Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (20) - José Alberto Carvalho

Nome : JOSÉ ALBERTO dos Santos CARVALHO

Data e Local de Nascimento : Penacova, 12 de Dezembro de 1967

Profissão que se notabilizou : Jornalista

 

Feitos importantes :

  • O gosto pela comunicação começou cedo. No liceu que frequentava, em Viseu, entrou num projecto radiofónico estudantil. Acabaria por iniciar a sua carreira nas rádios piratas e em rádios locais. Formou-se no curso de Comunicação Social na Escola Superior de Jornalismo do Porto. No fim do primeiro ano do curso participou num concurso da Rádio Comercial e foi um dos seis apurados entre mais de quinhentos concorrentes.
  • Passou pela Antena 1 e pela Rádio Nova, onde foi um dos fundadores, numa altura em que o Governo legalizou as rádios locais. Em 1989, José Alberto Carvalho foi a África do Sul fazer a cobertura das eleições num trabalho conjunto da Rádio Nova e da TSF. A RTP gostou do seu trabalho e convidaram-no a fazer uma experiência em televisão. Foi assim que começou a apresentar o ‘Bom Dia’, que passava entre as sete e as nove da manhã, e o ‘Jornal da Tarde’.
  • Em 1992, José Alberto de Carvalho aceitou o convite de Emídio Rangel para integrar a SIC e muda-se para Lisboa. Na SIC, canal privado em que foi um dos fundadores, notabilizou-se, principalmente, na apresentação de telejornais. Ficou a seu cargo a apresentação do principal noticiário do canal, à hora de jantar.
  • Contribuiu de forma decisiva para o lançamento do site da SIC na Internet. Em finais de 2001 abandonou a SIC para regressar à RTP, onde foi ocupar um cargo de chefia, apresentando simultaneamente os telejornais da noite. Foi director de informação da RTP até Fevereiro de 2011, altura em decide mudar-se para a TVI com o mesmo cargo. Actualmente, apresenta com Judite de Sousa o Jornal das 8.
  • José Alberto Carvalho é também professor na Escola Superior de Comunicação Social, do Instituto Politécnico de Lisboa, onde lecciona a disciplina de "Atelier de Jornalismo Digital". Vai ser o coordenador da Pós-Graduação de Jornalismo na Escola de Jornalismo ISCTE-IUL/ Media Capital, curso que vai abrir no próximo ano lectivo. 

 

Exclusivo*: Manifestantes calam Miguel Relvas em conferência da TVI (com vídeo da minha autoria)

"Relvas hoje vieste à escola?" foi esta uma das palavras de contestação que Miguel Relvas, Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, ouviu quando esta tarde foi silenciado pelo enorme protesto na conferência 'Como vai ser o Jornalismo daqui a 20 anos', organizado pela TVI no ISCTE-IUL , em Lisboa.
Num momento em que terminava o último painel da conferência, o ministro entrou na sala e foi vaiado por dois grupos de manifestantes que interromperam os conferencistas. "Demissão", gritavam em uníssono os protestantes sem parar. Após longos minutos e só depois da intervenção de Pedro Pinto, jornalista da TVI e moderador do painel interrompido, foi possível acalmar um pouco os ânimos. Ainda assim os manifestantes mantiveram vários cartazes com inscrições como "Governo Rua" e "Bolsas sim e Propinas não", para além de cartazes da manifestação convocada pelo movimento "Que se Lixe a Troika!" para o próximo dia 2 de Março.
Rosa Cullell, administradora da Mediacapital ainda conseguiu fazer um balanço da conferência dando a palavra ao Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. A partir daí a contestação voltou a incendiar-se não havendo condições para discursar. Assim, o protesto levou Miguel Relvas a abandonar a sala, numa saída atribulada. Os seus seguranças não conseguiram evitar que o ministro fosse atingido por um manifestante com um cartaz, num momento em que ficou encurralado. O ministro foi mesmo perseguido até à sua viatura.
Esta já é a segunda manifestação que o ministro foi impedido de falar. Ontem, no Clube dos Pensadores no Porto, foi interrompido quando as pessoas presentes começaram a cantar o 'Grândola Vila Morena', tema associado ao 25 de Abril.
No auditório do ISCTE-IUL, José Alberto Carvalho, director de informação da estação de Queluz, reconheceu "o direito à contestação e à liberdade de expressão", mas criticou o momento e a forma como foi levada a cabo.
Esta conferência foi um dos primeiros eventos comemorativos dos vinte anos da TVI e que foi transmitido em directo, ao longo do dia, no site da estação privada.

 

Concordam com a manifestação? O governo tem condições para continuar? 

 


*A notícia e o vídeo são exclusivos do blogue Um Mar de Recordações. 

"Os Grandes Portugueses" (10) - Judite de Sousa

Nome: JUDITE Fernanda de Jesus Rocha e SOUSA

Data e Local de Nascimento: 2 de Dezembro de 1960, no Porto

Profissão que se notabilizou: Jornalista

 

Feitos importantes:

  • Licenciou-se em História Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1987, mas começou a trabalhar no jornalismo com apenas 18 anos como repórter da RTP no Porto.
  • Depois de se tornar pivot do Jornal da Tarde é convidada para a redacção de Lisboa em 1991, vindo a notabilizar-se na apresentação do Telejornal. Sem deixar o trabalho de repórter, realizou várias deslocações ao estrangeiro, cobrindo acontecimentos como o Genocídio do Ruanda (1994); a ofensiva da Sérvia na Guerra dos Balcãs (1995), a Declaração Conjunta Luso-Chinesa (1999); a crise que se sucedeu o 11 de Setembro, no Paquistão (2001).
  • Em 2000 foi nomeada directora-adjunta de Informação da RTP, colaborando com José Rodrigues dos Santos. Após a remodelação de Almerindo Marques (2002), manteve-se como uma das principais figuras da informação do canal, tendo a seu cargo a Grande Entrevista.
  • Após 33 anos na RTP, abandona a estação do estado e ingressa na TVI, onde também é sub-directora de informação. Actualmente, para além deste cargo, apresenta o Jornal das 8, em que modera no domingo o comentário político do professor Marcelo Rebelo de Sousa.
  • É comendadora da Ordem do Mérito, distinção atribuída pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.

Reforço da Informação na TVI

Os jornalistas José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, duas das caras da informação da RTP, vão reforçar a TVI. Com estas alterações prevê-se uma mudança no jornalismo nacional, pelo menos, na componente televisiva.

Acima de tudo, a estação pública perde dois activos essências e precisa de procurar internamente ou externamente substitutos para manter a qualidade que lhe é reconhecida nesse sector. Algo que digamos não é fácil… Estas saídas tem de ser consideradas como prejudiciais, sendo necessário uma reflexão das razões que levaram estes dois profissionais a abandonar o canal que lidera a informação.

A verdade é que na RTP pouca gente fica a lucrar. A não ser claro as pessoas que serão promovidas aos lugares da direcção de informação. Nesse caso, José Rodrigues do Santos é um dos que ira beneficiar com estas saídas, permitindo-lhe assumir um novo cargo na estação pública. Fátima Campos Ferreira, mediadora do ‘Prós e Contras’, é outro elemento que poderá ver ser aumentado o seu estatuto na empresa.

Não é possível esconder que o abandono de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa são más notícias para a RTP. No meu ponto de vista, a ‘Grande Entrevista’ de Judite de Sousa será uma perda descomunal, visto que este é um programa líder no seu registo. A sua manutenção parece-me pouco viável, pois a estação pública não dispõe de uma alternativa actual à altura. Dessa forma, além da perda de dois activos importantes é também criado um grande buraco na grelha que merece uma cuidada e rigorosa análise. O jornalismo de investigação pode ser uma alternativa viável para atenuar esta perda.

De certo que ninguém é insubstituível e neste meio é importante haver uma mudança de pessoas com o tempo. O jornalismo rege-se por uma sucessiva regeneração de novas caras. Aliás, esta situação que é negativa pode acabar por ser a rampa de lançamento para novos talentos no canal.  

Por outro prisma, a TVI garante dois profissionais de mão cheia. Depois de perder a liderança na informação para a RTP, a estação de Queluz reforça a equipa e enfraquece o rival. Na prática, uma óptima estratégia. Só, mais tarde, as audiências podem confirmar a sua viabilidade…

Além do acréscimo de qualidade e competência, a informação da TVI ganha essencialmente uma maior credibilidade, elemento que é muitas vezes criticado no quarto canal da grelha televisiva. Com esta mudança de direcção de informação, espera-se uma obrigatória alteração no registo noticioso do canal. Um programa de entrevistas semanais pode ser um registo a apostar que, em princípio, terá bons resultados de audiências.  

De facto, esta notícia é uma grande surpresa e acarreta uma enorme relevância mediática. É de esperar várias alterações nos dois canais, até porque não me parece que as mudanças fiquem por aqui… A face do jornalismo televisivo nacional encontra-se em mutação, que isso seja promotor de um trabalho mais rigoroso e com maior qualidade.   

 

 

Segue-me em:

Sapo || Facebook || Twitter || Instagram || Youtube || Bloglovin' ||