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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

13.Out.12

‘Público’ dá início à queda dos jornais em Portugal

A Sonaecom, detentora do jornal Público anunciou ontem que vai dispensar 48 funcionários, 36 dos quais jornalistas. Esses profissionais representam mais de 25% da redacção, que conta com cerca de 130 redactores. O objectivo, segundo anunciou em comunicado a empresa dona do jornal, é conseguir poupanças de 3,5 milhões de euros por ano.

O grupo Soane justifica a decisão com o facto “de a imprensa escrita estar desde há anos a atravessar uma mudança estrutural profunda, à escala mundial, que se tem traduzido numa forte tendência de queda de receitas em resultado do efeito de substituição do papel pelo online”. Ainda assim, a administração do diário espera continuar a “preservar os valores de qualidade e rigor da marca Público” pese embora a diminuição do número de jornalistas.

Entretanto, os trabalhadores da publicação diária decidiram, em plenário, mandatar os sindicatos para iniciar um processo de greve em resposta ao despedimento colectivo acordado entre a direcção editorial e a administração. "Este despedimento inviabiliza a continuidade do Público enquanto órgão de comunicação social de referência", lê-se num comunicado assinado pelo Conselho de Redacção e pela Comissão de Trabalhadores.

Desta forma, o Público, um dos jornais referência em Portugal, deu início ao que se prevê ser a queda dos jornais em Portugal. A grande diminuição nas vendas e o domínio da Internet apenas aceleraram aquele que vai ser o descalabro dos órgãos de comunicação nacional. Esta medida dá o mote para o desaparecimento de outras marcas tanto nesta como em outras empresas. Na imprensa escrita, o Diário de Notícias e o jornal I podem ser as próximas vítimas da redução de custos ou mesmo da sua extinção…

Esta situação coloca ainda mais difícil encontrar emprego nesta área. Actualmente, seguir a profissão de jornalista em Portugal é uma tarefa quase impossível. Simplesmente não há saída! A verdade é que o desaparecimento dos jornais em Portugal é sinónimo de um grande enfraquecimento da informação de qualidade no nosso país. Naturalmente, vai ser mais difícil encontrar os factos indispensáveis e as questões necessárias. Estar (bem) informado no nosso país torna-se cada vez mais uma miragem...

 

08.Out.12

Sala de Cinema (15) – Hobbit: uma viagem inesperada

Após a menção ao Senhor dos Anéis, a Sala de Cinema regressa à Terra Média para falar sobre o mais recente filme da obra de Tolkien – Hobbit : uma viagem inesperada. O primeiro filme da trilogia chegou recentemente as telas mundiais e confesso que esta longa-metragem dirigida pelo neozelandês Peter Jackson era a que mais aguardava neste ano que se aproxima do fim.

Sessenta anos antes dos eventos relatados nos três primeiros filmes da saga, o Hobbit segue a viagem de Bilbo Baggins (Martin Freeman), que é levado para uma aventura épica para recuperar o tesouro dos anões, que há muito tempo foi roubado por um dragão chamado Smaug. Convidado pelo feiticeiro Gandalf (Ian McKellen), o Cinzento, a viagem leva-os a muitas peripécias que fazem com que a vida de Bilbo mude para sempre. Os perigos encontram-se a cada esquina…

Fiquei mais uma vez encantado com os fantásticos efeitos visuais ao longo do filme que corresponde ao nível resplandecente de qualidade exibido na saga cinematográfica dos Senhor dos Anéis. As fortes performances de Martin Freeman e Ian McKellen enaltecem um filme muito bem construído, onde a personagem carismática Sméagol (interpretado por Andy Serkis) regressa para roubar mais uma vez o espectáculo .

O filme, cujas segunda e terceira partes só estrearão em 2013 e 2014, tem a particularidade de ter sido rodado em 3D e em 48 fotogramas por segundo, ou seja, o dobro do que é praticado no cinema desde o início do século passado. A longa-metragem bateu o recorde de maior arrecadação numa estreia no mês de Dezembro com cerca de 85 milhões dólares Por enquanto já foi nomeado para o Critics Choice Award para melhor direcção de arte, melhor guarda-roupa, melhor maquilhagem e melhores efeitos visuais. Com certeza que será a primeira de muitas nomeações e prémios que o Hobbit vai receber.

 

 

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03.Out.12

Lutar pelos sonhos… lá fora

Com o acentuar da crise económica, é cada vez mais frequente ver jovens a abandonar o país. Em Portugal, parece ser uma missão impossível encontrar emprego. Torna-se difícil lutar pelos sonhos aqui (será que ainda é possível?), visto que as hipóteses são cada vez menos. Enquanto isso, os sinais de melhoria são inexistentes e os obstáculos cada vez mais numerosos. Será que ainda vale a pena ter alguma esperança e lutar pelos nossos sonhos neste país? Cada vez é mais difícil acreditar que sim isso é possível…

Quase metade dos jovens portugueses está afastada do mercado de trabalho. Segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego real para os menores de 25 anos é de 48,7%, ou seja, afecta mais de 234 mil jovens. Estes números demonstram a situação crítica que Portugal atravessa e os problemas sociais que isso pode motivar. A verdade é que neste momento o nosso país é um local a evitar para quem quer ter futuro.

A economia não consegue gerar empregos suficientes para absorver a mão-de-obra jovem, mas isso não pode ser usado como desculpa para não se fazer nada para resolver esta questão. A verdade é que os jovens neste país estão totalmente estagnados! Naquela que é a geração com maior formação académica, é absurdo a forma como nós somos tratados! Parece que andamos a tirar cursos para absolutamente nada. Aposta-se na educação, mas depois disso o que temos é zero. Trabalho zero, perspectivas zero e sonhos zero.

Os anos passam e não há melhorias. Ninguém gosta de se sentir a mais e ver o seu futuro esfumarem-se. Num país que cada vez acredita menos nos jovens, a solução passa por ir embora. Sair daqui, ir para um sítio onde sejamos realmente valorizados! Ir à procura de uma vida melhor. Chega de sermos esmagados! Basta de nos sentirmos uns fracassados! Para nós não há um verdadeiro lugar na sociedade, um espaço onde seja possível aproveitar a energia, inteligência e entusiasmo desta nova geração.  O melhor a fazer? Desaparecer daqui!

 

 

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