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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

31.Ago.13

O preço das palavras

Miguel Alexandre Pereira
Emagrecera bastante nos últimos dias, o ópio estava cada vez mais a apoderar-se do seu corpo. Alimentava-se muito mal, a sua vida era o vício e escrever aquele livro. Restava-lhe poucas forças para escrever, sentia uma fraqueza extrema. Passava das três da tarde e ainda não tinha comido nada. Na verdade, não tinha qualquer comida em casa, todo o seu dinheiro tinha sido gasto no ópio. Naquele momento, a sua mão tremia descontroladamente, era-lhe difícil escrever, mas não vacilou (...)
22.Ago.13

Nos meandros do vício

Miguel Alexandre Pereira
Deixou escapar um pequeno trago, numa sensação que tinha-lhe um prazer imenso. Não podia negar que sentia saudades de tudo daquilo. Tinha-se mantido sóbrio durante três anos, publicara um livro de sucesso, mas aos poucos tudo se começava a desmoronar . Estava bloqueado há meses e acabou por regressar ao ópio há uns dias. Tinha encontrado novamente a sua escuridão … Esforçou-se para não desejar aquela vida de novo, mas a sua força de vontade foi demasiado ténue. Sabia que (...)
12.Ago.13

Perdido num bloqueio literário

Miguel Alexandre Pereira
“Não consigo escrever nada”, gritou desesperado sem conseguir reter as lágrimas que lhe caíram da face. Era um jovem escritor que há dois anos tinha lançado um livro com um sucesso tremendo que o tinha catapultado aos holofotes da fama. Agora, encontrava-se num enorme impasse, num bloqueio literário que o tornava incapaz de escrever três frases com sentido. A frustração estava a tornar tudo ainda mais difícil de suportar. Os dias iam passando e ele mantinha-se preso naquele (...)
27.Abr.13

A força do amor

Miguel Alexandre Pereira
Não queria acreditar em quem estava a ouvir. “Olá meu amor”, ouviu do outro lado da linha. Estava a escutar a sua namorada, reconhecia aquela doce voz em qualquer lugar. Mas como? Sabia que ela não tinha resistido ao acidente de viação que tinham sofrido há uma semana atrás. Instantaneamente , ele começou a chorar. Ela voltou a falar-lhe de forma triste e melancólica. “Sê forte, não desistas”, afirmou. Após essas palavras, não se ouviu mais nada. Tinha desligado. (...)