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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Mergulhados numa volúpia extrema

Os lábios carnudos de Maria Abreu esboçavam um sorriso satisfeito, o seu plano estava a correr como desejava. Conseguira convencer o seu namorado a ir à sede da empresa em que trabalhava com a justificação que se tinha esquecido de um documento importante. Uma pequena dissimulação que ia valer a pena para a concretização de um fetiche antigo… A viagem foi bastante curta, bastaram cinco minutos para que o Skoda Fabia cinzento chegasse a uma das artérias centrais de Lisboa. “Então não vens?”, desafiou-o com um olhar repleto de luxúria.  

Assim que entrou no majestoso edifício, deram de caras com o segurança que fazia a ronda naquela noite. O velho Rui Fernandes já conhecia a sua cara das longas noitadas que fazia no trabalho. A jovem de 21 anos fez um pequeno aceno amigável e avançou até ao elevador sem dizer uma palavra. O casal entrou nele em direcção ao 11.º andar. A temperatura aumentou quando os dois se começaram a olhar demoradamente. Foi João Afonso que tomou a iniciativa. Agarrou-a firmemente e beijou-a apaixonadamente. O desejo crescia a cada segundo, a intensidade de cada toque aumentava de intensidade. Naquele elevador nada mais importava a não ser saciar aquele desejo inesgotável, os dois acabaram mergulhados numa volúpia extrema...

O elevador parou no décimo primeiro andar com os dois ainda envolvidos. “Despacha-te com isso!”, disse numa respiração acelerada. Maria avançou mexendo provocatoriamente o seu corpo. O vestido que usava destacava a sua boa forma física. Parou junto à secretária, olhou para trás e lançou um sorriso provocador. Não foi preciso dizer nada. João engoliu em seco ao entender a verdadeira razão de ali estarem. Riu-se. O rapaz não se fez de rogado e avançou em passos rápidos. Voltou a beija-la com maior fugacidade com as mãos a percorrem o seu corpo. A paixão e desejo eram enormes naquela sala deserta.

Maria continuou a provocar dando uma pequena mordida no pescoço do seu namorado, estava cada vez mais empolgada com os avanços daquela noite. Puxou-o para junto da secretária, o que fez com que João desse um sorriso maroto. Agarrou-lhe na perna direita e os seus corpos tocaram-se com cada vez maior frequência. “Temos de ser rápidos, não quero ser apanhada”, segredou-lhe ao ouvido numa voz ofegante. Os dois trocaram um olhar faiscante. Acabaram por demorar uma longa hora, onde se deliciaram com os seus corpos. Aquele seria um aniversário para nunca esquecer…

 Imagem retirada de: https://www.flickr.com/

 

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O plano de aniversário perfeito

O relógio da sala marcava as nove horas e a campainha tocou nesse preciso momento. “Pontual como sempre”, pensou satisfeita pelo seu namorado ter chegado. Maria Abreu estava com um vestido azul claro justo ao corpo, naquele dia queria estar o melhor que conseguia. O desejo passava pela perfeição. Hoje marcava o segundo ano de namoro com João Afonso e ela tinha a ideia para uma noite fantástica. Um encontro escaldante. Esboçou um sorriso provocador…

Possuía um corpo tonificado, graças aos constantes treinos diários que fazia.  Era uma mulher confiante com 21 anos, cheia de energia e sempre preparada para um novo desafio. O mais recente era fazer daquele um dia envolvente e especial. Preparou aquele momento com muito afinco, iria fazê-lo levar à loucura. Mordeu os lábios carnudos a imaginar o momento extraordinário. Vestiu um casaco de pele para enfrentar o frio cortante de um Inverno rigoroso. Desligou as luzes e saiu do seu apartamento no centro de Lisboa.

Saiu de casa e avançou para o Skoda Fabia cinzento em passos confiantes. Não tinha dúvidas de que tudo ia ser mágico. Apesar do frio, o seu corpo já sentia algum calor com os movimentos apaixonantes e provocadores que iam acontecer muito em breve. Sentou-se num carro num movimento gracioso. João deu um sorriso encantador quando ela chegou. “Estás tão bonita amor!”, afirmou ele com carinho e meio sem jeito. Ela sorriu sem esconder um olhar lascivo. “Estás preparado para a melhor noite da tua vida?”, perguntou-lhe num tom solene ao ouvido.

Continua...

Imagem retirada de: http://maisindaia.com.br/

 

 

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Um encontro virado para o futuro

Chegou a casa naquele dia estafada, mas ainda assim queria ler um pouco aquela obra de Victor Hugo. Não precisou de muito tempo para encontrar o papel com o contacto do jovem da biblioteca. Deu uma pequena risada, aquela atitude era digna daqueles romances típicos. Mas depois voltou à realidade, por momentos ficou sem saber o que fazer, sempre tinha tido medo de assumir o papel principal na sua vida. Daquela vez ia ser diferente, tinha chegado a altura de apostar no desconhecido. Angariou toda a coragem que tinha e com as mãos a tremer discou o número.

Minutos depois e após uma longa conversa decidiram marcar um encontro para o dia seguinte. Suspirou, não tinha nada a perder. As horas seguintes foram brindadas com um nervosismo intenso. Detestava aquela sensação, mas preferiu ignorar a ser moldada pela falta de coragem. Não se ia deixar levar por aquela descrença. Enfim, o grande momento chegou. Vestiu-se o melhor que o seu guarda-fato permitiu.

Dominou os enormes nervos que sentia assim que que entrou no pequeno restaurante que tinham combinado encontrar-se. Deu um sorriso que mais se assemelhou a uma careta. Tentou não mostrar a tensão que sentia, apesar dela ser bastante evidente. Ainda se estava a questionar como tinha tido coragem de se colocar naquela situação. Mas para sua surpresa, a conversa até começou com naturalidade. Grande parte da noite foi passada a falar na paixão de ambos – os livros. Partilharam experiências e compreenderam que tinham gostos muito semelhantes.

A verdade é que aquele rapaz de 26 anos parecia saído de um dos seus livros. Contudo aquele não era o seu conto de fadas… Soube que ele estava a trabalhar temporariamente naquela livraria, morava no Norte e aquele apenas tinha sido uma forma de ganhar algum dinheiro no espaço do tio. Ficou desiludida com aquela notícia, mas a audácia daquele dia tinha-a feito perceber que tudo era possível. Sorriu ao ir para casa no final daquela noite, entendeu que o seu romance andava por aí e estava cada vez mais próximo…

O resultado foi inquestionável com um clara vantagem de 64% (49 votos em 77 possíveis) no final escolhido. Ainda assim, quis acabar este conto com uma surpresa. Espero que tenham gostado! Agora quero pedir-vos um favor: saí definitivamente do anonimato e criei uma página no Facebook para promoção do meu primeiro livro. Precisava de ajuda de todos para conseguir partilhar esta notícia com o máximo de pessoas possíveis. Posso contar com a vossa ajuda?

 

 

 

           

Em busca de um livro perfeito

Percorria demoradamente a livraria, estava em busca do livro perfeito. Andava sempre à procura de uma nova obra que a encantasse. Era um vício que não conseguia parar, encontrava sempre algo novo para ler, no fundo uma nova aventura para imaginar. Esse era o seu escape para uma vida cinzenta e sisuda. Aquela era a sua forma de viver a vida que tantas vezes sonhava. Não era uma jovem triste, apenas era acomodada. Vivia naquela tensão persistente sem ter coragem de dar o próximo passo.

No meio daquelas centenas de prateleiras , finalmente conseguiu encontrar um livro que a agradou plenamente. Deu um largo sorriso. Victor Hugo, um dos seus escritores preferidos. Desde cedo ficou cativada pelas palavras daquele autor. Tinha enfim encontrado o livro para os próximos dias. Soprou devagar para tirar algum pó acumulado. Posto isso, avançou despreocupadamente para adquirir aquele volume. Atrás da única caixa disponível , um rapaz com cerca de 25 anos estava a receber o dinheiro do cliente à sua frente. Numa cara repleta de sardas, aquele jovem possuía uma beleza especial. Era um empregado novo, nunca o tinha visto antes naquele lugar.

Um sorriso galante soltou-se dos lábios daquele rapaz quando começou a atende-la. Aceitou o livro com delicadeza. “18 euros, por favor”, pediu numa voz suave e límpida. Enquanto procurava o dinheiro na carteira, reparou que o empregado escrevia algo num pequeno papel. Estranhou a situação, mas não deu importância. Baixou os olhos e tirou a quantia que pretendia. As suas faces ficaram rosadas quando os seus dedos tocaram-se na altura do pagamento. Nervosa, a jovem sonhadora saiu rapidamente daquela livraria. Sem imaginar, dentro do livro que tinha comprado encontrava-se o contacto telefónico daquele rapaz. Os dados tinham sido lançados… 

 
 
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O prazer da leitura

O sol começava a pôr-se, tapada com um chapéu de sol, uma jovem morena, na casa dos 20 anos, encontrava-se sentada num banco de jardim despreocupadamente . Não tinha nenhum pormenor que a destacasse. Os seus olhos castanhos estavam mergulhados num pequeno livro. Permanecia assim há horas, tinha decidido passar aquela tarde numa leitura intensiva de um clássico da literatura nacional.

Perdia-se naquelas doces e intensas palavras, viajava naquele mundo que era a sua imaginação. Era feliz daquele modo, não precisava de mais nada além daquele prazer pela leitura. Saboreava cada página. Nada substitua aquelas magnificas tardes. Ainda assim, quando a leitura terminava não conseguia deixar de se sentir alguma nostalgia. Caminha para uma casa sem ninguém, morava sozinha. Enquanto avançava suspirou bem alto com esperanças que um dia ela também pudesse viver o seu próprio romance…

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