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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

11.Out.14

Enfrentar a força do mar

A onda aproximava-se perigosamente, por momentos José Brandão ficou petrificado. Um medo intenso percorreu-o, durante preciosos segundos permaneceu de boca aberta sem reacção. Não conseguia mexer-se, atordoado por aquele destino incerto. Parecia estar numa luta interna para combater aquele sentimento novo que tinha dentro de si. No entanto, a sua longa experiência a enfrentar contrariedades levou a melhor.  Abanou freneticamente a cabeça. Deu uma chapada na cara e voltou a si. “Quero toda a gente a agarrar-se ao barco, vamos sair desta vivos”, rugiu bem alto para os cinco companheiros que sempre o acompanhavam naquelas longas jornadas marítimas.

A chuva caía ainda com mais força, a tempestade estava cada mais intensa. Em 30 anos no mar Brandão nunca tinha visto uma onda daquele tamanho. Na sua mente, os remorsos de ter colocado tantas vidas em perigo estavam a atormentá-lo. Cerrou os punhos, tinha de esquecer isso. Era necessário reagir aquele perigo, precisava que todos se salvassem. A sua personalidade forte e audaciosa rugia exuberantemente. O embate estava perto, agarrou-se ao leme com todas as forças que possuía. Gritou sonoramente quando a onda se aproximava, enfrentando aquele gigantesco perigo. Era um capitão obstinado que não virava à cara a um desafio.

Devastadora a onda levou o barco a frente, os tripulantes gemeram  com a força do impacto. Brandão foi abalroado com aquela força destrutiva dando perigosos abanões. A sua respiração estava acelerada, mas ainda assim deu um pequeno riso quando aquilo terminou. Contudo, aquela vitória durou pouco. Á sua frente uma onda do mesmo tamanho preparava-se para atingir a embarcação. O impacto foi mais doloroso, o leme quase que cedeu. O capitão arquejou, as suas forças fragilizaram. Receoso, olhou para o horizonte e reparou que as próximas ondas seriam mais pequenas. Suspirou de alivio, aquilo daria tempo. Gritou pelos nomes dos seus companheiros, gelou quando Bruno Pires não respondeu. O medo devorou-o, baixou a cabeça de forma derrotada e voltou a agarrar-se ao leme. Aquele seria um dia difícil. Enquanto isso, a chuva caía com força…

 Imagem retirada de: http://www.imagenesfullhd.com/

Parte 1

 

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06.Out.14

Encontrar sempre a meta certa!

Os meus dois grandes objectivos para este ano passavam pela publicação do meu livro e a conclusão de uma meia-maratona. Felizmente, esses dois desejos acabaram por ser concretizados com esforço, espírito de sacrifício e determinação. Ainda assim, não me dou por satisfeito. Sou ambicioso, vocês já devem saber isso.  Adoro desafiar-me, portanto decidi fazer a meia-maratona da Ponte Vasco da Gama. Assim, voltei a equipar-me e ataquei esta prova com tudo o que tinha. Esforcei-me ao máximo, mais uma vez com um tempo tórrido como grande adversário. Foram longos quilómetros, alguns mais dolorosos que outros. No fundo um verdadeiro desafio, nada melhor do que isso para motivar a querer novas conquistas. A desejar mais! O importante mesmo é encontrar sempre a meta certa, seja em qualquer objectivo. Ontem, foi mais uma meta conquistada. A chegada é sempre uma tempestade de emoções. Um momento bastante emocionante. É a sensação de dever cumprido. De mais um obstáculo superado e esse sentimento é um verdadeiro tesouro! A cereja no topo do bolo foi conseguir tirar um minuto ao tempo que tinha feito em Março. Para o ano o desejo passa por fazer ainda menos tempo. Agora é continuar a desejar que estes últimos meses continuem fantásticos e esperar que 2015 seja ainda mais auspicioso!

 

 

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02.Out.14

Páginas Folheadas (7) – A Chave para Rebecca

Há algumas semanas tive oportunidade de mergulhar num livro que me encantou pelo seu enredo e respectivo desenvolvimento. A Chave para Rebecca, do britânico Ken Follett, foi uma fantástica surpresa. Publicado originalmente em 1980, tornou-se um enorme sucesso literário a nível mundial. Em Portugal, a obra foi editada recentemente pela Bertrand Editora.

Elogiada pelo detalhe histórico com que descreve o Égipto durante a Segunda Guerra Mundial, A Chave para Rebecca é um thriller cativante da primeira à última página. A obra decorre durante o Verão de 1942, num momento em que Rommel parece quase imbatível, aproveitando o espião Alex Wolff e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier – Rebecca. Wolf cruza o escaldante deserto do Saara e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. Enquanto isso, o  major Vandam encontra-se no seu encalço e encarrega a encantadora Elene de seduzi-lo. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo… Qual das duas facções vai sair por cima?

Algo que me agradou bastante nesta obra foi ver como era a espionagem antes da era tecnológica e entender como as coisas evoluíram tão rapidamente. De facto, para quem gosta de uma boa intriga este é o livro certo, quando se começa a ler é complicado não ficar deliciado com estas páginas de cortar a respiração. Ao longo de todo o enredo, há uma tensão que vai crescendo e que é muito bem explorada por Ken Follett. A capacidade narrativa do britânico é extraordinária, confesso que adoro a forma como ele escreve. Através de descrições fantásticas fazemos quase uma viagem no tempo para assistir a todos os acontecimentos. Além disso, destaco a riqueza e diversidade de personagens, é fácil ficar ligado com os diversos caminhos tomados por cada elemento da história. Cada um acaba por lutar contra os seus fantasmas…

Aproveitando o sucesso, a obra acabou por ganhar uma versão cinematográfica. Em 1985, o filme estreou nas televisões numa longa-metragem dividia em duas partes com quatro horas de duração. As filmagens decorreram na Tunísia e o director da adaptação foi o inglês David Hemmings.

Imagem retirada de: http://portalivros.wordpress.com/ 

Quem já leu este livro? Qual é a vossa opinião sobre a escrita de Ken Follett? Gostam de livros que retratam acontecimentos históricos?

 

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