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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Uma viagem ao encontro do amor…

Conheciam-se há meses através das evoluções da tecnologia, não passavam um dia sem se falar. Ele vivia numa cidade em constante alvoroço, já ela morava numa vila pacata. Partilhavam tudo, eram os maiores confidentes, de alguma maneira, eram mesmo verdadeiros amantes. Nenhum dos dois conseguia explicar aquele sentimento que nutriam um pelo outro, apenas amaldiçoavam a distância que os afastava. Não havia dia que não fantasiassem com uma vida em conjunto. Faziam planos, contavam os maiores segredos, a confiança entre os dois era cega. Ainda assim nunca tinham estado juntos, desconheciam a sensação de colocar os seus sonhos em prática. Cobiçavam diariamente esse momento, desejavam ardentemente sentir o toque um do outro. Queriam, no fundo, amar-se em toda a plenitude.

Naquele dia, em que a saudade o atormentava especialmente decidiu cometer uma loucura. Saiu de casa e comprou um bilhete para a vila da sua amada. Era uma decisão intempestiva, mas inevitável. Tinha-se cansado de evitar aquela decisão! Como podia? Estava a lutar pela sua felicidade, por aquele amor intenso e verdadeiro. A viagem seria dentro de cinco dias e decidiu não lhe contar o que tinha feito. Queria-a surpreender, ver a sua reacção genuína. A espera foi uma tortura interminável, estava ansioso para que o dia chegasse finalmente. Enquanto falavam tentava afastar o entusiasmo que sentia, não queria estragar a surpresa…

O dia acabou por chegar, tremia de ansiedade mas tinha um enorme sorriso na cara. Ia vê-la e isso não tinha preço! Na verdade, era um sonho tornado realidade, nada podia se igualar aquela sensação. Horas depois, chegou aquela pequena vila e dirigiu-se à morada onde já tinha enviado dezenas de cartas. Andava depressa, quase a correr, estava muito entusiasmado. Agora tinha de ir em frente, o encontro iria realmente acontecer. Tocou à campainha e pouco tempo depois ouviu passos apressados a correr até à porta. Uma bonita jovem abriu-a e ficou embasbacada com quem se encontrava do lado de fora. Nervosa, sorriu timidamente. O rapaz, também sem jeito, retribuiu o gesto. Ambos sabiam que estavam a olhar para a sua alma gémea.

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