro dos seguidores desta cultura, Jean-Michel Basquiat tornou-se um dos mais famosos, ganhando a fama de neo-expressionista com os seus trabalhos nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. O norte-americano acabou por tornar-se um dos mais significativos artistas do final do século XX, apesar de ter morrido apenas com 27 anos. Aliás, a imagem de hoje é um dos trabalhos deste nova-iorquino.

Afinal o graffiti é uma forma de arte ou puro vandalismo? Qual acham ser a razão para o seu crescimento?

O 'Um Mar de Recordações' chegou ao bonito número de 300 seguidores no Sapo Blogs. O meu obrigado a todas as pessoas que tem apoiado este projecto ao longo dos anos. Tem sido uma viagem fantástica! Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

     

Prazer em altura de crise

Apesar de para muitos ser um luxo, há cada vez mais interessados nos spas. Há uma grande subida no número de portugueses que procuram estes serviços. É um prazer saudável (mas dispendioso) em tempo de crise. Uma moda que parece estar para ficar e que é que sintoma de uma vida cada vez mais stressante. Aromaterapia, hidro­terapia ou massagens são tratamentos cada vez mais familiares para os por­tugueses, sinónimo de um alívio merecido para um cor­po cada vez mais castigado pelo trabalho e uma mente cansada do ritmo intenso do dia-a-dia.

A palavra spa é uma abreviação do vocábulo latino que se designa como “solus per aqua”, e que na língua portuguesa pode traduzir-se como saúde através da água. Esta invenção criada pelos romanos está a receber uma aceitação explosiva em Portugal. E o que faz algo que já foi descoberto há vários séculos ter tal aumento nos últimos tempos? A meu ver dois factores terão sido essenciais. Em primeiro lugar, a enorme publicidade que dispôs com cartazes, spots publicitários e um enorme acompanhamento por parte dos media. Houve uma altura em que não se falou de outra coisa sem ser spas. Em segundo, devido a estar na moda estes espaços de prazer/lazer. E como país de modas que somos deu-se a massificação, mesmo apesar da crise que afecta grande parte da população…

Na realidade, de há quatros anos para cá tem havido um crescimento enorme neste mercado. Se existem pessoas que acabam por viver de modas e utilizar este produto por causa disso, também não nos podemos esquecer da existência de pessoas preocupadas com o seu corpo e com o seu bem-estar. É sinal de uma vida cada vez mais desgastante e atarefada, existindo realmente um desejo por se sentir melhor. Dessa forma, os spas tem vindo a conseguir cada vez mais seguidores e os números das empresas que trabalham neste ramo lucram imenso.

Em Portugal, durante a maior parte do século XX, apenas existiram as Termas, spas termais históricos, onde se privilegia a tradicional ingestão de água e os tratamentos à base de imersão ou duches. Contudo, só no final do século XX, assistiu-se ao aparecimento de spas de hotel, iniciando-se este movimento no Algarve e rapidamente alargando-se a todo o país. O serviço prestado baseia-se em infra-estruturas termais mais ligeiras e privilegia as massagens e serviços complementares de um hotel. Assim, a evolução rápida e forte deste meio foi inevitável.

Recentemente, surgiram os spas urbanos, espaços de menor dimensão, situados nas cidades e orientados para massagens, tratamentos de estética e medicina não invasiva, fornecendo pacotes de serviços de duração inferior a um dia. O bem-estar é o principal objectivo de um serviço que tem como tipo de clientes definidos maiores de 35 anos e de classe mé­dia alta. Contudo, o leque de interessados tem vindo a aumentar de forma esclarecedora, numa moda que parece estar para durar em território nacional.