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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

17.Nov.15

Toque do destino

Miguel Alexandre Pereira
O tempo arrefece rapidamente. O dia está estupidamente cinzento, a chuva aproxima-se. É melhor despachar-me, penso instantaneamente. Não posso chegar atrasado. Não podemos fugir do destino. A ideia provoca-me um sorriso irónico, seguida de um longo suspiro. Não há mesmo forma de evitá-lo... Nunca acreditei nestas tolices, mas agora tenho que me render às evidências. Curioso, como as coisas mudam por um mero acontecimento. No início do dia, percorria caminhos ríspidos repletos (...)
24.Ago.15

Aversão à imprevisibilidade

Miguel Alexandre Pereira
Admito que gosto de saber o que vem a seguir, nunca lidei bem com a imprevisibilidade. Na verdade, é algo que não consigo suportar, até porque nunca me importei em ter uma vida chata, previsível e estrategicamente organizada… Isso acontece porque sempre gostei de controlar tudo o que se passava à minha volta. Talvez seja somente eu a ficar velho, mas eu anseio pela previsibilidade. No entanto, a minha vida mantém-se imprevisível , deve ser por isso que nunca lidei bem com ela. (...)
19.Ago.14

Em busca de um livro perfeito

Miguel Alexandre Pereira
Percorria demoradamente a livraria, estava em busca do livro perfeito. Andava sempre à procura de uma nova obra que a encantasse. Era um vício que não conseguia parar, encontrava sempre algo novo para ler, no fundo uma nova aventura para imaginar. Esse era o seu escape para uma vida cinzenta e sisuda. Aquela era a sua forma de viver a vida que tantas vezes sonhava. Não era uma jovem triste, apenas era acomodada. Vivia naquela tensão persistente sem ter coragem de dar o próximo passo. N (...)
11.Ago.14

O prazer da leitura

Miguel Alexandre Pereira
O sol começava a pôr-se, tapada com um chapéu de sol, uma jovem morena, na casa dos 20 anos, encontrava-se sentada num banco de jardim despreocupadamente . Não tinha nenhum pormenor que a destacasse. Os seus olhos castanhos estavam mergulhados num pequeno livro. Permanecia assim há horas, tinha decidido passar aquela tarde numa leitura intensiva de um clássico da literatura nacional. Perdia-se naquelas doces e intensas palavras, viajava naquele mundo que era a sua imaginação. Era (...)