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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Os meus desejos para 2018...

O início de um novo ano é o momento perfeito para começar a criar algumas metas, uma espécie de lista de objectivos para os próximos doze meses. Nesse sentido, decidi partilhar com vocês qual vão ser as minhas principais batalhas para 2018. Como vão ver sou alguém bastante ambicioso nos meus desejos e que pretende fazer um pouco de tudo. Caso consiga concluir grande parte destes pontos, posso desde já considerar que este ia ser um ano muito acima da média. Além disso, este também é um momento muito especial, pois esta altura marca a data do sétimo aniversário do Um Mar de Recordações. Uma caminhada longa e que me deixa extremamente orgulhoso!    

 

1. Livro - Provavelmente esta deve ser a minha grande meta, quero muito que 2018 seja o ano em que publico o meu segundo livro. Depois d' A Analogia da Morte, estou extremamente focado em dar-lhe um irmão mais novo. O manuscrito aproxima-se da sua conclusão e espero em breve dar-vos boas notícias! 

2. Viajar - Eu adoro viajar, sou completamente apaixonado por conhecer novos lugares, novas culturas. Neste momento estou a viver em Londres, a cidade perfeita para poder visitar novos lugares. Nesse sentido, quero pelo menos conhecer um novo país este ano! Falta só decidir qual...

3. Curso - No final de Janeiro vou começar um curso de jornalismo na City University, em Londres. Naturalmente que uma das minhas grandes apostas vai ser uma boa performance durante estes meses, pois esta pode vir a ser a chave para abrir uma porta que ambiciono...

4. Trabalho - Este ponto está intimamente ligado com o anterior. A meta aqui é simples: voltar a trabalhar em jornalismo. Vou continuar a investir na formação para que tenha nova oportunidade de voltar a trabalhar no meu emprego de sonho. Sou um teimoso por natureza, eu sei! 

5. Ler - Nos últimos tempos não tenho lido tanto como desejava, portanto quero organizar melhor o meu tempo livre para que possa ler mais e melhor. Desde que estou a viver no Reino Unido tenho lido, quase exclusivamente, livros em inglês. Para mim, tem sido a melhor forma para ir aperfeiçoando o meu vocabulário britânico. 

6. Desporto - Desde que fui viver no estrangeiro que alguns dos meus hábitos tiveram de ser alterados. Sempre gostei de fazer desporto, é algo que me faz sentir bem e em 2017 não encontrei tempo para me focar tanto como desejava. Isso é algo que pretendo alterar ao longo destes meses. 

7. Meia-maratona - Este objectivo vêm de encontro com o último. Algo que tenho imensas saudades de fazer é correr uma meia-maratona, portanto caso esteja preparado fisicamente não vou perder a oportunidade de me voltar a desafiar. Espero solenemente estar pronto para que a meio do ano consiga concretizar este desejo! 

8. Organização - Provavelmente o ponto nuclear de toda esta lista, preciso de organizar o tempo da melhor forma. Nesse sentido, vou ter de criar prioridades para conseguir tornar os dias o mais produtivos possíveis. É caminho andado para que tudo esteja mais perto de ser atingido... 

9. Confiança - Algo que quero em 2018 é acreditar mais em mim, naquilo que consigo e posso fazer. Sair de 2018 com uma confiança renovada será uma das minhas grandes vitórias. Vai ser uma luta diária, mas com esforço e dedicação tudo vai correr bem...

10. Blogue - Dar mais atenção a este espaço é vital e eu vou esforçar-me para que este novo ano traga muitas partilhas. Vou trazer uma maior assiduidade ao Um Mar de Recordações com mais capítulos sobre a minha aventura em Londres e outros devaneios.  

 
 

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Capítulo 5 - Um passeio muito especial...

10 de Outubro de 2016... Sempre li muitos livros, confesso que a minha infância foi mergulhada em muitas palavras. E muitas vezes o enredo dessas obras passava-se em Londres. Assim sendo, percorri as ruas londrinas na minha imaginação desde cedo, sonhando como seria fazê-lo na realidade. Não consigo explicar a razão, mas há algo de mágico nesta cidade que sempre me cativou...

Desde que cheguei que aproveitei todas as oportunidades que tinha para explorar um pouco mais de Londres. Hoje vou contar-vos sobre um passeio que me marcou imenso. Quando apanhei o autocarro número 38 até Victoria sabia que aquele ia ter um dia especial. As expectativas eram mais que muitas e nem mesmo o tempo enublado me tiravam o sorriso da cara.

A minha manhã começou no emblemático Palácio de Buckingham, um local que tantas vezes percorri na minha imaginação. Estar ali tão perto foi uma experiência inacreditável. Sentir toda a história daquela zona é indescritível. Foi um sonho tornado realidade. Era capaz de passar umas boas horas a analisar cada detalhe daquele espaço.

A minha viagem prosseguiu, pouco depois, até ao St. James’s Park, um dos espaços verdes mais bonitos da capital britânica. Foi aí que recebi o surpreendente abraço do esquilo! Acho que foi a forma que a cidade “decidiu” de me dar boas-vindas.

Depois de comer o almoço dirigi-me até à última paragem desse dia, talvez o monumento mais mediático de Londres – o Big Ben. Quando o vi, o meu coração acelerou. Provavelmente, este era um dos locais que mais queria ver, mesmo apesar deste ser o local mais cliché de visitar. Foi o momento perfeito para encher o telemóvel com fotografias.

Resumidamente, este foi um capítulo de mais um dia inesquecível que vai perdurar na minha memória! Um dia mágico!

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Capítulo 4 - Como é o custo de vida em Londres?

Primeiros dias de Outubro de 2016... Londres é provavelmente uma das cidades que desperta mais curiosidade a nível mundial, imensa gente tem o sonho de viver aqui pelo menos uma temporada. Poder ter a experiência de passar pelos locais mais emblemáticos daquela que é uma das capitais mais cosmopolitas da Europa. E é justa essa curiosidade, pois a cada rua podes ser surpreendido com algo completamente diferente e especial...   
Mas esse interesse voraz neste lugar acaba por ser nocivo em alguns aspectos, talvez um dos mais relevantes seja o custo de vida. Londres é uma cidade cara! O mercado imobiliário é provavelmente um dos mais lucrativos na capital britânica, sendo os preços bastante elevados. Mesmo um estúdio aqui é uma autêntica loucura! É uma verdadeira dor de cabeça encontrar algo que corresponda com a qualidade/preço.
Já a rede de transportes é incrível! Com 11(!) linhas diferentes, o Metro pode levar-te a qualquer lugar da cidade de forma rápida. Eu uso os autocarros, pois tenho a sorte de ter um directo para o trabalho. Em Londres, uma viagem de autocarro custa sempre uma libra e meia independentemente se fores até à paragem seguinte ou até ao final do percurso. Apesar de haver um passe mensal (cerca de 80 libras por mês), para mim fica mais barato pagar diariamente (3 libras por dia)...     
Talvez uma das coisas que mais surpreendeu foi mesmo a comida, Sinceramente, estava à espera que os preços fossem mais caros. Muitas das coisas acabam por ser mais baratas do que em Portugal. Há imensas lojas (Iceland, Sainsbury's, Lidl, etc.) com preços acessíveis, basta perder algum tempo a fazer um bom planeamento e é possível poupar algumas libras mensalmente.
Desde que lembro que tenho um vício de comprar uma coisa - LIVROS! Londres é um paraíso neste panorama, os preços são mesmo maravilhosos! Vou dar um pequeno exemplo: comprei a trilogia do Milennium do Stieg Larsson por 3 libras, ou seja, paguei uma libra por cada livro... Vale mesmo a pena comprar, a diversidade é enorme e os preços são sempre apetecíveis!  

Em suma, o essencial é ter capacidade de gerir o dinheiro, isso é o segredo de teres ou não uma vida mais desafogada na capital inglesa. Mas isso acontece em qualquer lugar...

 
 

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Capítulo 3 - Socorro! Todas as ruas são iguais!

Meados de Setembro de 2016... A arquitectura de Londres é sobejamente elogiada por todo o mundo pela sua personalidade muito própria. As casas contam a história de uma cidade rica em cultura e tradição. Faz parte do quotidiano dos londrinos observarem habitações centenárias! Naturalmente, isso é algo que maravilha por completo os turistas que por aqui passam diariamente. Mas é fácil a adaptação para quem começa a viver num dos lugares mais emblemáticos na Europa?  

Não é de todo! Na verdade, é um verdadeiro pesadelo! As ruas são muito parecidas,  as diferenças são mesmo mínimas. É fácil perdermo-nos num labirinto de casas todas iguais. De facto, tudo é muito parecido o que torna complicado os primeiros dias. A sensação de estarmos constantemente perdidos nunca nos larga. No fundo, é começar do zero, descobrir onde estão as pequenas coisas.
Assim, os últimos dias de Setembro foram para conhecer os lugares que mais precisava, além de também ter aproveitado para passear (mais sobre isso no próximo post!). Perdi-me um sem número de vezes, mas valeu a pena. É verdade que com o tempo a sensação de andar sempre desnorteado torna-se mais rara, mas ainda  assim é bastante fácil virar na rua errada. Sinceramente, ainda hoje, continuo nesta longa aventura de conhecer um pouco mais desta fantástica cidade, de encontrar novos lugares neste labirinto que é Londres. No fundo, completar um nova peça neste enorme puzzle.

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Capítulo 2 - A viagem até Londres!

14 de Setembro de 2016... Esta data para mim vai ficar para sempre marcada como o dia em que abandonei o meu país em busca de um sonho. Foi o começo de uma nova vida com uma página completamente em branco. No fundo, tudo passou a ser uma incerteza, pois não fazia ideia do que ia acontecer nas próximas horas. Por muito que isso fosse desafiador, era em certa parte bastante assustador. Afinal esta era a primeira vez que ia viver fora de casa e isso implementava alguns problemas... 

Dizer que esta aventura está a ser um mar de rosas era mentir-vos descaradamente, naturalmente que tem havido algumas coisas menos boas. As saudades é provavelmente o pior dos aspectos. Nunca gostei de despedidas, daí apenas ter dito a um pequeno circulo de pessoas que ia sair de Portugal. Ainda assim, isso não fez com que essas conversas não deixassem de ser particularmente dolorosas.

Regressando ao dia da viagem, no aeroporto de Humberto Delgado passei alguns momentos complicados. Foi muito mais difícil do que pensei virar costas a tudo aquilo que conhecia. Confesso que por momentos pensei mesmo em desistir, mas acabei por ir em frente. Não me interpretem mal, a vontade de ir para Londres era muita, mas a viagem até lá não foi nada fácil. Pode dizer-se que foi, sem dúvida, uma montanha russa de emoções...

No entanto, quando aterrei em Heathrow vinha com esperanças num futuro risonho. De facto, o impacto da capital britânica é arrebatador, de uma magia inacreditável (quem segue o Um Mar de Recordações há algum tempo sabe que eu sou louco por Harry Potter). Quando saí do aeroporto fui em direcção ao metro e apanhei a linha Piccadilly em direcção... à estação de King's Cross. Parecia destino, um sorriso enorme surgiu na minha face com o pensamento que talvez esta tenha mesmo sido a decisão certa. Era ali que começava a minha aventura!

 

 
 

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